Precarização: Reforma trabalhista entra em vigor para ‘baratear’ brasileiro

por André Barrocal, Carta Capital

A nova lei trabalhista, assinada em julho pelo presidente Michel Temer, entrou em vigor nesse sábado 11. É a mais profunda mudança no mercado de trabalho no País após oito décadas do legado de Getúlio Vargas, o criador da carteira profissional (1932), da Justiça do Trabalho (1941) e da CLT (1943). (mais…)

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Por que precisamos pensar sobre o fascismo?

Por Douglas Rodrigues Barros, no Justificando

Quando o renegado socialista Benito Mussolini encontrou a alcunha para uma prática que nasceu antes da metade do século XIX, com certeza não poderia prever que se desdobraria ao longo do século XX e encontraria expressão no século XXI.

Quando o nacionalismo crescente em todo mundo, a luta contra a ameaça fantasmática do comunismo, agora supostamente travestido de “ideologia de gênero”, e o discurso beligerante a favor da manutenção de relações patriarcais se expressam como tentativa de salvaguardar “os valores”, vicejam no solo social antigos horrores. (mais…)

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O fim do mundo do trabalho já começou

Y tengo que apagar la vela, pero no la esperanza. Esa … ni muerto.
(Subcomandante Insurgente Marcos, EZLN, Chiapas, México)

Por Átila Da Rold Roesler, no Justificando

Neste sábado, 11 de novembro de 2017, o fim de mundo do trabalho começou com a entrada em vigor da Lei n. 13.467/2017 que alterou mais de 200 dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), retirando diversos direitos trabalhistas da classe operária e até mesmo impedindo o acesso do trabalhador ao Poder Judiciário. (mais…)

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Sobre as feras no porão

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

Quem leu o clássico “Crime e Castigo” sabe que ali está plasmada uma ética. Um homem comete um crime, ninguém vê. Ele pode seguir com sua vida tranquilamente porque não houve testemunhas, ninguém nunca saberá que foi ele o autor do crime. Ainda assim ele se remói de remorsos, no sofrimento ético: ele sabe que foi ele quem cometeu a atrocidade. E assim transcorre a narrativa de Dostoiévski, centrada no sofrimento psicológico do assassino. É uma belezura de livro e, ao final, premido pelo dilema ético, o jovem se entrega. Não precisaria. Poderia sair impune. Mas, não consegue. (mais…)

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Boaventura: o risco da desimaginação social

Em tempos de crise, capital flerta com hiper individualismo. Para este, a competição é o máximo. Cabe à cultura, e à religião, aceitar a guerra de todos contra todos

Por Boaventura de Sousa Santos* – Outras Palavras

O social é o conjunto de dimensões da vida coletiva que não podem ser reduzidas à existência e experiência particular dos indivíduos que compõem uma dada sociedade. Esta definição não é neutra. Define o social pela negativa, o que permite atribuir-lhe uma infinidade de atributos que variam de época para época. É, por outro lado, uma definição eurocêntrica porque pressupõe uma distinção categorial entre o social e o indivíduo, uma distinção que, longe de ser universal ou imemorial, é específica da filosofia e da cultura ocidentais, e nestas só se tornou dominante com o racionalismo, o individualismo e o antropocentrismo renascentista do século XV, os quais viriam a ter em Descartes o seu mais brilhante teorizador. Tanto é assim que a máxima expressão desta filosofia–cogito ergo sum, “penso logo existo”– não tem tradução adequada em muitas línguas e culturas não eurocêntricas. Para muitas destas culturas, a existência de um ser individual é não só problemática como absurda. É o caso das filosofias da África austral e do seu conceito fundamental de Ubuntu, que se pode traduzir por “eu sou porque tu és”, ou seja, eu não existo senão na minha relação com outros. Os africanos não precisaram esperar por Heidegger para conceber o ser como ser-com (Mitsein). (mais…)

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Repentina e sem razão perceptível, substituição na PF merece suspeitas, por Janio de Freitas

Na Folha

A articulação é muito maior do que parece. Tomam-se como casos isolados, cada qual com existência e sentido próprios, a mudança na Polícia Federal, a divisão conflituosa do PSDB e as obscuridades da nova Procuradoria-Geral da República. São, no entanto, partes que se interligam em um todo de ações e expectativas ansiadas pelos políticos acusados de ilicitudes, ou passíveis de sê-lo. (mais…)

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Fundo eleitoral tira R$ 70 milhões da Saúde em 2018

Recursos vão sair das emendas coletivas impositivas

No O Tempo

Brasília. O fundo eleitoral de R$ 1,75 bilhão para custear campanhas com dinheiro público vai reduzir aplicação de verbas na saúde, ao contrário do que os parlamentares prometeram quando propuseram o novo gasto político como forma de financiar as campanhas eleitorais, como alternativa à proibição das doações eleitorais por empresas. (mais…)

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‘É alarmante a situação do Brasil, país fundamental para a América Latina’

Cineasta chileno Patricio Guzmán explica como o fim da memória sobre a ditadura influencia nas políticas atuais

Na RBA

Os filmes do cineasta chileno Patricio Guzmán falam sobre a ditadura chilena, mas dialogam com o momento atual do Brasil. Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas e ao diretor do Instituto Vladimir Herzog Rogério Sottili, na Rádio Brasil Atual, ele conta que, mesmo acompanhando da França, vê a situação política brasileira de forma preocupante. “Parece alarmante o que vem acontecendo, cada vez que aparece no noticiário, parece algo complicado e difícil. Há problemas difíceis e tem uma incerteza que os meios transmitem. O Brasil é um país fundamental na América Latina”, afirma. (mais…)

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Marcos Sorrentino: Fala o professor intimado pela USP por atividade acadêmica realizada na Esalq

Marcos Sorrentino, que responde a sindicância por realizar atividade em parceria com o MST, descreve a discriminação aos movimentos sociais e denuncia: “há triagem ideológica na universidade brasileira”

Por Djalma Nery, no Outras Palavras

Em artigo recente, o portal da ADUSP (Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo) expôs o gravíssimo caso das ameaças sofridas pelo professor Marcos Sorrentino. Ele é alvo de sindicância e foi convocado para uma oitiva com a finalidade “de investigar uma atividade acadêmica organizada em conjunto com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)”. A atividade foi realizada em abril desse ano, durante a quarta edição da “Jornada Universitária em Apoio à Reforma Agrária” (JURA). Organizaram o evento o Laboratório de Educação e Política Ambiental (OCA, do qual faz parte o professor Sorrentino), o Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão em Educação e Conservação Ambiental (NACE PTECA/ESALQ) e movimentos sociais ligados à Via Campesina. (mais…)

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