300 famílias do MST ocupam área pública grilada no Distrito Federal

Famílias cobram do Estado medidas efetivas contra o avanço da grilagem e a destinação do território ao Programa Nacional de Reforma Agrária

Da Página do MST

Na manhã deste 05 de junho, cerca de 300 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Distrito Federal e Entorno ocuparam a Gleba 223 da Fazenda Salvia, localizada em Planaltina-DF, área com mais de 10 mil hectares. A ação integra a Jornada Nacional em Defesa da Natureza e de seus Povos, realizada pelo MST em todo o país.

Como símbolo do compromisso com a preservação ambiental e a recuperação do Cerrado, as famílias irão plantar mais de 200 mudas de espécies nativas no território ocupado.

A Gleba 223, assim como outras áreas da Fazenda Salvia, tem sido alvo de processos de grilagem e ocupações irregulares ligadas ao avanço do agronegócio e da especulação imobiliária. Essas ações têm provocado impactos socioambientais significativos, incluindo desmatamento, uso intensivo de agrotóxicos e descaracterização da vocação agrária da região.

A área é patrimônio público, vinculada à Secretaria do Patrimônio da União (SPU), e deve cumprir sua função social. Em 16 de março deste ano, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) declarou a fazenda de interesse público para fins de Reforma Agrária, com previsão de implementação de projetos de assentamento pelo Incra.

As famílias Sem Terra denunciam o avanço da grilagem sobre terras públicas no Distrito Federal e cobram do Estado medidas efetivas para a retomada desses territórios e sua destinação ao Programa Nacional de Reforma Agrária, fortalecendo a produção de alimentos saudáveis, a preservação ambiental e a construção de uma sociedade mais justa.

Combater o agronegócio é cuidar da natureza.

Lutar! Construir Reforma Agrária Popular!

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