Lideranças de matriz africana debateram racismo religioso no ambiente de trabalho

Atividade da Casa da Igualdade Racial do Rio de Janeiro integra ações transversais de combate à discriminação

No Ministério da Igualdade Racial

A obrigatoriedade de participar de cultos de religiões diferentes da própria fé durante o expediente e a proibição do uso de vestimentas e acessórios ligados às religiões de matriz africana estão entre as principais manifestações de racismo religioso relatadas por trabalhadores e trabalhadoras. Os relatos foram compartilhados durante uma escuta realizada na Casa da Igualdade Racial do Rio de Janeiro. 

A atividade reuniu cerca de 50 lideranças de religiões de matriz africana para discutir os desafios enfrentados no ambiente de trabalho relacionadas à identidade religiosa e levantar subsídios para políticas públicas sobre o tema. 

O encontro integrou as ações previstas no Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério da Igualdade Racial e o Ministério Público do Trabalho (MPT), voltado à prevenção e ao combate ao racismo religioso nas relações de trabalho. 

Para o Babalorixá Adailton Moreira, a atuação do poder público é fundamental para garantir o direito à liberdade religiosa. “Queremos, sim, um Estado laico, mas que não seja omisso diante dos casos de violação de direitos”, disse. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

cinco − 1 =