Funk, reprimido na rua e ignorado na escola

Tese demonstra que professores — como a maioria da população — desconhecem e têm preconceito pelo ritmo, apreciado por quase 70% dos alunos. Não exploram a rica possibilidade de usar essa referência musical na educação

Por Rogério Pelizzari*, em Outras Palavras

Após a tragédia na madrugada de 1 de dezembro, que deixou nove mortos na favela de Paraisópolis, multiplicaram-se manifestações em apoio à atuação da polícia entre autoridades e populares. O Governador de São Paulo tratou de esclarecer, antes de qualquer apuração sobre o episódio, que as ações ostensivas seriam mantidas. Nas redes sociais, pipocaram mensagens que tratavam de responsabilizar as próprias vítimas, sob o argumento de que aqueles não eram nem lugar, nem horário e nem trilha sonora para pessoas de bem.

(mais…)

Ler Mais

Diretor de ‘Bacurau’ reúne estrelas do Cinema internacional em protesto contra a retirada de cartazes de filmes brasileiros na Ancine

No Ehttps://extra.globo.com/famosos/diretor-de-bacurau-reune-estrelas-do-cinema-em-protesto-contra-retirada-de-cartazes-na-ancine-24124887.htmlxtra

Kleber Mendonça Filho, diretor de “Aquarius” e “Bacurau”, reuniu, neste sábado, estrelas do cinema internacional numa mesma foto em protesto contra a retirada, nesta semana, de cartazes de filmes brasileiros na sede da Ancine, no Rio. Entre eles, estava a atriz britânica Tilda Swinton, vencedora do Oscar de Atriz Coadjuvante e famosa por filmes como “As crônicas de Nárnia” e “O curioso caso de Benjamin Button”. O encontro aconteceu no Festival de Cinema de Marrakech, no Marrocos.

(mais…)

Ler Mais

“Acredito na unidade, mesmo quando existem diferenças políticas grandes”

Paulo Portugal entrevistou Costa-Gavras durante o festival de cinema de San Sebastian sobre o seu mais recente filme no qual “o lendário realizador franco-grego encena a crise financeira como uma tragédia grega”. Aos 86 anos não promete novo filme mas busca “nova paixão”. Pensa que esta “é necessária para sobreviver”.

por Paulo Portugal, em Esquerda.net

Todo o cinema é político dir-se-á, mas quando se trata de encarar a carreira de mais de 50 anos do realizador Costa-Gavras, esse envolvimento assume proporções quase épicas. O cineasta comunista e ativista que nos deu em 1969 Z – Orgia de Poder, um filme dominado por convicções sobre relato do assassinato de um político em plena ditadura militar grega (que duraria até o início dos anos 70), recuperaria em 82 o golpe militar chileno que derrubou Salvador Allende, em 1973, com Jack Lemmon e Sissy Spacek à procura do filho desaparecido em Missing – Desaparecido. Pelo meio ainda, entregou-nos a história do colaboracionismo nazi de Music Box e outros tantos momentos políticos marcantes.

(mais…)

Ler Mais

Luciana Hidalgo sobre as escolhas da Flip 2020

Por Luciana Hidalgo

A notícia da escolha de Elizabeth Bishop como autora homenageada na Flip 2020 é uma pá de cal num ano em que a cultura, a arte, a literatura descem ralo abaixo no Brasil, menosprezadas e desprezadas não só pelo governo, mas pelos brasileiros que o elegeram. Bishop, nascida nos EUA, viveu no Brasil durante mais de uma década, mas achava nosso país “um horror”. Desprezava a cultura brasileira (salvo raras exceções), a ponto de dizer: ‘Se você nunca vê um Picasso autêntico, finge que Portinari é bom – ou se você nunca na vida ouviu boa música, finge que bossa nova é bom e que Villa-Lobos é o maior etc.’

(mais…)

Ler Mais

‘A literatura é a nossa forma de fazer resistência com poesia’, diz Daniel Munduruku, escritor indígena

Por Annie Castro , no Sul21

Para o professor e escritor Daniel Munduruku, a literatura indígena voltada para crianças e jovens é uma forma de romper com ideias preconceituosas e estereotipadas perpetuadas sobre os povos indígenas no país. “Com a literatura, criamos possibilidades de as crianças aprenderem novos conhecimentos, terem novas informações e, com isso, crescerem mais conscientes e menos preconceituosas”, diz o escritor, que participou da programação da 65ª Feira do Livro de Porto Alegre na tarde da última terça-feira (12) para falar sobre educação e literatura dos povos indígenas.

(mais…)

Ler Mais

Cultura: Álbum explora o sertão castigado e a fé da obra de Elomar

Músicos deste trabalho fazem shows desde 2015 com canções do universo elomariano

Por Augusto Diniz, no Carta Capital

Treze canções da obra singular de Elomar ganham releitura no piano de Tiago Fusco e na voz de Verlucia Nogueira no recém-lançado Estradar. Os músicos realizam desde 2015 apresentações com o trabalho do violonista. Há dois anos eles chegaram a ser convidados pela produção de Elomar para integrar um ciclo de homenagem de 80 anos do compositor.

(mais…)

Ler Mais

Žižek: “Coringa” e o grau zero da revolução

A elegância do filme novo do Coringa é como a passagem crucial do impulso autodestrutivo a um “novo desejo” por um projeto político emancipatório se encontra ausente da trama. Assim, nós, os espectadores, somos convocados a preencher essa lacuna.

Por Slavoj Žižek, no Blog da Boitempo

Os críticos não souberam muito bem como categorizar o novo filme do Coringa: seria ele uma mera peça de entretenimento (como toda a série de filmes do Batman), um estudo aprofundado da gênese da violência patológica, ou um ensaio de crítica social? Partindo de uma perspectiva mais radical de esquerda, o cineasta Michael Moore leu Coringa como uma “peça muito oportuna de crítica social e uma ilustração perfeita das consequências dos atuais males sociais da América”: afinal, ao investigar a transformação de Arthur Fleck em Coringa, o filme traz à tona o papel dos banqueiros, o colapso da saúde pública e o abismo entre os ricos e os pobres. Contudo, para Moore, Coringa não apenas retrata essa América, como também levanta uma “questão desconcertante”: e se um dia os despossuídos decidirem revidar?

(mais…)

Ler Mais