A oposição aos valores do bolsonarismo e a incapacidade de oferecer alternativas. Entrevista especial com Antonio Martins

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

O “autoritarismo” de Bolsonaro, suas declarações polêmicas e o agravamento das condições de vida da população “abrem um imenso campo para a ação da esquerda”, sugere o jornalista Antonio Martins à IHU On-Line. Mas a retomada do protagonismo político da esquerda, perdido em grande parte após a eleição do presidente Jair Bolsonaro, depende de ela deixar de “repetir automaticamente antigas fórmulas” e de dar-se conta da nova realidade e oferecer respostas a ela, diz Martins. Segundo ele, a “maioria da sociedade opõe-se aos valores do bolsonarismo” e prefere o diálogo à brutalidade e o exame sereno dos problemas do país em vez da polarização primária. Apesar disso, menciona, “o problema é que a esquerda tem sido incapaz, e mesmo indesejosa, de mobilizar estes sentimentos ou de dar consequência a eles”.

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PGR apresenta ADPF contra censura a docentes na abordagem plural nas escolas

Para Raquel Dodge, vedação do debate pedagógico acerca de temas político-partidários, de gênero e orientação sexual fere preceitos fundamentais

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), com pedido de medida cautelar, a fim de suspender qualquer ato do poder público que autorize ou promova censura a docentes no ambiente escolar. De acordo com a PGR, a medida foi motivada pelo crescente número de leis e movimentos que buscam implantar um modelo de ensino que contraria o modelo educacional vigente, definido pela Constituição Federal e regulamentado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei  9.394/1996).

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Raquel Dodge denuncia cinco pessoas por envolvimento nos assassinatos de Marielle Franco e de Anderson Gomes

Conselheiro do TCE/RJ, Domingos Brazão foi denunciado por obstrução da Justiça, falsidade ideológica e favorecimento pessoal

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou nesta terça-feira (17) o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ), Domingos Inácio Brazão e outras quatro pessoas por suspeita de envolvimento nos homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O conselheiro foi denunciado por ter se valido do cargo e da estrutura do gabinete na Corte de Contas para interferir no inquérito original que apurou os assassinatos. A denúncia teve como base as investigações da Polícia Federal no Rio de Janeiro, enviadas à PGR no início deste mês. Ainda em relação ao caso, foi apresentado Incidente de Deslocamento de Competência (IDC) e requerida a abertura de inquérito para apurar o mandante dos crimes.

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CPI das Fake News: PSL obstrui porque se sente ameaçado, diz relatora

Em entrevista a CartaCapital, a deputada Lídice da Mata (PSB-BA) diz que ataques dos governistas podem inviabilizar investigações

por Victor Ohana, em CartaCapital

Relatora da CPI das Fake News, que investiga a disseminação de informações falsas, a deputada Lídice da Mata (PSB-BA) apresentou seu plano de trabalho na terça-feira 17, em clima de tensão com parlamentares do PSL. Uma das tarefas da comissão é apurar a difusão de fake news durante as eleições de 2018, mas, pela boca de governistas, a investigação é retratada como “CPI da Censura”.

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Divergente bom é divergente morto?

Por Bruno Antonio Barros Santos, no Justificando

Comemorar ou debochar da morte de Marielle Franco? Aplaudir a morte de policiais? Festejar a morte do neto de Lula, uma criança de 7 anos de idade? Culpabilizar as próprias vítimas no desabamento de um prédio em São Paulo, por, supostamente, pertencerem a movimentos sociais de luta pela moradia? Celebrar a facada de que Bolsonaro foi vítima antes das eleições de 2018? Comemorar a saída de Jean Wyllys, Debora Diniz e Marcia Tiburi, ou de quem quer seja, do próprio país, por ameaças sofridas? Ter indiferença ou repúdio às minorias e grupos vulneráveis? Celebrar a morte de “bandidos”? Praticar linchamentos virtuais por causa de uma saudável divergência ideológica? Divergente bom é divergente morto?

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Il Capitano Bolsonaro e mais de mil palhaços (sem graça) no salão

A Commedia dell’Arte, com sua verve popularesca e seu repertório medieval, vem em socorro do Brasil

Por Nirlando Beirão, na Carta Capital

Em determinado momento da campanha presidencial dos Estados Unidos em 2016, quando Donald Trump começou a soltar seus demônios, o jornal The New York Times houve por bem alocar nas páginas de “Entretenimento” a tentativa do milionário dono de cassino de se firmar como improvável candidato do Partido Republicano. Parecia uma piada de mau gosto. O Times, um veículo cioso de sua responsabilidade, teve mais tarde (de todo modo, bem mais rápido do que os 50 anos que a imprensa brasileira requer para se penitenciar de suas velhacarias) de refletir se agiu certo ao subestimar a arlequinada que acabou por enfeitiçar a América e contagiar o mundo.

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Pesquisadores descobrem trapaça do governo em cálculos da reforma da Previdência

O governo enganou a todos, deputados e senadores, empresários e trabalhadores, com sua proposta de reforma do sistema de aposentadorias

por Carlos Drummond, em CartaCapital

Foi um trabalho de profissionais. O governo enganou a todos, deputados e senadores, empresários e trabalhadores, com sua proposta de reforma do sistema de aposentadorias. O projeto denominado Nova Previdência, ficará claro adiante, é uma falsidade completa, um edifício de planilhas sem consistência construído com dados manipulados para atingir os objetivos austericidas e privatistas do Ministério da Economia.

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A ameaça de um general à Lei de Anistia

Por Marcelo Godoy, no Estadão

O general Luiz Eduardo Rocha Paiva decidiu afrontar o acórdão do  Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Lei de Anistia. É o que afirma Eros Grau, ex-ministro da Corte com o peso da autoridade que lhe conferiu o fato de ter sido o relator do julgamento em 2010 que manteve a legislação e impediu que o “herói de Jair Bolsonaro”, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, terminasse seus dias na cadeia.

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Aquilo deu nisso: como as fraturas ao processo democrático estimularam o projeto autoritário. Por Marcelo Semer

Na Revista Cult

Enquanto a popularidade do presidente Jair Bolsonaro despenca a níveis até então desconhecidos para um presidente em início de gestão, uma pesquisa do Datafolha concluiu que se a eleição fosse hoje, Fernando Haddad se sagraria vencedor. Por certo, a enquete tem um valor irrisório, já que não é possível reescrever o passado com os elementos do futuro. O que mais impressiona, todavia, é a multidão de arrependidos, espantados pelo fato de Bolsonaro apresentar na Presidência da República exatamente o mesmo perfil agressivo, intolerante e autoritário que exibiu durante toda a campanha.

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