Jovens das águas conquistam ensino superior e renovam esperança nas barrancas do Rio São Francisco

Com histórias de luta e resistência, 9 jovens de comunidades pesqueiras compartilham suas trajetórias até a universidade, impulsionadas por projeto do CPP/MG-ES que fortalece educação, saúde mental e identidade

Por Henrique Cavalheiro/CPP

Às margens do rio São Francisco, onde a vida pulsa entre as águas e os territórios de resistência, uma nova travessia começa a ser escrita. Nove jovens de comunidades tradicionais pesqueiras, quilombolas e vazanteiras conquistaram o acesso ao ensino superior entre 2023 e 2025, resultado de um processo coletivo de cuidado, formação e construção de projetos de vida impulsionado pelo Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP), regional Minas Gerais e Espírito Santo, e pelo apoio financeiro das Irmãs da Divina Providência.

Mais do que números, as aprovações carregam histórias de persistência diante de desafios profundos: dificuldades de acesso à educação, desigualdades sociais e contextos marcados por inseguranças e violações de direitos. Em meio a esse cenário, o Projeto de Vida surgiu como resposta concreta, reunindo acompanhamento psicológico, formação educativa e fortalecimento comunitário.

Educação como caminho de transformação

O Projeto de Vida, iniciado em 2022, estruturou uma rede de apoio envolvendo agentes do CPP/MGeES, Irmãs da Divina Providência, educadores(as), psicóloga e voluntários(as), com foco na construção de trajetórias pessoais e coletivas. A iniciativa acompanhou as jovens de forma integral, desde o cuidado com a saúde mental até a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), contribuindo diretamente para os resultados alcançados.

Ao longo dos anos, os resultados se consolidaram: cinco jovens aprovadas em 2023, duas em 2024 e mais quatro em 2025 (duas trocaram de curso). Conquistas que revelam não apenas o esforço individual, mas a força de um trabalho coletivo enraizado nas comunidades.

Carolaine Dias, 28 anos – Comunidade Tradicional Quilombola Pesqueira e Vazanteira de Caraíbas (Pedras de Maria da Cruz/MG) – 5º período de Letras Português – Unimontes (campus Januária)

Em uma realidade marcada por dificuldades e pela urgência do presente, sonhar com o futuro nem sempre parecia permitido. Carolaine mesma descreve esse caminho com profundidade e honestidade: “Sempre fomos uma família de baixa renda e isso era e é desafiador. Entretanto, o que mais me entristecia era o fato de que tão baixo quanto nossa renda eram os sonhos. Éramos obrigados a pensar no agora, ter o que comer hoje, falar sobre sonhos pro futuro não era tão interessante e apetitoso quanto comer frango, peixe, nossa mistura (proteína) mais comum, quando tinha”, relata. 

Foi ainda na escola que algo começou a mudar. O contato com a língua inglesa despertou um interesse que atravessaria os anos: “Desde que me foi introduzida a matéria inglês no 6° ano do fundamental, comecei a ter um apreço pelo idioma ao perceber minha facilidade em aprender a pronúncia e a escrita e me destacar dos meus colegas nas notas”. Mesmo sem apoio ou acesso a formação, seguiu estudando sozinha, com o que tinha: livros antigos, cadernos e muita persistência.

O encontro com o Projeto de Vida marcou uma virada decisiva. O que parecia algo simples se revelou um divisor de águas: “Quando fiquei sabendo do Projeto de Vida pensei que era mais como um projeto social de semanas ou alguns meses… não sabia que era a oportunidade da minha vida”, afirmou Dias. 

Ela destaca que o projeto não transformou apenas sua trajetória individual, mas também sua forma de enxergar a própria história e sua família: “Pra mim, o Projeto de Vida é e foi como uma bússola e uma catapulta, me guiou por onde eu deveria ir, me apoiou e me incentivou até onde estou agora”, pondera.

