Santo Amaro – GT de Racismo Ambiental visita Penha Papéis e coleta água para análise

A partir do resultado da análise da água, A Defensoria deve avaliar quais medidas serão encaminhadas

Defensoria Pública da Bahia

O Grupo de Trabalho para Enfrentamento da Degradação e Racismo Ambiental em Santo Amaro, instituído pela Defensoria Pública do Estado da Bahia – DPE/BA realizou visita de inspeção nas instalações da Penha Papéis, no município localizado no Recôncavo baiano. 

A indústria de reciclagem de papel tem sido apontada por pescadores, marisqueiras e população local, como uma das responsáveis pela poluição do rio Subaé. O impacto desta contaminação tem gerado danos socioambientais na vida da comunidade.

Junto a representantes de movimentos que integram o Grupo de Trabalho, as defensoras públicas Ana Carolina Castro, Ana Elisa Spector e  Carolina Goés,  coordenadora da 6ª Regional da DPE/BA, estiveram na indústria para verificar as condições de despejo dos resíduos da produção no rio.

“A empresa declara que está atendendo as resoluções ambientais legais. Foram coletadas, por estudantes de grupos de pesquisa da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, mostras de água na área de despejo da fábrica. Este material será analisado pela UFRB e a partir do resultado desta análise é que poderemos dizer quais medidas poderão ser tomadas”, afirmou Ana Castro.

De acordo com Ana Castro, no entanto, a empresa não permitiu a coleta de água de seus reservatórios sob a justificativa de que o procedimento interferiria em seu processo produtivo. A visita ocorreu na última quarta-feira, 6, e o resultado da análise deverá estar disponível em dezembro.

GT de Racismo Ambiental
O Grupo de Trabalho para Enfrentamento da Degradação e Racismo Ambiental em Santo Amaro busca ampliar a capacidade de atuação da DPE/BA no enfrentamento da contaminação do solo e dos recursos hídricos no município de Santo Amaro, assim como de seus impactos sociais nas comunidades locais, especialmente quilombolas e pesqueiras.

Além do tema do despejo de resíduos nos rios e do descarte de lixo hospitalar em mangues, um dos principais tópicos de atenção do GT se refere ao problema da contaminação de chumbo gerada há 40 anos atrás por um antigo descarte da empresa, de origem francesa, Plumbum-Mineração e Metalurgia Ltda. O material acabou sendo utilizado como recurso em obras da cidade e, posteriormente, gerou contaminações.

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