Lobby sionista calunia e vai à polícia contra pré-candidato à presidência do PCO

Na Causa Operária

Nesta quinta-feira (7), uma coalizão de apoiadores do chamado Estado de “Israel” se uniram para caluniar o presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO). Rui Costa Pimenta, que também é pré-candidato à presidência da República pelo Partido, havia apenas repetido o que vem dizendo há anos: que o sionismo usurpou a memória do holocausto para justificar os seus crimes de guerra contra a população palestina.

A recente fala de Rui Pimenta na Análise Política da Semana, da Causa Operária TV, veiculada neste sábado (2), gerou reação do maior beneficiário dessa política cínica no País: a Confederação Israelita do Brasil (Conib), entidade dedicada à perseguição e delação dos críticos de “Israel” no Brasil. O ex-presidente da Conib, Fernando Lottenberg, atribuiu às declarações do presidente do PCO uma “nova fase na onda de antissemitismo” e advertiu que o dirigente sofrerá as “consequências legais”.

Fernando Lottenberg é também conselheiro da Comissário de Monitoramento e Combate ao Antissemitismo da Organização dos Estados Americanos (OEA). A OEA, por sua vez, é uma entidade conhecida pela ingerência sobre os países latino-americanos. Em 2019, a OEA teve um papel decisivo no golpe contra o presidente Evo Morales, da Bolívia. À época, a entidade produziu um relatório indicando fraude eleitoral no pleito que reelegeu Morales, o que serviu de pretexto para a sua derrubada. Anos antes, em 2011, a OEA havia também produzido um relatório solicitando a suspensão da construção de uma hidrelétrica brasileira.

Fernando Lottenberg declarou ainda que a fala de Rui Pimenta estaria “na prática negando o holocausto e a sua memória”. Ocorre que o dirigente trotskista falou o exato oposto: “não que o holocausto tenha sido uma farsa, que os judeus tenham sido mortos nos campos de concentração. Isso realmente aconteceu”. Logo em seguida, o membro da OEA apresenta o seu verdadeiro objetivo — o de classificar o antissionismo como equivalente ao antissemitismo:

“Para aqueles que alegam que não são antissemitistas, são apenas antissionistas, se pode ver pelas declarações do presidente do PCO que não se trata disso.”

A equivalência entre antissionismo e antissemitismo é parte de uma campanha promovida justamente pelos setores que Rui Pimenta criticava em seu vídeo — isto é, os defensores do criminoso e genocida Estado de “Israel”. Os representantes do sionismo no Brasil, como a deputada Tabata do Amaral (PSB), tentam aprovar uma lei segundo a qual a crítica a “Israel” seria considerada crime no Brasil.

Além de seu ex-presidente, a própria Conib se manifestou em nota, conforme reportado pela TV Record. A entidade declarou que “repudia posições extremistas como a dele [Rui Costa Pimenta], que contaminam o debate público com intolerância, revisionismo histórico e discurso de ódio”. Já o presidente da Conib, Claudio Lottenberg, afirmou:

“Em tempos eleitorais, o radicalismo infelizmente pode crescer. Mas instrumentalizar o Holocausto com mentiras e distorções históricas não é debate político — é sinal da absoluta falta de preparo moral e intelectual para ocupar posições de relevância na vida pública brasileira.”

Embora a Conib fale em “preparo moral e intelectual” e em “discurso de ódio”, um parceiro da entidade esteve envolvido recentemente em um escândalo. Samuel Feldberg, diretor acadêmico da entidade sionista StandWithUs Brasil, desejou publicamente que “Israel” deveria garantir que a recente flotilha organizada pelo ativista Thiago Ávila “fosse a última”, sugerindo a execução do ativista pró-Palestina. Momentos depois, veio à tona que Feldberg fraudou seu currículo, afirmando ser docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) sem jamais ter integrado seu quadro de funcionários. A própria instituição de ensino se pronunciou por nota:

“Em resposta a reclamações recebidas pela Ouvidoria institucional, a direção da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), depois de consulta com a coordenação do Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades, esclarece que o professor Samuel Feldberg nunca integrou o quadro de docentes desta Faculdade, e que seu vínculo como colaborador com esse programa de pós-graduação foi encerrado em 2017. Também informa que acaba de solicitar ao referido docente que corrija, nas suas redes sociais e no seu curriculum na Plataforma Lattes, informações que permitam inferir uma continuidade atual desse vínculo.”

A Federação Israelita de São Paulo (Fisesp) também emitiu nota. Por meio de seu presidente-executivo, Ricardo Berkiensztat, a entidade classificou as falas como um “crime” cometido por “razões ideológicas”.⁣

A TV Record se somou às calúnias, declarando que Rui Costa Pimenta fez “declarações preconceituosas sobre o Holocausto”. Exercendo o seu direito de resposta, a assessoria do presidente do PCO enviou uma nota para ser lida no próximo telejornal da emissora. No entanto, a TV Record dedicou mais de dois minutos às acusações feitas pelas entidades sionistas e menos de nove segundos à nota do PCO, citando-a apenas indiretamente.

