Iniciativa busca aproximar o Supremo de grupos historicamente pouco ouvidos pelo sistema de Justiça e ampliar a participação deles nos espaços de diálogo institucional
Por Suélen Pires, no STF
A Ouvidoria dos Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais do Supremo Tribunal Federal (STF) realizará, nos dias 13 e 14 de agosto, uma escuta territorializada em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais.
Esta será a segunda edição do Projeto Escuta Territorializada, criado para conhecer as realidades, as demandas e as formas de organização social de grupos que historicamente tiveram poucas oportunidades de atuação nos espaços de escuta do Poder Judiciário.
Conhecimento institucional
A programação inclui reunião com lideranças da Articulação Rosalino de Povos e Comunidades Tradicionais do Norte mineiro, que apresentarão a situação dos territórios, oficina de formação de interlocutores comunitários e visita à região quilombola para ouvir os relatos da comunidade.
A inciativa visa fortalecer a participação social e ampliar o acesso à Justiça, produzindo conhecimento institucional para subsidiar a atuação da Ouvidoria dos Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais.
Experiência no Maranhão
A primeira edição do projeto foi realizada no Maranhão, na última semana de julho, em parceria com o Tribunal de Justiça do estado (TJMA).




