Denúncias de violações de direitos humanos mina Morro do Ouro em Minas Gerais serão discutidas na CDHM

Pedro Calvi / CDHM

A mina Morro do Ouro em Paracatu, noroeste de Minas Gerais, é a maior do país em volume e área de minério de ouro no país, e é explorada pela empresa canadense Kinross. Em 2018, bateu recorde de produção, segundo informação da empresa foram 14,7 toneladas. No Brasil a empresa é responsável por cerca de 25% da produção de ouro. Porém, existem denúncias de violações de direitos humanos em Paracatu por causa das atividades da mineração. Entre elas, a expropriação e destruição de territórios quilombolas, criminalização dos garimpeiros artesanais, comprometimento das atividades produtivas tradicionais, impactos das explosões e ruídos sobre as condições das moradias, uso indiscriminado de água, destruição das nascentes, contaminação ambiental, riscos à saúde da população, sonegação e renúncia fiscal.

Para avaliar essa situação e discutir formas de encaminhar o tema no Congresso, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados faz, na próxima quarta-feira (14/8), às 14h, no plenário 9, uma audiência pública. O encontro foi solicitado por Rogério Correia (PT/MG).

Devem participar das discussões representantes da Agência Nacional de Mineração, Kinross do Brasil, Câmara Municipal de Paracatu, Ministério Público Estadual, Cáritas de Minas Gerais, Movimento dos Atingidos por Barragens, Central das Associações de Bairros de Paracatu, Ordem dos Advogados e do Movimento Todos em Defesa da Vida.

A Kinross Gold Corporation é um grupo canadense que atua em mineração, beneficiamento e comercialização de ouro. Além do Brasil, também faz explorações no Chile, Estados Unidos, Canadá, Gana, Mauritânia e Rússia. A mina de Morro do Ouro tem vida útil esperada até 2032 e começou a ser explorada em 1987.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

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