Merkel defende incluir incêndios na Amazônia na agenda do G7

Porta-voz diz que chefe de governo alemã apoia proposta de Macron de debater “situação de emergência aguda” na Amazônia durante a cúpula. Tema deve ser abordado “em diálogo e cooperação com o Brasil”, ressalta.

Na Deutsche Welle

Os incêndios na Amazônia constituem uma “situação de emergência aguda” que deve ser discutida na cúpula do G7 neste fim de semana, declarou nesta sexta-feira (23/08) em Berlim o porta-voz da chanceler federal alemã, Angela Merkel, em apoio a uma proposta do presidente francês, Emmanuel Macron.

A sugestão de abordar o tema já contava com o apoio do primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, outro representante de país-membro do G7. 

O porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, destacou que, exatamente como Macron, a chanceler federal considera que a questão deve integrar a agenda dos países do G7 quando eles se reunirem neste fim de semana em Biarritz, na França.

Seibert sublinhou também que “a magnitude dos incêndios [na Amazônia] é assustadora e ameaçadora, não apenas para o Brasil, mas para o mundo inteiro”. Ele ponderou, entretanto que o tema deve ser abordado “em diálogo e em cooperação com o Brasil”.

O ministro do Exterior da Alemanha, Heiko Maas, ofereceu ajuda ao Brasil na luta contra as chamas. “Se a floresta tropical queima há semanas, então, não podemos ficar indiferentes. A proteção da herança natural única da Amazônia é uma tarefa internacional que diz respeito a todos nós”, escreveu Maas no Twitter.

Macron afirmou nesta sexta-feira que Bolsonaro mentiu sobre seu comprometimento com o meio ambiente e anunciou que, sob essas condições, a França se opõe ao tratado de livre comércio entre União Europeia e Mercosul.

A afirmação veio depois de Bolsonaro acusar Macron de “ter mentalidade colonialista” e de pretender “instrumentalizar” o assunto “para ganhos políticos pessoais”.

O comentário foi publicado no Twitter, em resposta a um tuíte do chefe de Estado francês, em que ele classifica os incêndios na Amazônia como uma “crise internacional” e convoca os países industrializados do G7 “a conversar sobre esta emergência”.

Paris há muito vê de forma critica o acordo com o Mercosul, também devido a preocupações dos agricultores franceses. No início de julho, Macron havia se oposto à rápida ratificação do tratado negociado pela UE e pediu “garantias” adicionais, como a proteção da Floresta Amazônica.

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