Em nota, Movimento destaca as ameaças que Central de Abastecimento pode sofrer sob coordenação da iniciativa privada
Proposta pelo governo de Alagoas, o Projeto de Lei nº 2.123/2026, que propõe a entrega do Complexo da Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa/AL) para administração privada, tem levantado o debate em torno do papel e funcionalidade do espaço na distribuição de alimentos no estado.
O espaço localizado na capital Maceió, hoje o principal centro de abastecimento de alimentos do estado, movimenta mais de 5 mil empregos diretos e pode ser gerido pelos próximos 30 anos por empresa privada.
Em nota, o MST reafirma sua posição contra a privatização e posiciona o papel do Ceasa no fortalecimento da economia local, potencializando os trabalhadores e trabalhadoras da agricultura familiar e camponesa do estado.
“Com a ausência da ação do estado no local e sua entrega aos interesses privado, a privatização pode acarretar no aumento de taxas para os quase 500 permissionários e, consequentemente, o aumento dos alimentos vendidos em Alagoas, além de demissões e impactos diretos e indiretos em pequenos e médios negócios”, sinaliza trecho da nota.
Confira na íntegra:
Privatizar não é a solução! Comida barata na mesa e Ceasa nas mãos do povo!
Com a repercussão do debate em torno da proposta de privatização do Complexo da Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa/AL), localizada no bairro da Forene, em Maceió, mais um alerta se destaca para a população alagoana.
Proposição do Governo do Estado, através do Projeto de Lei Ordinária nº 2.123/2026, agora sob avaliação da Assembleia Legislativa de Alagoas, a ordem do governo autoriza a concessão de uso do Complexo por 30 anos, com possibilidade de renovação por mais 30, entregando a operação, manutenção, gestão e exploração econômica para uma empresa vencedora da licitação para a demanda.
A proposta, que enfrenta forte resistência dos trabalhadores e permissionários que atuam hoje no Ceasa, reflete a preocupação dos mais de 5 mil empregos gerados diretamente no Complexo, que é hoje um dos principais espaços de distribuição de alimentos que abastecem mercados e rede turística do estado.
Com a ausência da ação do estado no local e sua entrega aos interesses privado, a privatização pode acarretar no aumento de taxas para os quase 500 permissionários e, consequentemente, o aumento dos alimentos vendidos em Alagoas, além de demissões e impactos diretos e indiretos em pequenos e médios negócios.
Defendemos que o Ceasa siga sob administração pública, garantindo sua manutenção, modernização e monitoramento do processo de abastecimento de alimentos em Alagoas.
Ainda destacamos que, dada a sua importância na comercialização de alimentos no estado, o Ceasa deve ter em sua política de atuação pública a priorização, fortalecimento e fomento da economia local, em especial com os agricultores e agricultoras familiares e camponesas, as cooperativas e associações locais que em todo o estado de Alagoas seguem produzindo alimentos saudáveis.
O preço dos alimentos impacta diretamente nas condições de vida da sociedade e não podemos correr o risco de termos aumentos significativos na produção que passa pela principal central de abastecimento do estado.
Entre muitos desafios e necessidades atuais do Ceasa, transferir sua responsabilidade para o setor privado não é a solução. Centenas de famílias dependem do funcionamento desse espaço. Milhares de alagoanos são impactados pelo funcionamento do Ceasa.
Por um Ceasa forte e que atenda aos interesses dos alagoanos e alagoanas!
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Novembro de 2026
Alagoas
Editado por: Vítor Peruch




