MST repudia violência da PM em Paraisópolis

A ação da Polícia Militar terminou com nove jovens mortos na madrugada do último domingo (1º)

Da Página do MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra vem a público prestar solidariedade aos amigos e familiares de Gustavo Xavier, 14 anos, Denys Quirino da Silva, 16, Marcos Paulo dos Santos, 16, Dennys dos Santos Franca, 16, Luara Victoria de Oliveira, 18, Gabriel de Moraes, 20, Eduardo Silva, 21, Bruno Gabriel dos Santos, 22 e Mateus dos Santos Costa, 23, mortos durante uma operação policial feita para dispersar o Baile da DZ7, na favela de Paraisópolis, na madrugada de sábado (30), para domingo (1º). Além dos mortos mais outras 12 pessoas foram feridas e encaminhadas para hospitais da região.

Vídeos feitos por moradores de Paraisópolis, que repercutiram durante todo o domingo nas redes sociais e que está sob posse da Polícia Civil e da Corregedoria da Policia Militar de São Paulo, mostram policiais militares fardados agredindo jovens já rendidos. Entre as agressões, há chutes, pisoteamentos, tapas no rosto e uso indiscriminado de cassetetes.

A ação violenta da PM durante os bailes/fluxos que não visa garantir direitos e sim ser punitivista, já é rotina. Esses eventos configuram-se em um espaço de lazer em periferias que carecem de estrutura e de espaços públicos. O mesmo não aconteceria se o baile estivesse acontecendo no Morumbi, bairro nobre que fica apenas há 500 metros de Paraisópolis.

Vale ressaltar que esse massacre também é resultado da falta diálogo e disposição das autoridades em atender a demanda e iniciativas culturais da periferia pobre e preta.

A repressão policial no Brasil é negra, pobre e periférica.

“Abordagem nos Jardins tem de ser diferente da periferia”, disse o tenente-coronel Ricardo Augusto Nascimento de Mello Araújo, comandante da Rota, a tropa de elite da PM de São Paulo durante entrevista em 2017.

Segundo o Atlas da Violência 75% das vítimas de homicídio no país são negras. Para o Estado o “marginal”, que vive as margens de políticas públicas de educação, cultura, emprego e lazer deve ser pisoteado, humilhado e exterminado.

Diante disso, o despreparo da PM de São Paulo deve ser investigado e punido. A política de segurança pública do Governo do Estado deve se culpabilizada por essas mortes.

Vidas Negras importam!

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

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