Hoje, cursando o 5º período de Letras, Carolaine segue com os pés firmes em sua comunidade e o olhar voltado para o futuro. Seu sonho continua sendo aprender, crescer e retribuir: “Meu sonho agora daqui pra frente é ficar fluente em inglês, ter um bom currículo e poder ajudar minha família e a minha comunidade de alguma forma”, conclui Carolaine. 

Helen Maria Silva, 24 anos – Comunidade Tradicional Quilombola Pesqueira e Vazanteira de Caraíbas (Pedras de Maria da Cruz/MG) – 2º período de Psicologia – UFU

Entre as águas do território e as marcas profundas da vida, Helen construiu sua trajetória na força da superação. Filha de pescador artesanal e de uma professora, cresceu em uma realidade de dificuldades, mas também de ensinamentos que a sustentam até hoje. “Minha vida sempre foi marcada por muita superação. Meu pai, como pescador artesanal, frequentemente carregava um olhar triste por não conseguir oferecer o melhor, mas nunca deixou faltar o essencial”, lembrou Helen. 

“Hoje, considero-me uma mulher muito forte: negra, deficiente e quilombola. Lutei e ainda luto muito por um futuro melhor, mas confesso que nem sempre me sinto assim. O momento mais difícil da minha trajetória foi perder meu pai para o câncer e ver minha mãe perder o brilho e a saúde simultaneamente”, Silva afirma que sua história é forjada na luta e nos sacrifícios de sua família.

Mesmo com o estímulo à educação, houve momentos de dúvida e descrença: “Apesar do incentivo, com o amadurecimento, passei a desacreditar em um futuro promissor. Ouvi muitas vezes que eu não seria ‘ninguém na vida’”. A virada veio quando decidiu confiar em si e encontrou apoio no Projeto de Vida: “Conheci o Projeto de Vida e professores incríveis que nos ajudaram a aprender”. Foi nesse processo que conquistou sua aprovação e ingressou em Psicologia na Universidade Federal de Uberlândia.

Hoje, vivendo a universidade, ela segue reafirmando seu propósito: “Ver o status de ‘Matriculada’ foi gratificante, minha mãe contou para todo mundo, cheia de orgulho”, relembrou Silva. Com os pés firmes em sua origem, projeta o futuro a partir do coletivo: “Quero atuar na ajuda à saúde mental de comunidades tradicionais, pretendo seguir para o mestrado e doutorado e me tornar uma referência para o meu povo”, concluiu. 

Joice Santos, 22 anos – Comunidade Tradicional Pesqueira e Vazanteira de Canabrava (Buritizeiro/MG) – 9º período de Direito – Uberlândia (Prouni)

Joice cresceu entre a pesca, a luta e o desejo de justiça. Desde muito cedo, carregava um sonho que ainda não sabia nomear por completo, mas já sentia com força: “Desde pequena, eu dizia que queria fazer Direito, mesmo sem entender exatamente o que significava ser advogada. Eu só sabia que queria defender pessoas”, declarou. Esse chamado nasce da própria realidade que viveu, marcada pela necessidade diária de lutar por direitos.

O caminho até a universidade foi atravessado por desafios. Em meio à pandemia, estudou praticamente sozinha, com poucos recursos e muitas incertezas: “Não tive cursinho preparatório, nem grandes estruturas de apoio. Estudei sozinha para o ENEM, muitas vezes, a luz do quarto era minha única companhia enquanto eu revisava conteúdos e alimentava um sonho que parecia maior do que as circunstâncias”, ressaltou Santos. A aprovação trouxe alegria, mas também uma difícil decisão: “Era a realização de um sonho, mas também significava partir, deixar minha família naquele momento foi uma das decisões mais difíceis da minha vida”, relembrou.

