CAPG aciona MPF por abandono de comunidade Mbya Guarani em Guaíba (RS)

Famílias da Terra Indígena Arroio do Conde enfrentam falta de água potável, moradia precária e ausência de assistência em saúde

O Conselho de Articulação do Povo Guarani do Rio Grande do Sul (CAPG) protocolou representação no Ministério Público Federal (MPF), em Porto Alegre, denunciando a situação de abandono vivida pela comunidade Mbya Guarani na Terra Indígena Arroio do Conde, em processo de demarcação, no município de Guaíba (RS). A ação foi retaliada última quinta-feira (19).

Segundo a entidade, desde o início do ano as famílias dependem de doações, inclusive de água potável, e vivem em condições extremamente precárias, sem fornecimento regular de água, sem estrutura adequada de armazenamento e, em muitos casos, em barracos de lona. Crianças, mulheres e idosos estão entre os mais afetados.

O CAPG relata que pedidos encaminhados à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) não tiveram resposta efetiva. Diante da gravidade, o Conselho solicitou que o MPF atue com urgência para garantir o abastecimento de água e a assistência integral à saúde, além de cobrar da Funai apoio estrutural emergencial e a entrega de cestas básicas.

“Os indígenas enfrentam grave situação de abandono com falta de água potável, moradia precária e ausência de assistência em saúde”

Para o Conselho, a situação configura violação de direitos constitucionais dos povos indígenas, especialmente quanto à dignidade, à saúde e às condições mínimas de sobrevivência.

Leia a nota na integra:

CAPG denuncia abandono de comunidade Mbya Guarani em Guaíba e aciona MPF

O Conselho de Articulação do Povo Guarani do Rio Grande do Sul (CAPG) protocolou representação junto ao Ministério Público Federal (MPF), em Porto Alegre, denunciando a grave situação de abandono enfrentada pela comunidade Mbya Guarani localizada na Terra Indígena Arroio do Conde, em processo de demarcação, no município de Guaíba (RS).

Desde o início do ano, as famílias sobrevivem exclusivamente de pequenas ajudas e doações, inclusive de água potável. A comunidade conta com crianças, mulheres e idosos, todos submetidos a condições extremamente precárias.

Não há fornecimento regular de água e sequer existe estrutura adequada para armazenamento, como caixa d’água. Muitas famílias vivem em barracos de lona, sem condições mínimas de dignidade.

Diversos pedidos foram encaminhados à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) para garantir o abastecimento de água e assistência em saúde, mas, até o momento, não houve atendimento efetivo às necessidades da comunidade.

Diante da gravidade do quadro, o CAPG solicitou que o Ministério Público Federal (MPF) que atue com urgência para que a Sesai cumpra suas atribuições legais, assegurando o fornecimento regular de água potável e a assistência integral à saúde. Também foi requerido que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) amplie sua atuação, garantindo apoio estrutural emergencial, além da entrega de cestas básicas.

Para o CAPG, a situação representa violação aos direitos assegurados pela Constituição Federal aos povos indígenas, especialmente quanto à garantia da dignidade, do acesso à saúde e às condições mínimas de sobrevivência. “O que está acontecendo em Arroio do Conde é inadmissível. Não se trata de favor, mas de direito. Água é direito fundamental, saúde é obrigação do Estado”, afirma Eloir de Oliveira, coordenador do CAPG.

O Conselho reafirma que seguirá acompanhando a situação e cobrando providências imediatas dos órgãos responsáveis.

Barra do Ribeiro (RS), 19 de fevereiro de 2026.

Conselho de Articulação do Povo Guarani do Rio Grande do Sul

Famílias da Terra Indígena Arroio do Conde enfrentam falta de água potável, moradia precária e ausência de assistência em saúde. Foto: Cimi Regional Sul

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