Quando a política tem o que dizer ao cuidado

Para fortalecer o SUS, não basta melhorar a técnica ou a gestão. É preciso reaprender a fazer política – analisar conflitos, atores, poder e projetos de sociedade – usando as ferramentas teóricas que a própria Saúde Coletiva criou, mas que foram esquecidas ou diluídas

Por Liane Beatriz Righi e Sandra Maria Sales Fagundes, em Outra Saúde

artigo “Estratégia de Saúde da Família aos 30 anos: quando o cuidado tem o que dizer à política”, de autoria do professor Jairnilson Paim, foi recentemente divulgado pela revista Ciência e Saúde Coletiva. Ele integra discussão referente à Atenção Primária em Saúde1. Uma síntese possível do texto – já incorporando manifestações do autor no 14º Congresso de Saúde Coletiva – é a convocação à repolitização do campo da saúde. Esperamos contribuir com essa perspectiva. (mais…)

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INSS: A derrapagem de Lula. Por Paulo Kliass

Doze milhões de brasileiros não terão reajuste real da Previdência neste ano – o que se agrava num país onde o poder de compra do salário-mínimo está entre os mais baixos da América Latina. Além de injusta, medida é tiro no pé em ano eleitoral

Por Paulo Kliass*, em Outras Palavras

O início de 2026 já veio marcado por notícias nada boas para o campo progressista no mundo. Refiro-me ao ato terrorista de Donald Trump, invadindo a Venezuela e sequestrando o presidente Maduro e sua esposa. Estávamos apenas no terceiro dia do novo ano e a comemoração de um novo ciclo foi substituída pela denúncia da agressão militar estadunidense e da violência perpetrada contra a soberania do país vizinho. (mais…)

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O Agente Secreto: Pra não morrer na praia. Por Luiz Eduardo Soares

Para mascarar a finitude e evitar os riscos da construção de um futuro comum, Brasil pode, como Fernando, condenar-se à indiferença e solidão. Mas se o país é capaz desse filme, pode salvar-se do enredo medíocre e decadente em que se meteu

Por Luiz Eduardo Soares, em Outras Palavras

A metamorfose de Wagner Moura nas cenas finais de O Agente Secreto insinua paradoxos que oferecem pistas formidáveis para a identificação do enigma que nós somos -nós, o formigueiro magnífico cravado nos trópicos. Nomear o enigma, acercar-se dele, não significa desvendá-lo, mas talvez nos deixe mais perto do cão sem plumas e do coração selvagem das coisas que perdemos no fogo. Perto o suficiente para impedir que continuemos a negar sua existência. Perto o bastante pra sentir o cheiro de enxofre e queimar as pontas dos dedos. O incêndio guardado na caixinha de música da vovó é a mais poderosa arma de destruição em massa -como o cinema feroz e delicado, arrebatador e rigoroso, popular e sofisticadíssimo de Kleber Mendonça. Afinal, se nosso país é capaz desse filme, é perfeitamente capaz de salvar-se do enredo medíocre e decadente em que se meteu. (mais…)

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Além do Globo de Ouro: a ditadura e o poder civil exibidos ao mundo por “O Agente Secreto”

O que há de real sobre a ditadura no vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Internacional e Melhor Ator neste domingo

Por Marcelo Oliveira | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

No filme “O Agente Secreto”, que venceu neste domingo o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, a ditadura militar no Brasil não foi apresentada ostensiva, como de costume nos documentários. Não há tanques, nem soldados nas ruas. A ditadura retratada pelo diretor e roteirista Kleber Mendonça Filho é quase invisível a olho nu (ou desinformado), mas está presente o tempo todo, nos detalhes. E isso é tudo que se pode dizer até aqui se o leitor não assistiu à obra pré-selecionada para o Oscar e não é afeito a spoilers. Continue por sua pirraça e risco. (mais…)

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Médicos a serviço da ditadura

Pesquisa revela como médicos atuaram a favor da repressão e encobriram mortes na ditadura militar brasileira (1964-1985)

Por Glauber Tiburtino, na Radis (01/08/2024)

“Eu prometo solenemente consagrar minha vida ao serviço da humanidade”. Quando estudantes de medicina se formam, prometem usar todos os seus conhecimentos e esforços para salvar vidas, como médicos. E jamais o oposto disso. É o que prega o juramento de Hipócrates, considerado o pai da medicina ocidental, a quem se atribui a frase que abre esse texto. Porém, a ditadura civil-militar, iniciada há 60 anos, com o golpe de 1964, traz uma face nada honrosa de uma parte dessa categoria nos anos do regime. (mais…)

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Atos antidemocráticos de 8 de janeiro: STF avança na responsabilização dos envolvidos

O relator dos casos, ministro Alexandre de Moraes, apresentou um balanço dos processos

No STF

O ministro Alexandre de Moraes informou, nesta quinta-feira (8), que 1.399 pessoas foram responsabilizadas criminalmente pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. As ações resultaram na invasão e depredação das sedes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF). (mais…)

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Após 8 de janeiro, governo gasta R$ 26 mi para ensinar democracia a agentes de segurança

Com bolsa de R$ 900 para cada aprovado, formação só foi realizada por 6% do público ao qual se destina

Por Amanda Audi | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

Depois dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) do governo Lula já gastou mais de R$ 26 milhões, ao longo de três anos, para capacitar agentes da segurança pública sobre como defender o Estado Democrático de Direito. Naquele dia, policiais não conseguiram conter o ataque dos manifestantes contra os prédios dos Três Poderes em Brasília. Alguns “desistiram de lutar” e outros até abriram espaço para a invasão. (mais…)

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