Filha de pescadores artesanais, ela seguiu com o apoio e a força de quem sempre acreditou: “Eles sabiam que aquele passo não era apenas meu, era de toda a nossa história”. Hoje, já próxima da formatura, Joice reafirma o sentido de sua caminhada:

“Eu quero me formar para lutar pelos direitos da minha comunidade, quero ser a advogada que eu nem sabia que existia quando criança”, explicou. E completa com a imagem que traduz sua trajetória: “A minha aprovação não foi apenas o resultado de uma prova. Foi a prova de que sonhos que nascem na beira do rio também podem atravessar estradas longas e chegar à universidade”. 

Adriele Silva, 18 anos – Comunidade Tradicional Quilombola Pesqueira e Vazanteira de Caraíbas (Pedras de Maria da Cruz/MG) – 1º período de Ciência de Dados e Estatística – UFU

Às margens do território onde cresceu, entre saberes da terra, das águas e da comunidade, Adriele construiu seus sonhos com inquietação e coragem. Formada pela Escola Família Agrícola (EFA) Tabocal, sua trajetória carrega o desejo de ir além, sem nunca romper com suas origens, mas, ao contrário, levando consigo o nome e a força de sua comunidade.

“Sempre fui uma pessoa muito alegre, proativa e muito ambiciosa pelos meus sonhos. Sempre fui aquela que não aceitava pouco. Queria buscar melhoria para meus pais, eu queria fazer tudo o que eles não tiveram a oportunidade de fazer, levando sempre o nome e o símbolo da comunidade comigo”, disse Adriele. 

Ela conta que o caminho começou a ganhar novos horizontes quando entrou no Projeto de Vida, onde encontrou outras juventudes com os mesmos sonhos: “Sempre tive muita vontade de estudar fora, mas não achava que seria possível. Quando entrei no projeto conheci várias jovens que também tinham essa vontade de estudar, estavam buscando tudo que é nosso por direito, uma faculdade onde entramos com cota”, concluiu Silva.

Elem Vitória Santos, 23 anos – Comunidade Tradicional Quilombola Pesqueira e Vazanteira de Balaieiro (Januária/MG) – 1º período de História – Faculdade Estácio

Filha de pescador e nascida na comunidade quilombola de Balaieiro, Elem Vitória carrega em sua trajetória a força de quem aprendeu, desde cedo, o valor do trabalho, da resistência e da vida coletiva. Entre as águas e a memória de seus antepassados, cresceu alimentando o sonho de estudar, conquistar sua independência e retribuir à família tudo o que recebeu.

Ela conta que o caminho até a universidade não foi linear, mas marcado por escolhas e recomeços: “Sempre sonhei em estudar, conquistar minha independência financeira e ajudar meus pais através da graduação. Em 2023, fiz o ENEM e consegui ingressar no curso de Biologia. No entanto, percebi que não era o que realmente desejava para o meu futuro. Por isso, decidi desistir e recomeçar, mesmo sabendo que não seria fácil”, explica Santos.

Persistiu e encontrou um novo rumo: “Em 2025, tentei novamente. Consegui aprovação pelo SISU e pelo Prouni. Quando fui aprovada, tanto em 2023 quanto em 2025, me senti capaz de escolher ser o que quiser, de estar onde quiser”, destacou. Ao longo desse percurso, ela reconhece o papel fundamental do Projeto de Vida e reafirma:

“Aprendi que recomeçar também é um ato de coragem e não de fraqueza. Hoje sigo mais segura das minhas escolhas e determinada a continuar lutando pelos meus sonhos, sem deixar de acreditar em mim”, finalizou Elem. 

Estefany Brito, 17 anos – ComunidadeTradicional  Quilombola Pesqueira e Vazanteira de Balaieiro (Januária/MG) – 1º período de Enfermagem – Centro Universitário Funorte

Estefany reconhece o papel coletivo na conquista do ensino superior e destaca a importância do Projeto em sua caminhada: “O projeto de vida vem ajudando os jovens de comunidades pesqueiras e tradicionais a terem novos conhecimentos, tirar uma boa nota em provas e a ingressar em uma faculdade”, pondera Brito. E reforça: “O projeto de vida me ajudou muito, creio que não apenas eu, mas sim outros jovens que participam, ele vem sendo muito importante para nós, aprendendo cada vez mais”.