Leia na íntegra a nota que o Jornal da Record se recusou a veicular:

“Nota Jornal da Record 7/05/26
Sobre as calúnias da Conib e da Fisesp — Nota ao Jornal da Record

As declarações da Conib e da Fisesp são mais uma de muitas calúnias contra os críticos do genocídio cometido por “Israel”. Não se trata de preconceito algum dizer que os sionistas defensores de “Israel” usam o holocausto de 80 anos atrás para esconder os seus crimes, igualmente macabros, ocorrendo hoje.

É isso que fazem neste exato momento, ao dizer que vão à polícia por conta de nossa fala. Querem fazer com que criticar os assassinos das crianças de Gaza vire crime e, sim, repetimos, usam as vítimas do Holocausto para isso. Mundo afora a comunidade judaica criou o movimento “Não em Nosso Nome” para combater esse tipo de falsificação grotesca.

Neste momento, “Israel” mantém preso e sob tortura um ativista brasileiro, Thiago Ávila. Em vez de pedir a liberdade de nosso compatriota, a Conib e a Fisesp tentam prender os que criticam estas atrocidades.
É preciso acabar com a caça às bruxas que os sionistas criaram no Brasil e fazer valer a liberdade de expressão, liberdade de criticar genocidas, estupradores e assassinos de mulheres e crianças.”

Veja a íntegra da crítica de Rui Costa Pimenta ao uso político que o sionismo faz do Holocausto:

“O problema, porém, consiste no seguinte: esse uso do Holocausto é uma farsa. Não que o evento em si tenha sido uma farsa ou que judeus não tenham sido mortos em campos de concentração — isso realmente aconteceu. Mas a divulgação desse fato hoje é uma farsa; não se trata de uma defesa do judeu. Ninguém relembra o Holocausto por motivos humanitários. De 1945 até hoje, passaram-se décadas, e esse fato tem sido utilizado para ocultar os crimes do sionismo. Esse é o verdadeiro significado da questão atualmente.

Dizer ‘vamos relembrar para que não volte a acontecer’ é uma simulação. Ninguém está preocupado com isso. Após 1945, os judeus deixaram de ser perseguidos sistematicamente. O sionismo se transformou em uma força opressora paralela ao nazismo da época de Hitler; uma força colonial extremamente brutal e cruel. O Holocausto é utilizado como um álibi para ocultar esses crimes. Não se deve aceitar como certo que os responsáveis pelas mortes de palestinos em Gaza tenham algo a ver diretamente com as vítimas do Holocausto.

Inclusive, algo pouco mencionado é que os judeus que saíram dos campos de concentração e foram para a Palestina após 1945 não foram os autores da Nakba. Quem a realizou foram os que já estavam lá. As tropas do exército sionista combateram na Segunda Guerra Mundial junto aos ingleses e foram por eles treinadas. Esse pessoal nunca esteve em um campo de concentração. Há, inclusive, muitos relatos de que os sobreviventes que chegavam aos campos eram maltratados e desprezados no que viria a ser o Estado de Israel.

Portanto, tudo isso é uma farsa que precisa ser dita. Entendo que, em um ambiente cercado de sionistas, alguém sinta a necessidade de ‘bater continência’ para o mito do Holocausto, mas o correto é denunciá-lo. Não sou o primeiro a dizer isso; intelectuais judeus já o fizeram. Há o famoso livro de Norman Finkelstein, A Indústria do Holocausto. Assisti a um debate dele em uma universidade norte-americana onde, após ele criticar as barbaridades do Estado de Israel, uma jovem apareceu chorando, apelando para a memória do Holocausto. Ele respondeu que não admitia que usassem o sofrimento de seus pais, que estiveram em campos de concentração, para justificar o que é feito na Palestina.

A esquerda no Brasil está tão intimidada que tem medo de dizer essas coisas. Para que fique claro e eu não seja banido: não estou dizendo que o Holocausto não existiu.

O que tenho a dizer é o seguinte: como todo fato histórico, o Holocausto deve ser debatido livremente. Sou contra o ‘dogma’ do Holocausto. Se alguém questiona o número de vítimas, o lobby sionista ataca imediatamente. Todos têm o direito de duvidar de qualquer fato histórico; impedir essa discussão é absurdo. A matança de judeus pelos alemães na Segunda Guerra é um fato comprovável que não nego. O que nego é a validade da tese de usar isso para defender os crimes de Israel. Tornou-se um mito pernicioso.”

Enviada para Combate Racismo Ambiental por Amyra El Khalili.

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