As quebradeiras do coco babaçu

O vídeo destaca a forte conexão das mulheres quilombolas e quebradeiras de coco babaçu com a natureza, definindo a terra, a água e a floresta como femininas e fontes geradoras de vida. As extrativistas denunciam que as áreas mais produtivas de babaçu foram cercadas com cadeados, impedindo o livre extrativismo essencial para seu sustento

Por Amazônia Real

Na Reserva Extrativista Enseada da Mata, em Penalva (MA), as quebradeiras de coco babaçu mantêm viva uma relação ancestral com a floresta, alicerçada no trabalho coletivo, na transmissão de saberes e na força das mulheres.

Enquanto garantem seu sustento, protegem os babaçuais, defendem seus territórios e asseguram a continuidade das tradições de suas comunidades.

A viagem da equipe da Amazônia Real à Penalva, na baixada maranhense, foi realizada no início de maio de 2026. A repórter Maíra Soares se deslocou de Imperatriz até a capital, São Luís, onde se encontrou com a fotógrafa Ana Mendes. As duas viajaram cinco horas de carro para chegar em Penalva.

Elas visitaram as comunidades de Bairro Novo e Ponta do Curral, que ficam dentro da Reserva Extrativista Enseada da Mata, para entender o processo de luta pela regularização fundiária do território e como as quebradeiras de coco babaçu vem atuando na preservação ambiental da Baixada Maranhense diante do desmatamento e das mudanças climáticas no estado.

Leia a reportagem especial: Guardiãs do babaçu lutam pelo território

Créditos:
Entrevistadas: Maria Nice Machado e Joana Batista Reis
Reportagem: Maíra Soares
Roteiro e Imagens: Ana Mendes
Montagem e Finalização: Juliana Pesqueira
Trilha sonora: Cantos tradicionais das Quebradeiras de Coco Babaçu na voz de Maria Nice Machado.
Mentoria: Kátia Brasil
Amazônia Real | Junho de 2026

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