Brasil critica ação de Israel contra flotilha humanitária que pretende chegar a Gaza

Itamaraty cobra garantias de segurança para brasileiros detidos e reforça apelo por liberação de ajuda

Por Gustavo Kaye, do Agenda do Poder, no IHU

O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota em que afirma “deplorar” a interceptação da “Flotilha Global Sumud” por forças israelenses. A embarcação, que levava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, contava com cerca de 500 pessoas a bordo, incluindo brasileiros, entre eles a deputada Luizianne Lins (PT-CE). Segundo o Itamaraty, a operação “viola direitos e põe em risco a integridade física de manifestantes em ação pacífica”. O governo responsabilizou Israel pela segurança dos detidos e voltou a exigir o fim das restrições à entrada de insumos humanitários no território palestino.

Acompanhamento diplomático

A chancelaria brasileira informou que a Embaixada do Brasil em Tel Aviv está em contato permanente com as autoridades israelenses. O Itamaraty reiterou que Israel, “como potência ocupante”, deve cumprir suas obrigações no âmbito do direito internacional humanitário.

Reação no Congresso Nacional

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pediu ao chanceler Mauro Vieira “todo apoio” à parlamentar Luizianne Lins. Motta disse ter ficado surpreso com a notícia e lembrou que havia concedido licença temporária à deputada para participar da missão humanitária. “Vamos procurar, dentro do que couber à Presidência da Câmara, dar todo o apoio para que a parlamentar possa restabelecer suas condições de liberdade”, declarou.

Manifestação de parlamentares

No plenário, a deputada Erika Kokay (PT-DF) reforçou a defesa da colega e destacou que a flotilha tinha caráter pacífico e objetivo humanitário. Ela ressaltou que, além de Luizianne, também estavam a bordo uma vereadora do PSOL e outros cidadãos brasileiros. “Este barco foi interceptado pelo Estado de Israel e seus tripulantes buscavam levar ajuda fundamental ao povo palestino, que enfrenta inclusive a fome. Esta Casa precisa acompanhar de perto o caso”, disse Kokay.

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