Decotelli pede demissão do MEC antes mesmo de tomar posse

Cultura Uol

Carlos Alberto Decotelli enviou sua carta de demissão ao presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (30). Ele deixa o Ministério da Educação, cargo para o qual foi nomeado na última quinta-feira (25), mas não chegou a tomar posse.

A decisão se dá após uma série de polêmicas em torno do currículo de Decotelli. Instituições como a argentina Universidade de Rosário e a alemã Universidade de Wüppertal negaram que ele tenha concluído seu doutorado e pós-doutorado, respectivamente. Na noite desta segunda-feira (29), a Faculdade Getúlio Vargas (FGV) emitiu uma nota negando também que Decotelli tenha integrado o time de professores e pesquisadores da instituição.

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Margareth Dalcolmo: ‘É a doença que mais mata e nós tivemos mortes que poderiam ser evitadas’

Por Viviane Tavares – EPSJV/Fiocruz 

Desde o início da pandemia, a pneumologista e professora-pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz) Margareth Dalcolmo tem sido uma das vozes mais importantes no alerta e combate à doença causada pelo novo coronavírus. Ainda era março quando ela previu, por exemplo, que a Covid-19 seria rejuvenescida no Brasil, por conta das condições socioeconômicas e geográficas do país. Sob o marco de 50 mil mortes e um milhão de pessoas infectadas, Dalcolmo, nesta entrevista, aponta que muitas vidas poderiam ter sido salvas no país se houvesse uma organização harmônica entre os poderes e se o lockdown tivesse sido feito no momento certo. Ela anuncia ainda que estamos na fase de interiorização da doença e que é impensável o retorno às aulas.

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Trabalho no pós-pandemia: dados de uma catástrofe

Desde 2016, renda e emprego se deterioram no Brasil – e, sem ações consistentes, governo agrava situação. Desemprego pode subir 60%. Precarização aumentou; salários e jornadas diminuíram. 17, 7 milhões estão sem perspectivas

por José Álvaro de Lima Cardoso*, em Outras Palavras

Pelos dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua) do IBGE, o ano de 2014 apresentou o menor nível de desocupação desde o início da série histórica da pesquisa. Em cinco anos (entre 2014 e 2019), o contingente de desocupados no Brasil saiu de 6,7 para 12,6 milhões, o que significou um aumento de quase 90%. A taxa de desocupação no País passou de 6,8% em 2014, para 11,9% em 2019, aumento de 75%.

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A luta pelas águas do Brasil não terminou

O que muda, com a lei de privatização. Por que a batalha desloca-se do Congresso para as cidades e periferias. As chances de criar movimentos como os da Bolívia – ou das 265 cidades que rejeitaram, em todo o mundo, a lógica da água-mercadoria

Marcos Helano Montenegro, entrevistado por Antonio Martins, em Outras Palavras

Duas interpretações opostas emergiram a partir da última quarta-feira (25/6), quando o Senado aprovou o Projeto de Lei 4162/19, que reorganiza os serviços de abastecimento de água e saneamento no Brasil. A primeira sustenta que as mudanças, em relação ao que está em vigor, foram mínimas – e há poucos motivos para preocupação. A segunda sugere que a batalha está perdida, porque o Congresso teria entregue a corporações internacionais um setor vital para a população, e estratégico para o país.

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Dono de frigorífico é condenado por pedir votos a Bolsonaro durante eleição

Divulgador de notícias falsas, Osmar Capuci deverá pagar R$ 149 mil em danos morais e mais R$ 750 para cada trabalhador por violação ao “livre direito de escolha e voto”; nos anos 90, empresário foi condenado por não pagar pecuaristas no interior de SP

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

O empresário bolsonarista Osmar Capuci terá de pagar R$ 767.765,35 por danos morais aos funcionários do frigorífico Naturafrig Alimentos Ltda, de Pirapozinho, no oeste de São Paulo. Ele aparece em um vídeo, gravado em 2 de outubro de 2018, cinco dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais, recomendando que os trabalhadores “pensassem bem” antes de votar.

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Nenhum estado teve redução da transmissão de covid-19, diz Fiocruz

Diminuição dos casos graves e disponibilidade de leitos não devem ser os únicos critérios para flexibilização

Redação Brasil de Fato

Uma análise dos pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Icict/Fiocruz) indica que nenhum estado brasileiro apresenta até o momento sinais de redução da transmissão de covid-19.  Estes permanecem com um alto número de casos e óbitos, mesmo depois de passada a semana de máximo número de casos. Essa tendência configuraria um patamar alto de transmissão (“platô”), que pode se prolongar indefinidamente. 

Nota Técnica do sistema MonitoraCovid-19 é apoiada em uma nova metodologia de monitoramento da epidemia, que mostra a semana de maior concentração de casos (“pico”), o que permite identificar e comparar tendências entre estados e municípios.

“As medidas de relaxamento do isolamento social nas cidades maiores e nas capitais, sobretudo quando essas cidades apresentam comportamento ascendente das curvas de óbitos, representam um risco para o agravamento do impacto da epidemia, tanto devido ao aumento da possibilidade de difusão de casos para cidades do interior, quanto pela sobrecarga dos serviços de saúde que isso pode provocar nas capitais e cidades de maior porte.”

