O imóvel fica na Rua Barão de Mesquita, 425, na Tijuca, dentro das dependências do 1º Batalhão de Polícia do Exército
Por Ancelmo Gois e Fernanda Pontes, em O Globo
Um dos endereços mais sombrios da ditadura militar no Rio acaba de ganhar proteção oficial. Foi publicado no Diário Oficial da União, na última segunda-feira, o tombamento provisório pelo Iphan do antigo prédio do DOI-Codi, considerado o principal centro de tortura do regime no estado. O imóvel fica na Rua Barão de Mesquita, 425, na Tijuca, dentro das dependências do 1º Batalhão de Polícia do Exército (1º BPE).
O tombamento inclui o edifício, os dois pátios internos e os acessos pela Avenida Maracanã e pela Praça Lamartine Babo. Atualmente, o Ministério Público Federal articula a transformação do espaço em um centro de memória.
Entre 1970 e 1979, o DOI-Codi funcionou como o maior centro de repressão política do Rio, cenário de torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados durante a ditadura militar.
Recentemente, o MPF também conseguiu decisão judicial para que a União retome a posse do antigo prédio do Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, com o objetivo de preservar um vasto acervo histórico. O local reúne cerca de 440 mil itens iconográficos e milhares de documentos da Polícia Civil, incluindo registros de violações de direitos humanos.
O complexo arquitetônico onde funcionou o DOI-Codi havia sido adquirido pela Coroa Imperial, em 1857, para a construção de um hospital militar.
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Enviado para Combate Racismo Ambiental por Julio Araujo.




