Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos
A chamada “revolução verde” pouco tem de revolucionária, sendo uma espécie de capitalismo embalada com papel reciclado. É uma variável contemporânea, sob outros termos e contextos, do que Chico Mendes dizia sobre a ecologia sem luta de classes, que era meramente “jardinagem”. “A revolução verde funciona muitas vezes como uma estratégia de imunização parcial que permite a continuidade na operacionalização do sistema, isso sem necessariamente enfrentar as suas contradições estruturais. Nesse sentido, me parece que o discurso ecológico contemporâneo corre o risco de se mostrar como um verniz de moralidade que retoca as grandes máquinas do agro”, pontua Bräulio Marques Rodrigues, em entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. (mais…)