“Um aumento mesmo que pequeno dos casos graves nas grandes cidades e nas capitais, somado ao aumento da demanda dos municípios do interior, configura um cenário delicado e que pode, em última análise, ocasionar o colapso no atendimento de saúde”, destaca a cartógrafa Mônica Magalhães, participante do projeto.

O estudo alerta para o risco de se adotar políticas de flexibilização do isolamento social nas grandes metrópoles, enquanto aumenta a interiorização da epidemia de Sars-CoV-2, o vírus causador da doença covid-19. A análise mostra que a epidemia está crescendo nos municípios que são mais dependentes do sistema de saúde dos grandes centros urbanos, que correm o risco de logo ficarem novamente saturados por pacientes das cidades menores, e mais uma vez perto de seu limite de atendimento. 

A Nota Técnica do MonitoraCovid-19 faz ainda um alerta: “A diminuição dos atendimentos de casos graves e, consequentemente, o aumento da disponibilidade de leitos de UTI é um dos critérios que devem ser considerados para se adotar medidas de relaxamento, mas não o único.  O comportamento das curvas de casos e óbitos, o ritmo e a tendência do contágio, além de expansão da capacidade de testagem para identificar casos e isolar e rastrear os contatos devem ser considerados como alicerces para a retomada das atividades econômicas”.

Edição: Mariana Pitasse e Rodrigo Durão Coelho

Imagem: A quinta-feira (21) amanheceu com pessoas fazendo exercícios na orla da Praia de Icaraí; a atividade passou a ser permitida com horários estabelecidos para diferentes idades – Jaqueline Deister

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Universidade de Wüppertal: ministro da Educação (também) não recebeu título de pós-doutorado na Alemanha

Por Karina Gomes, de Hamburgo, para O GLOBO*, no Yahoo

BONN, ALEMANHA – O novo titular da pasta da Educação, Carlos Alberto Decotelli, não obteve um título de pós-doutor pela Universidade de Wüppertal, no oeste da Alemanha, como divulgado na última sexta-feira (26/06) pelo Ministério da Educação (MEC).

Em nota enviada ao GLOBO, a instituição alemã esclareceu que o ministro conduziu pesquisas na universidade por um período de três meses em 2016, mas não concluiu nenhum programa de pós-doutoramento.

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Pandemia recrudesce ao atingir em cheio as periferias

Número de casos e mortes é recorde e Américas são o centro da doença. No Brasil, ela castiga o interior. Fracasso total da ultradireita (de Trump e Bolsonaro) no enfrentamento da covid-19. E mais: 15 vacinas estão quase prontas

por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

MEIO MILHÃO DE MORTES

O mundo chegou ontem a dez milhões de casos e 500 mil óbitos confirmados pelo novo coronavírus. Do primeiro caso registrado até a marca de um milhão, foram necessários três meses; agora, as novas infecções têm acontecido num ritmo de um milhão por semana: eram oito milhões no dia 15 de junho e nove milhões na segunda-feira passada. Isso ainda pode mudar – para pior. Afinal, também ontem foi alcançado um recorde de novos casos diários, com mais de 190 mil ao redor do planeta. Se a tendência continuar, teremos quase 1,4 milhão de registros a mais na próxima semana.

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Por si mesmo, ele não vai parar

Há algo particular no fascismo de Bolsonaro: a Falange. Por isso, são vãs as tentativas de enquadrá-lo nos limites da legalidade. Cada recuo é, para ele, apenas uma chance de ganhar tempo. Para detê-lo, é preciso abatê-lo, politicamente

Por Ricardo Cavalcanti-Schiel*, em Outras Palavras

O governo de Jair Bolsonaro e a evolução social da epidemia de coronavírus no Brasil parecem, finalmente, ter entrado numa curiosa sintonia lógica: a do paradoxo. Mais do que apenas uma boutade político-sanitária, as notas que se seguem pretendem esboçar o tamanho do impasse a que parecemos ter chegado; não tão apenas para nos aturdirmos com ele, mas para insinuar alguns detalhes talvez mais intrincados que a política vista pelos olhos do desejo e do voluntarismo (ou da “torcida”), como também mais intrincados que o mito tecnocrático da prescrição científica.

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A volatilidade das classes médias que, pelos seus privilégios, elegem e depois se escandalizam com Bolsonaro. Entrevista especial com Adalberto Cardoso

Pesquisador observa as diferentes nuances do que compreende por ‘classes médias’ e reflete sobre seus valores e orientações políticas

IHU On-Line

Para o professor Adalberto Cardoso, quando se vão analisar classes sociais brasileiras atualmente, é preciso, primeiro, levar duas coisas em conta: a classe média é múltipla – daí classes médias – e não foi ela quem elegeu Jair Bolsonaro sozinha. “Dos pouco mais de 55% dos votos que ele teve no segundo turno, 20 pontos percentuais vieram das classes médias e altas. Isto é, 36% de todos os votos no capitão vieram dessas classes. Isso quer dizer que os outros 64%, a grande maioria, vieram das classes populares, rurais e urbanas. Mas sem o voto das classes médias ele não teria sido eleito”, detalha, na entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

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