NOTA PÚBLICA: CNS defende transparência e justiça sobre detenção de Guilherme Franco, da Fiocruz

No Conselho Nacional de Saúde

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) foi surpreendido com a notícia da detenção do pesquisador Guilherme Franco Netto, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), nesta quinta (6/08). A detenção foi decorrente de ação conjunta do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF), em operação que investiga desvios de recursos na área da saúde envolvendo órgãos públicos.

Diante do ocorrido, seguimos defendendo a credibilidade e responsabilidade da Fiocruz e de seus servidores na sua atuação histórica para aprimoramento da saúde pública brasileira, em especial neste período de pandemia. Guilherme é médico formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), concursado federal, sendo referência nas áreas de saúde e ambiente, com extensa lista de contribuições a diversas entidades da saúde no Brasil. O médico pesquisador atuou como diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde entre 2007 e 2013.

No CNS, já deu inúmeras contribuições ao controle social do Sistema Único de Saúde (SUS), tendo participado ativamente da relatoria da 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (CNVS), de 2016 a 2018, que deixou de legado a Política Nacional de Vigilância em Saúde, documento responsável por subsidiar as ações do Ministério da Saúde nesta área.

O CNS defende a presunção de inocência, direito constitucional garantido a qualquer cidadão brasileiro. Defende também que haja imperioso compromisso com a transparência, verdade e justiça dos órgãos responsáveis pela detenção diante das acusações. Em meio a um cenário de crise institucional e política no Brasil, onde a imagem da Fiocruz vem sendo injustamente atacada por setores do governo, pedimos que a sociedade e a imprensa fiquem atentas e que a apuração isenta prevaleça diante do ocorrido.

Conselho Nacional de Saúde

Foto: Abrasco

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