Professora de inglês sofre processo disciplinar por falar sobre feminismo em cidade berço do MBL

Virginia Ferreira, professora da rede pública de Vinhedo, no interior de São Paulo, foi gravada em sala de aula por uma aluna. Ela foi denunciada pelo pai e enfrentou um processo administrativo

por Felipe Betim, em El País

O projeto do Escola Sem Partido não vingou, por ora, como lei nacional. Mas em algumas cidades, o programa, que prega o fim de uma suposta “doutrinação de esquerda” dentro dos centros de ensino, já é uma realidade na rotina de professores de escolas públicas e privadas. É o caso de Vinhedo, município de mais de 70.000 habitantes a cerca de 80 quilômetros da capital São Paulo, berço do direitista Movimento Brasil Livre (MBL), nascido no final de 2014 para lutar nas ruas pelo impeachment da então presidenta Dilma Rousseff (PT). Dois projetos de lei para instituir o Escola Sem Partido ―uma das bandeiras do grupo— acabaram arquivados na Câmara dos Vereadores, mas isso não impediu que Virginia Ferreira, de 58 anos, e professora de inglês da rede pública municipal há 20 anos, sofresse um processo administrativo por falar sobre feminismo e a violência contra as mulheres em sala de aula no ano passado. Ela é filiada ao esquerdista PSOL, mas garante que não mistura sua militância com seu trabalho dentro de sala de aula, por considerar que seria antiético de sua parte.

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Ambev diz que vai “fazer chover” fora da cidade para não molhar foliões em SP

Empresa contratou para o carnaval a ModClima, que prestou sem concorrência serviços para a Sabesp, entre 2007 e 2016; técnica utilizada na agricultura foi questionada por especialistas e levanta questão ética: setor privado tem poder sobre as nuvens?

Por Alceu Luís Castilho, em De Olho nos Ruralistas

A notícia apareceu em três veículos de marketing e passou um tanto despercebida: a Ambev quer fazer chover. Ou, mais precisamente, evitar chuvas durante a folia em São Paulo, do ponto de vista mercadológico o maior carnaval do Brasil. Para isso, simples assim: fazer chover fora do centro. Como? Induzindo chuva em nuvens. Pode isso, Arnaldo? Do ponto de vista técnico, a polêmica está no ar: a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) utilizou, entre 2007 e 2016, o mesmo sistema a ser adotado pela cervejaria. E ele não é um consenso.

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Sentenças de Sergio Moro na Lava Jato foram mais rápidas antes do impeachment de Dilma

Por Naira Hofmeister, Pedro Papini, Taís Seibt, Agência Pública

Menos de um ano, ou mais precisamente, 263 dias. Esse foi o tempo médio que o então juiz Sergio Moro levou para emitir uma sentença na Operação Lava Jato antes do impeachment de Dilma Rousseff (PT). Depois da cassação da ex-presidente, contudo, o ritmo de resolução dos processos diminuiu: as decisões passaram a levar quase o dobro do tempo, 448 dias.

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Record é condenada a pagar dois milhões de reais por pintar de branco arte rupestre em Diamantina

Emissora cobriu com tinta grafismos pré-históricos em área que foi de cenário da série ‘Rei Davi’

por Regiane Oliveira, em El País

A arte pré-histórica preservada durante séculos em uma parede na cidade de Diamantina, em Minas Gerais, já não existe mais. Foi apagada —ou melhor, pintada de branco— para compor o cenário da minissérie bíblica Rei Davi, da Record. Quase dez anos depois da gravação de uma das minisséries que se tornaram um filão de sucesso na teledramaturgia e o segredo da emissora para alavancar a audiência, a emissora foi condenada em segunda instância a pagar dois milhões de reais por ter coberto com tinta a parede com arte rupestre.

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O fiasco da CPMI Fake News revela o método do bolsonarismo para interditar o debate. Por João Filho

No The Intercept Brasil

A VIDA PÚBLICA BRASILEIRA tem se acostumado com os episódios de baixo nível moral protagonizados pelo bolsonarismo. Mas o que aconteceu na última terça-feira, 11 de fevereiro, na CPMI Fake News atingiu o fundo do poço da imoralidade.

