Você conhece os mistérios da Serrinha? O ninho da abundância cultural Carioca

Por Flávio Silva, no Rio On Watch

Me chamo Flávio da Silva França Alves, mais conhecido como Mestre Flavinho, sou batuqueiro, jongueiro, imperiano e fundador do Projeto Herdeiros. Nascido e criado no Morro da Serrinha, desde as primeiras horas de vida recebi de Olorun uma visão das minhas origens ancestrais.

A História do Morro da Serrinha

A comunidade do Morro da Serrinha tem mais de 100 anos de existência. Está localizada em MadureiraZona Norte do Rio. Sua história começa logo no início do século XX. Após a abolição da escravidão por lei e da proclamação da república, as pessoas escravizadas não receberam nenhum tipo de indenização. Os trabalhos que realizavam no campo de forma escrava foram substituídos por mão-de-obra de imigrantes europeus, que diferente deles recebiam por seu trabalho. A falta de perspectivas no campo forçou a migração dos negros para a então capital, o Rio de Janeiro. 

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O modo de funcionamento da humanidade entrou em crise. Por Ailton Krenak

Em entrevista exclusiva, o líder indígena Ailton Krenak reflete sobre o significado da pandemia e faz um alerta:“se voltarmos à chamada ‘normalidade’, não valeram de nada as mortes de milhares de pessoas”

Por Bertha Maakaroun, no Jornalistas Livres

O mundo está em suspensão. O momento é de recolhimento, de silêncio. A experiência do isolamento social, para enfrentar o horror do novo coronavírus, pode trazer lições valiosas à humanidade. “Se essa tragédia serve para alguma coisa é mostrar quem nós somos. É para nós refletirmos e prestar atenção ao sentido do que venha mesmo ser humano. E não sei se vamos sair dessa experiência da mesma maneira que entramos. Tomara que não”, afirma o escritor Ailton Krenak, de 66 anos, um dos mais destacados ativistas do movimento socioambiental e de defesa dos direitos indígenas e doutor honoris causa pela Universidade de Juiz de Fora.

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Ouça canções do Candomblé gravadas em 1940: etnomusicologia

Do Observatório Nacional de Cultura

Em 2002, Xavier Vatin, professor de antropologia na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), encontrou nos arquivos da Universidade de Indiana (EUA) uma vasta coleção de áudios gravados pelo linguista americano Lorenzo Turner durante uma viagem à Bahia. Tratava-se de um tesouro ainda inédito: mais de cem discos de alumínio (um total de 17 horas de áudio) contendo registros de sacerdotes e sacerdotisas de candomblés dos anos 1940.

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“O samba da avenida fala de resistência muito antes dessa palavra entrar na moda”. Entrevista especial com Orlando Calheiros

Para o antropólogo, “ao medirmos a potência de um desfile meramente por suas afinidades políticas, ignoramos todo o resto”.

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

carnaval e o samba, muito antes de apresentarem um retrato unívoco do Brasil, são artes que expressam “as mazelas dos oprimidos, isto é, dos seus criadores” e refletem sobre temas que perpassam suas vidas há séculos, como a violência, o racismo e a opressão, mas não só. O carnaval, como uma “forma de arte extremamente complexa”, também manifesta em seus sambas-enredo uma visão cosmopolítica, religiosa, o modo de vida que circunda elementos do candomblé, a cultura negra e a arte de matriz africana, e isso faz “toda a diferença”, diz o antropólogo Orlando Calheiros  à IHU On-Line.

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Bacurau — a propósito de sangue, mapas e museus

por Patrícia Mourão, em Buala

Dois acontecimentos culturais recentes no país escolheram marcar com sangue chão e paredes de museus: Bacurau, filme codirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e a 36ª edição do Panorama de Arte Contemporânea, do mam-sp, curada por Júlia Rebouças e chamada Sertão. No primeiro, após um banho de sangue dentro do Museu Histórico de Bacurau, a curadora ou responsável pelo espaço ordena que, na faxina, limpe-se todo o sangue, à exceção da marca vermelha de uma mão ferida deixada na parede. Em Sertão, o sangue está no chão, como que escorrido de um tecido (ou do corpo que o pintou) onde se lê: “Até quando vão nos matar em nome de Deus?”. Voltados para o lado de fora da sala de vidro do mam, ocupada pelo trabalho de Vulcanica Pokaropa, sangue e bandeira são visíveis para todos aqueles que se aproximam do museu pela marquise do Parque Ibirapuera.

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A festa religiosa do Carnaval: a resistência alegre dos povos periféricos contra o conservadorismo elitista. Entrevista especial com Aydano André Motta

Apesar do preconceito de parte da população, Festa de Momo continua sendo ferramenta política de combate à injustiça social

Por: Ricardo Machado, em IHU On-Line

Em 1982 o samba-enredo da União da Ilha do Governador, regravado por dezenas de intérpretes, dizia logo na primeira estrofe “A minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela”. Assim se faz a história do carnaval há décadas, que a despeito de uma visão preconceituosa de parte da sociedade segue sendo uma das mais originais formas de resistência das populações periféricas e ao mesmo tempo um rito de memória dos povos africanos escravizados no Brasil. “Quando a Viradouro ganha o carnaval [carioca] contando a história das Ganhadeiras de Itapuã, na Bahia, ou quando a Grande Rio, vice-campeã, retrata Joãozinho da Gomeia, pai de santo baiano que viveu em Duque de Caxias, cidade da Baixada Fluminense, ou a Mangueira que traz a imagem do Cristo negro crucificado e crivado de balas e embaixo outras imagens de LGBTsmulheres e outras minorias que são oprimidas no Brasil, o carnaval está prestando um serviço fundamental à sociedade brasileira”, pondera Aydano André Motta, jornalista, escritor e pesquisador do carnaval carioca, em entrevista por telefone à IHU On-Line.

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Exposição sobre Dom Paulo chega ao Centro Cultural da Juventude, na zona norte paulistana

Evento permanecerá no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, de 3 de março a 26 de abril, com entrada franca

Na RBA

São Paulo – Depois de uma temporada na região central, a exposição Dom Paulo Evaristo Arns chega à zona norte da capital paulista. O evento permanecerá no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, na Vila Nova Cachoeirinha, de 3 de março a 26 de abril, com entrada franca. Dom Paulo morreu em dezembro de 2016, aos 95 anos.

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