MST do Paraná realiza curso sobre mulheres, agroecologia e diversidade sexual

A formação se concentrou no fortalecimento organizativo das mulheres e das LGBTI’s, discutindo a formação política, intercâmbios na área da Agroecologia e o trabalho de base

Por Aline Luana Oliveira, na Página do MST​

O momento atual da conjuntura, de desmonte de um conjunto de direitos adquiridos da classe trabalhadora, de ataque à Reforma Agrária, naturalização da violência às populações de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (LGBTI’s), negros, indígenas e mulheres, nos leva a estarmos despertas e atentas, nos organizando e lutando pela vida.

Entre os dias 08 e 10 de maio, foi realizado o Curso de Mulheres, Agroecologia e Diversidade Sexual, na Escola Latino-americana de Agroecologia (ELAA), localizada no Assentamento Contestado, no município da Lapa (PR).

O objetivo da formação se concentrou no fortalecimento organizativo das mulheres e das LGBTI’s, discutindo o processo de formação política desses públicos, os intercâmbios na área da Agroecologia, da produção e manipulação de alimentos, além de reflexões sobre o trabalho de base nas áreas de Reforma Agrária do Paraná. A intenção é contribuir no desenvolvimento de novas relações de gênero.

Para a integrante do Coletivo de Mulheres do MST-PR, Priscila Facina Monnerat, as mulheres têm um papel fundamental na luta pela terra, pela Reforma Agrária e na transformação social: “é um papel que tem sido visibilizado, mas ainda pouco valorizado. A importância desse curso é também identificar as experiências que temos no estado e qualificar estas experiências. Além de criar e, ampliar os saberes das mulheres, atrelado ao processo de formação e levar a prática para os nossos espaços”, afirma.

Ainda segundo Priscila, hoje a humanidade passa por uma crise civilizatória e as mulheres têm muito a contribuir com respostas e ações de luta nesses tempos difíceis. “Por isso estudar temas urgentes como agroecologia, gênero, diversidade sexual, patriarcado, entre outros assuntos é fundamental na formação das mulheres e das LGBTI’s”, explica ela.

Por meio da metodologia da cartografia social, durante o curso as educandas e educandos realizaram um diagnóstico de suas realidades, bem como, discutiram e planejaram propostas de formação e ações para o bem viver nos territórios onde vivem.

Esta é a primeira etapa do curso, que contará com mais cinco outras etapas ao longo dos próximos dois anos. Nesta etapa, a atividade teve a participação de 35 companheiras e companheiros, mulheres e LGBTI’s do MST, que vivem nas áreas de acampamento e assentamento do Paraná.

*Editado por Solange Engelmann

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