Em audiência Ministro Lewandovski recebe os sete grevistas

Além da audiência, o 10º dia da Greve de Fome por Justiça no STF, recebeu ainda ato contra a intolerância religiosa e por democracia

Por Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania
Da Página do MST 

Com dez dias em Greve de Fome e a saúde bastantes debilitada, os sete grevistas foram recebidos pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski na tarde desta quinta-feira, (9). Após a audiência Rafaela Alves, Luiz Gonzaga (Gegê), Zonália Santos, Frei Sérgio Görgen, Vilmar Pacífico, Leonardo Soares e Jaime Amorim concederam entrevista à imprensa e participaram do Ato Inter-religioso em frente ao Supremo.

Em coletiva à imprensa Jaime e Rafaela destacaram como foi a conversa com o Ministro. Em primeiro momento eles relataram as razões pelas quais estão em Greve de Fome e porquê responsabilizam o Supremo Tribunal Federal, entre elas, está o retorno do Brasil ao Mapa da ONU, o aumento da violência contra mulheres, negros e LGBTs, o sofrimento e o abandono dos mais pobres.

Jaime destacou a postura de Lewandowski com relação as duas ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs), que devem decidir sobre a prisão em segunda instância. “O ministro disse que temos que apostar que o STF vai fazer Justiça e que temos que acreditar que isso vai acontecer. Ele disse que, nesses anos, o STF tem aprovado medidas importantes para o Brasil. Ele fez uma defesa do STF, não entrou em muitos detalhes”, avalia Jaime.

Rafaela chamou a atenção para a defesa da Soberania Nacional como pauta dos grevistas: “a primeiro momento foi colocarmos nossa pauta do que se trata nossa greve de fome. Entre os pontos, também está a Soberania Nacional. Estamos perdendo nossas terras, nossa água, nosso petróleo. Tudo aquilo que é riqueza e que é fundamental para a construção do desenvolvimento do país”.

A jovem camponesa do MPA ainda denunciou a demora do Supremo Tribunal Federal e da justiça brasileira, “o preço da lentidão da Justiça será ver corpos velados em frente ao STF, e nós dissemos isso ao Ministro”. O recado soou como um alerta, pois durante o ato inter-religioso a grevista Zonália, passou mal e preciso receber atendimento médico ainda no local pela equipe médica que acompanha a Greve de Fome por Justiça no STF.

O Ato Inter-religioso foi realizado em solidariedade aos povos de matriz africana e pelos direitos de realização de suas expressões religiosas, com a presença de mais de 20 matrizes religiosas e espirituais, que se unem aos povos indígenas em apoio também aos sete militantes em greve e fome há dez dias.

*Editado por: Reynaldo Costa

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