Com o olhar voltado para o futuro, seu sonho nasce também da história de seus pais:

“Meu sonho é que eu possa formar em uma profissão exercida na área da saúde, quero poder dar orgulho a minha família, especialmente minha mãe e meu pai que não tiveram a oportunidade de concluir o ensino fundamental e o médio. Graças a Deus eu tenho essa oportunidade e quero aproveitá-la grandemente”, disse. 

Kédila Gomes Lopes, 32 anos – Comunidade Tradicional Quilombola Pesqueira e Vazanteira de Balaieiro (Januária/MG) – 5º período de Pedagogia – Unopar

Entre o cuidado com a casa, a horta e a pesca no rio, Kédila construiu sua trajetória com persistência. Sua caminhada até a universidade foi marcada por dúvidas e tentativas solitárias: “Fiz o ENEM várias vezes, sempre com esperança, mas sem orientação nenhuma, eu não entendia como usar minha nota, não sabia por onde começar”, explicou Lopes. A faculdade parecia distante, como ela mesma define: “Era como ter a chave nas mãos, mas não saber qual porta abrir”.

A virada veio com o encontro com o Projeto de Vida, que trouxe direção e novas possibilidades: “No início, sair da minha zona de conforto não foi fácil, mas foi exatamente isso que eu precisava. O projeto me trouxe orientação, clareza, confiança e esperança”. Foi assim que conseguiu acessar o ensino superior: “Joguei minha nota para o PROUNI e conquistei a minha vaga em Pedagogia. O dia da aprovação foi inesquecível, foi uma mistura de alegria, ansiedade, choro, alívio e gratidão” lembra.

Hoje, já no 5º semestre e em estágio, Kédila reconhece o tamanho da conquista e segue projetando novos caminhos:

“Entrar na faculdade representa muito mais do que iniciar um curso, representa superação, coragem e persistência”. E olha para o futuro com leveza e esperança: “Quero ser prova viva de que, com orientação e oportunidade, é possível mudar a própria história, futura pedagoga, a tia Kédila”, terminou Lopes. 

Lucimara Antônia da Silva, 20 anos – Comunidade Tradicional  Quilombola Pesqueira e Vazanteira de Caraíbas (Pedras de Maria da Cruz/MG) – 2º período de Administração – Universidade Federal de Uberlândia

Filha de pescador, quilombola e vazanteira, Lucimara carrega na própria história a marca da luta pelo território e pela vida. Criada entre deslocamentos e resistências, ela relembra a retomada de sua comunidade: “Nos unimos, homens, mulheres, idosos e crianças e fomos para Caraíbas. Passamos por muitos momentos difíceis, correndo risco de vida”, contou. A infância foi atravessada por ausências de direitos básicos, como energia, saúde e educação, mas também pela força coletiva que sustentou seu povo.

O acesso à escola sempre foi um desafio. “Saíamos de madrugada de casa, muitas vezes sem que a lancha chegasse até nossa porta. Íamos para a cidade estudar e só voltávamos à tarde, chegando em casa quase oito horas da noite, tudo escuro, pois não havia energia elétrica. Recebíamos muitas tarefas, e meus pais não conseguiam me ajudar, pois são analfabetos. Mesmo assim, me apoiavam, usando lanternas e luz de candeeiro para que eu pudesse estudar e não desistir”, narra Silva.

A trajetória foi marcada por perdas profundas, como o falecimento da mãe: “Naquele momento, meu mundo desabou, parei de ir à escola”. Mas foi também dessa dor que nasceu a decisão de continuar: ela voltou aos estudos motivada pelo desejo de honrar o sonho da mãe.

