‘Mais que adultização, é pedofilização’: especialista aponta silenciamento da violência contra crianças nas redes

Anderson Barcelos Martins defende regulação das plataformas para conter discurso de ódio e proteger os pequenos

Brasil de Fato

Depois que o influenciador Felipe Bressanin, o Felca, dominou todas as conversas e sacudiu o país com seu documentário Adultização, até a Câmara dos Deputados se mexeu e aprovou nesta semana o PL 2.628. Através do projeto, as plataformas devem assumir obrigações e criar mecanismos capazes de proteger crianças e adolescentes no ambiente digital.

Mas será “adultização” o termo mais adequado? Para nosso entrevistado dessa edição não. Ele prefere os mais diretos “erotização infantil” ou “pedofilização” que melhor descreveriam a violência embutida no processo denunciado por Felca.

Ao longo do programa, Anderson Barcelos Martins, também especialista em neurociência aplicada à aprendizagem, aponta a necessidade de regulação das plataformas que vai além da proteção das crianças. Deve conter o discurso de ódio que persegue os diferentes e que fomenta racismo, misoginia, xenofobia e homofobia. Nota que, enquanto a sociedade é penalizada pelo aumento da agressividade, as plataformas faturam alto com a monetização.

Martins ainda aborda outros dois temas centrais nos seus estudos: as agressões auto-inflingidas por crianças e adolescentes e os ataques às escolas com o intuito de agredir ou matar estudantes, especialmente as meninas. Duas realidades que cresceram muito impulsionadas também pelas redes sociais.

O podcast De Fato é uma produção do Brasil de Fato RS em parceria com o SindBancários de Porto Alegre e Região. Todo sábado, um entrevistado ou uma entrevistada debaterá os principais fatos em destaque no Rio Grande do Sul, no Brasil e no mundo.

Ouça AQUI.

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