Artigo para baixar: “A gestão pública das águas e os conflitos territoriais na Bacia Hidrográfica do rio Paraguaçu”

Tania Pacheco

O artigo de Iñigo Arrazola Aranzabal (Mestre em Desenvolvimento Territorial Rural pela Flacso, Equador) e Claudio Adão Dourado de Oliveira (antropólogo pós-graduado em Direito Agrário pela UFRJ) tem como cenário a bacia do rio Paraguaçu. Um dos rios mais importantes da Bahia, segundo os autores, o Paraguaçu nasce na Chapada Diamantina e percorre mais de 600 km até a baia do Iguape, no recôncavo baiano:

“O rio tem servido de eixo fundamental no desenvolvimento histórico do Estado. Na sua foz encontram-se cidades como Cachoeira, antigo ponto estratégico para a colonização do interior. Paraguaçu significa rio imenso na língua tupi, e, na atualidade, em seu entorno podem-se encontrar povos e comunidades tradicionais marisqueiras, pescadoras, camponesas, quilombolas, ribeirinhas e  indígenas que dependem de suas águas para sua reprodução. Estes povos se encontram também distribuídos pela área que compreende a Bacia Hidrográfica do Rio Paraguaçu, com mais de 150 afluentes.”

O texto nasceu do trabalho de campo realizado pelos autores com diversas entidades, dentre elas a CPT, durante a Caravana do Paraguaçu, estudando o processo de expansão do agronegócio ao longo da bacia e de suas consequências para os atores locais nas últimas décadas. Explicam eles, na Introdução ao texto:

“A Caravana percorreu o rio desde o Recôncavo até a Chapada com a intenção de visibilizar os conflitos causados pela apropriação e contaminação das águas por parte de empresas, o Estado e os grandes projetos instalados na Bacia. Durante seu trajeto, a Caravana colocou em diálogo pessoas pertencentes a diferentes partes da bacia para compartilharem suas experiências, problemas e lutas. O texto oferece assim um relato deste caminho, focado nos conflitos gerados pela consolidação do agronegócio em diferentes partes da bacia e nos problemas que a apropriação privadas das águas gera para a reprodução das comunidades e povos.”

O artigo pode ser baixado AQUI.

Mas, antes, vale ver o mini-documentário abaixo, sobre a Caravana e os povos por ela encontrados:

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