A virada aconteceu com o Projeto de Vida: “Foi ali que voltei a sonhar, foi também nesse projeto que conheci o ENEM”. Após tentativas e frustrações, veio a conquista: “No ano seguinte, consegui ser aprovada no curso de Administração na Universidade Federal de Uberlândia”. A chegada à universidade trouxe novos desafios, cidade grande, rotina desconhecida, mas também reafirmou sua coragem diante da vida.

“Durante o primeiro semestre, recebi a notícia de que meu irmão também estava com câncer. Foi um momento muito difícil. Nas férias, voltei para minha cidade para ajudar minha família, mas, infelizmente, ele faleceu pouco antes do retorno das aulas. Tive que encontrar forças para continuar, mesmo com toda a dor. Hoje estou finalizando o segundo semestre. Sei que ainda enfrentarei muitas dificuldades, mas estou preparada para continuar. Tenho o apoio do meu pai, mesmo estando difícil, sempre me incentiva e ajuda”, relata Lucimara.

Sheila Bispo Cardozo Ramos, 39 anos – Comunidade Tradicional Quilombola Pesqueira e Vazanteira de Caraíbas (Pedras de Maria da Cruz/MG) – 1º período de Pedagogia – Unimontes

Mulher, mãe, avó e sonhadora, Sheila construiu sua trajetória movida pelo desejo de transformar a própria realidade por meio da educação. “Eu sempre fui muito sonhadora, sempre sonhei com uma realidade melhor para mim e para os meus filhos, e o único meio que eu vejo para isso acontecer é com educação”, disse Sheila. Incentivadora dos filhos adolescentes, foi também por eles que decidiu dar um novo passo: “Eu nunca tinha feito ENEM, não sabia nem como funcionava, e em 2024 fiz pela primeira vez e consegui aprovação”, conta.

A caminhada, no entanto, não foi simples. Entre aprovações, dificuldades financeiras e responsabilidades familiares, precisou fazer escolhas difíceis: “Eu tive que escolher entre continuar o curso e cuidar da minha família e na minha balança pesou mais o cuidado com a minha família”, explica Ramos. Ainda assim, não desistiu. Em 2025, tentou novamente e conquistou uma nova aprovação: “Mais uma vez consegui passar em Pedagogia, agora estou na balança da construção dos meus sonhos”, destacou.

Hoje, Sheila segue firme, sustentada pela fé e pelo compromisso com sua história:

“Quero mostrar para os meus filhos que com educação tudo é possível”. Com gratidão, reconhece sua caminhada: “Sou muito grata a Deus, porque se eu cheguei até aqui foi Ele que tem me sustentado”.

Sua trajetória reafirma que nunca é tarde para recomeçar e que o sonho, quando coletivo, ganha ainda mais sentido. 

Permanecer, transformar e resistir

O caminho universitário não significa afastamento dos territórios, mas um novo modo de permanecer. Essas juventudes seguem vinculadas às suas comunidades, levando consigo a vontade de transformar a realidade, fortalecer a pesca artesanal e contribuir com o bem viver de seus povos.

Ao afirmar suas identidades, quilombolas, vazanteiras e pescadoras, essas jovens mostram que o conhecimento acadêmico pode caminhar junto aos saberes tradicionais, somando forças na luta por direitos, território e dignidade.

As trajetórias dessas nove jovens revelam mais do que conquistas individuais: anunciam um movimento coletivo de transformação que nasce nos territórios, às margens do rio, das águas, e alcança a universidade sem romper com suas origens. São histórias atravessadas por desafios, mas também por coragem, pertencimento e compromisso com suas comunidades. Ao ingressarem no ensino superior, não deixam de ser quem são, ao contrário, fortalecem a identidade dos povos das águas e ampliam as possibilidades de luta, organização e defesa da pesca artesanal. Entre redes, saberes e sonhos, essas jovens mostram que a educação também é um ato de resistência e que o futuro pode ser construído com os pés firmes no território e o olhar voltado para o futuro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 × 1 =