Unifap acata recomendação do MPF e abre processo seletivo diferenciado para indígenas e quilombolas

Oitenta e oito vagas em sete cursos são ofertadas no campus Binacional, em Oiapoque-AP

Ministério Público Federal no Amapá

Após recomendação do Ministério Público Federal (MPF), a Universidade Federal do Amapá (Unifap) abriu Processo Seletivo Extraordinário para indígenas e quilombolas para o 2º semestre letivo de 2018. São disponibilizadas 88 vagas nos cursos de graduação do campus Binacional, localizado no município de Oiapoque (AP). Com a medida, o MPF espera que a participação dos indígenas e quilombolas no ensino superior se torne mais igualitária, levando em consideração o processo diferenciado de ensino das comunidades. 

Em maio deste ano, o MPF recomendou à Unifap que instituísse processo seletivo especial, a exemplo do que já ocorre em outras universidades federais, para candidatos das comunidades indígenas e quilombolas. Até então, a universidade realizava o preenchimento de vagas destinadas às cotas por meio do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). No entendimento do MPF, ao usar o Enem como único meio de ingresso pelo sistema de cotas, a Unifap deixa de considerar o processo diferenciado de educação das comunidades tradicionais.

Na Unifap, o novo modelo de seleção contará com provas de língua portuguesa e entrevistas. Além disso, os candidatos deverão comprovar seu pertencimento étnico na condição de indígena ou quilombola, mediante declaração. São ofertadas vagas nos cursos de Ciências Biológicas, Direito, Enfermagem, Geografia, História, Letras/Francês e Pedagogia. O edital completo e informações sobre o certame estão no site www.unifap.br.

Audiência Pública – Na próxima segunda-feira (25), está marcada audiência pública para discutir o processo seletivo diferenciado pra indígenas e quilombolas. O evento será realizado no anfiteatro da Unifap, no campus Marco Zero do Equador, em Macapá-AP, das 9h às 13h. A audiência atende outro ponto da recomendação do MPF, que busca a participação das comunidades no processo de formulação e execução do processo seletivo diferenciado.

Imagem Ilustrativa. Grupo de formandos em nível superior de etnia indígena no Acre. (Fotos: Onofre Brito | Fotos Públicas)

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