Com base em reportagem da Folha que denunciou um esquema ilegal de disparo de mensagens em massa no WhatsApp em favor da campanha de Bolsonaro, um funcionário da empresa de marketing digital envolvida no caso foi convocado pela oposição para depor na CPI. O que se viu foi um homem claramente intencionado a fazer o jogo bolsonarista e interditar o debate sobre o esquema ilegal que ajudou a eleger o presidente. Hans River do Nascimento passou a descredibilizar a reportagem dizendo que sua autora, a jornalista Patrícia de Campos Mello, se insinuou sexualmente a fim de conseguir informações. O que se viu na sequência foi uma ação coordenada com o objetivo de jogar areia nos olhos do público e desviar o foco do crime investigado. O episódio é um excelente case do que é o bolsonarismo no poder.

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Banana de Bolsonaro a jornalistas é síntese e símbolo da concepção que a gorilagem faz. Por Janio de Freitas

Coisas assim permitem alargar conceito de parasita restringido por Paulo Guedes a funcionários públicos

Na Folha

A banana gestual que Bolsonaro dirigiu a um grupo de jornalistas, sem sequer pergunta ou observação que o incomodasse, fez mais do que um instante apalhaçado em telejornais mundo afora.

Proporciona uma síntese e um símbolo da concepção que a gorilagem faz não só dos jornalistas, mas de toda a sociedade que eles representam, na intermediação entre os homens e a vida do seu planeta.

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A empregada de Guedes e a cozinheira de Lênin. Por Antonio Martins

Quatro pontos para examinar a política econômica oficial, entender por que o ministro mente, quando diz que o dólar alto garante a indústria forte, e começar a formular alternativas reais para proteger a produção brasileira

No Outras Palavras

No Brasil do terraplanismo e dos ministros semialfabetizados, até os recalques viram pretensa ciência. Na quarta-feira, Paulo Guedes trombeteou para uma plateia de empresários o que até agora era vociferado pelos tiozões de churrasco, nas conversas familiares de uma certa classe média, apequenada e rancorosa. Sim, as empregadas domésticas tiveram a ousadia de sonhar com viagens para a Disney, ao invés de se contentarem a “conhecer Cachoeiro do Itapemirim, a terra em que nasceu Roberto Carlos”. O ambiente político e econômico em que se produziu tal atrevimento – o do dólar a R$ 1,80 – é, segundo o ministro, responsável pelos problemas do Brasil contemporâneo, entre eles, “a desindustrialização”. Felizmente, para o bem do país, agora viveríamos uma situação que coloca cada um em seu lugar, e não o desvario das empregadas em aeroportos.

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Um encontro impreCionante

Newsletter do The Intercept Brasil, por Leandro Demori e Rafael Moro Martins

Vasculhando as agendas públicas dos ministros do Bolsonaro, o repórter Rafael Neves notou que Abraham “imprecionante” Weintraub recebeu anteontem lobistas de um método de ensino de matemática chamado Cingapura. O método ficou famoso nos últimos tempos por ter sido adotado por Jeff Bezos, dono da Amazon. O problema não é o método, mas as pessoas envolvidas no lobby. Weintraub apagou o nome de um deles de sua agenda oficial (por quê?), mas nós vamos contar quem são ele e sua turma.

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ANPT repudia declaração do ministro da economia onde ele qualifica servidores públicos de parasitas

A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) divulgou neste domingo (09) nota pública de repúdio sobre a manifestação do ministro da economia Paulo Guedes, na última sexta-feira (7), na qual ele qualifica os servidores públicos brasileiros de “parasitas”. Segundo a entidade, o ministro revela profundo desprezo e desconhecimento sobre a missão do funcionalismo público na concretização dos serviços públicos e governamentais.

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Coletivos sociais pedem à PFDC apoio para assegurar direito à saúde e adequado acesso à terra

Familiares de pacientes acometidos por imunodeficiências e um grupo de assentados da reforma agrária vieram à Procuradoria por intermédio da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, recebeu representantes de comunidades rurais e também um coletivo de familiares de pessoas acometidas por imunodeficiências primárias. Os dois grupos vieram à Procuradoria acompanhados da deputada federal Erika Kokay (PT/DF), integrante da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

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