Seminário Vidas Ameaçadas – Luta e resistência no campo e na cidade: 29/05, na UFMA

Pensado por movimentos sociais e sindicais do Maranhão e por militantes não centralizados, o 1º Seminário Vidas Ameaçadas – resistência no campo e na cidade foi pensado como forma de homenagear a Memória e a História de pessoas que deram sua vida pela luta coletiva, pelos direitos dos povos à sua autodeterminação, à sua auto-organização, ao seu direito de existir, ao seu direito ao seu território, a terra, trabalho e pão.

A necessidade de se honrar essas memórias se acentua na atual conjuntura, em que os assassinos matam agora não mais o corpo, mas a memória. É assim que ruralistas e grupos conservadores, com o apoio da mídia de massas, seja por ação, com matérias difamatórias, seja por omissão, buscam revisar a História para justificar assassinatos, perseguições, expulsões, coerções e todo o tipo de ameaças.

Por outro lado, é preciso contar que a luta persiste. Tanto na memória guardada dos que tombaram quanto na resistência cotidiana de ribeirinho,s quilombolas, indígenas, quebradeiras de coco, catadores, extrativistas, camponeses, favelados. Essa resistência, esse volume de resistência precisa ser trazido à tona e compartilhado para que se saiba, onde quer que ela aconteça: não estamos sós. Outros lutam como nós. Ao pôr em contato essas resistências, que elas se fortaleçam e se alimentem umas às outras. Que irrompam contra os que ameaçam seus direitos e suas próprias vidas e História.

Também, é preciso denunciar os que seguem ameaçando vidas. No Maranhão, somente de 2016 de para cá, mais de uma centena de militantes sociais estão sob ameaça direta. Desses, quase a metade teve de deixar de suas casas e procurar abrigo em sistemas de proteção. Outros tantos, como Flaviano Pinto Neto, Izídio, Euzébio Kaapor, Cabeça, Humbico, dentre outros, tombaram defendendo seu chão e sua gente. Isso precisa vir a público.

Honrar a memória, compartilhar a/s resistência/s, denunciar os ameaçadores. Essa é a proposta feita por movimentos sociais e sindicais que desaguou na realização do Seminário Vidas Ameaçadas – luta e resistência no campo e na cidade, que trouxe nas figuras dos mártires Irmã Dorothy Stang e Padre Josimo, o ponto de partida para contar e honrar estas memórias e para seguir fazendo História – e resistência.

Programação

8h30 – 9h – Mística com apresentação do Seminário e música com Joãozinho Ribeiro

9h – Filme Em Busca do Bem Viver, que conta as histórias de populações ameaçadas e suas estratégias de resistência

10h – Vidas Ameaçadas – relatos das ameaças no campo e na cidade

12h – 14h – Almoço

14h – 16h – Teia de Cuidados/Pedagogia da proteção / Programas de Proteção / Sistema Popular de Autoproteção / Teologia da Libertação:

  • Participação da SMDH, Teia dos Povos e Comunidades Tradicionais, Osmarino Amâncio e representante da Teologia da Libertação
  • Debates

16h30 – Romaria “Resistência pela Vida

18h – Ato Manifesto (chegada da Romaria à Praça dos Catraeiros, Praia Grande, ao lado da Casa do Maranhão)

  • Apresentações culturais de Resistência

Volta das comunidades e demais participantes a suas casas

Seminário Vidas Ameaçadas – luta e resistência no campo e na cidade

Data: 29 de maio de 2018, a partir das 9h, no Auditório Central da UFMA – Campus do Bacanga – São Luís – MA

Inscrições AQUI

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