Ansioso por tomar o bastão de Bolsonaro, e assumir a liderança dos ressentidos, governador paulista parece disposto a qualquer gesto que agrade o antigo chefe. Mas precisrá passar quatro longos meses ao relento, sem a mínima garantia de que sua submissão será recompensada
Por Rômulo Paes de Sousa, em Outras Palavras
A semana que passou mostrou um roteiro organizado para a vida da banda direitista do Brasil, no período pós-Bolsonaro. O Governador Tarcísio de Freitas seria de imediato ungido à condição de herdeiro do capitão reformado e condenado, mudaria de armas e bagagens para o PL, teria como vice um representante do novíssimo União Progressista, que é resultante da fusão do PP com União Brasil e que não será nem muito unido e muito menos progressista. Ao se desincompatibilizar do governo de São Paulo, em março de 2026, Tarcísio de Freitas permitira que o seu vice atual, Felício Ramuth (PSD), disputasse no cargo trazendo o MDB para chapa. Dessa forma, o direitismo brasileiro trocaria de guarda, saindo os maus modos do bolsonarismo e entrando o mercantilismo do centrão. Tudo celebrado e combinado com os representantes do capital financeiro e com os donos dos grandes jornais. Faltava combinar com Bolsonaro, com a sua família e aliados mais próximos, e com seus eleitores. (mais…)
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