MPF sedia coletiva em SP sobre relatório da Comissão Especial concluindo que JK foi morto pela ditadura militar

Documento aprovado na manhã desta sexta (29) será apresentado por integrantes da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos

Procuradoria Regional da República da 3ª Região

O Ministério Público Federal (MPF) e a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), instituída pela Lei 9.140/95 e que funciona junto ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), vão promover nesta sexta-feira (29) uma coletiva para apresentar o relatório aprovado pela Comissão, que conclui que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura em 1976, contestando a conclusão da época de que ele teria sido vítima de um acidente automobilístico.

A aprovação deu-se na manhã desta sexta, por votos da maioria das pessoas integrantes do colegiado. Foram seis votos favoráveis e uma abstenção. A principal conclusão foi de que a premissa na qual muitos se baseavam para justificar o acidente como fatalidade, ou seja, a batida de um ônibus na traseira do veículo, jamais ocorreu. Na coletiva, todas as provas serão detalhadas.

O evento ocorrerá às 15h00 no auditório da Procuradoria Regional da República da 3ª Região, que fica na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 2020, Bela Vista, na cidade de São Paulo (SP). Não é necessário realizar um cadastramento prévio, bastando comparecer ao local do evento e se identificar na portaria.

Participarão da coletiva a presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, a procuradora regional da República Eugênia Augusta Gonzaga, a professora Maria Cecília Adão, relatora do caso, e a deputada federal Natália Bonavides, integrante da Comissão. Na ocasião, haverá oportunidade para que as integrantes da Comissão respondam perguntas sobre o caso. Estão convidados jornalistas interessados, bem como integrantes da sociedade civil organizada que trabalham com a temática.

A relatora Maria Cecília Adão vem trabalhando com o caso desde novembro de 2024. O documento foi confeccionado a partir de diversos elementos públicos, como um inquérito do Ministério Público Federal (MPF), de 2019. Embora a Comissão Nacional da Verdade tenha descartado a possibilidade de acidente ter sido provocado, as Comissões Estaduais da Verdade de São Paulo e de Minas Gerais, além da Comissão Municipal da cidade de São Paulo, defenderam a hipótese de que o ex-presidente teria sido vítima de um atentado político.

Com a aprovação das conclusões do relatório da CEDMP, a Comissão deverá trabalhar para que a certidão de óbito do ex-presidente seja retificada, nos termos da Resolução CNJ 601/2024.

O serviço:
Coletiva sobre relatório da CEMDP do caso JK
Data: nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026
Horário: 15h00
Local: auditório Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 2020, Bela Vista. São Paulo (SP)

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