De mãe para filha: Dia da Parteira Tradicional homenageia luta e transmissão do saber

Mulheres enfrentam tabus e resistem a pressões diversas para realizar ofício e conquistar reconhecimento profissional

Por Rute Pina, no Brasil de Fato

Pelas mãos de Maria José Galdino da Silva, de 61 anos, nasceram mais de 2 mil crianças. Conhecida como Zezé Parteira, ela se dedica ao ofício há 43 anos na comunidade de Taquara de Cima, em Caruaru (PE) – e tem anotado em um caderno o nome de cada criança que ajudou a vir ao mundo.

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UniFavela semeia o ensino popular na Maré

Por Mareen Butter, no Rio On Watch

“O nosso DNA não é só nosso. Têm milhares de anos de contato com outras bactérias”, Luana Silva dos Santos explica. Estava tão quente naquela tarde de fim de primavera que várias garrafas de água gelada foram necessárias para que os estudantes conseguissem se concentrar. O grupo estava sentado em frente a duas mesas de plástico. Um quadro foi colocado improvisadamente em cima de tijolos na frente deles. Não havia brisa nenhuma, as cabeças dos alunos estavam suadas, mas isso não impedia que eles fizessem anotações, perguntas e, acima de tudo, debatessem juntos.

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A onda de violência no Ceará. ‘Crimes de pobres contra pobres e o sucesso financeiro não compartilhado com quem ocupa posições subalternas’. Entrevista especial com Luiz Fábio Paiva

Por Patricia Fachin, em IHU On-Line

A onda de violência que atinge o Ceará há duas semanas não é uma novidade no estado. De acordo com Luiz Fábio Paiva, professor e pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência – LEVda Universidade Federal do Ceará – UFC, o estado “vivencia há pelo menos trinta anos situações de violência e conflito entre grupos armados em bairros da capital e interior do estado”. Segundo Paiva, antes do surgimento das quatro facções que hoje dominam o Ceará, gangues e quadrilhas de traficantes já controlavam os territórios e impediam a livre circulação em alguns bairros. “Durante todo esse tempo, eles realizaram assassinatos que eram interpretados pelo poder público como ‘acertos de contas entre bandidos’. A maior parte desses crimes nunca foi efetivamente investigada e os culpados devidamente responsabilizados, deixando a sensação de que esses grupos eram autônomos para fazer isso sem interferência do poder público. A situação se deteriorou a partir de 2016 quando, depois de longas negociações entre pessoas envolvidas nas práticas de crimes, no Ceará, se constituiu o domínio de coletivos criminais conhecidos como facções”, relata na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line.

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Relatório Mundial 2019: Revertendo Ataques de Autocratas contra Direitos

Há uma crescente tendência global de confrontar os abusos de autocratas que dominam as manchetes, disse hoje a Human Rights Watch no lançamento de seu Relatório Mundial  2019. Dentro da União Europeia, nas Nações Unidas e ao redor do mundo, coalizões de Estados, frequentemente com apoio de grupos da sociedade civil e protestos populares, estão pressionando contra populistas contrários a direitos

Fonte/Imagem: Human Rights Watch / CPT

Brasil – Eventos de 2018

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Dossiê Sur sobre raça e direitos humanos

Por Thiago Amparo, Maryuri Mora Grisales e Sueli Carneiro*, na Revista Sur

Dados sobre desigualdade racial evidenciam a persistência do racismo em todo o mundo. Em 2018, 17 anos após a III Conferência Mundial de Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata realizada em Durban, na África do Sul, e 130 anos após a abolição da escravidão no Brasil, ainda inconclusa; os legados do Jim Crow, escravidão e apartheid prosseguem e se reproduzem todos os dias nos Estados Unidos, Brasil e África do Sul.1 Em outras partes do Norte e Sul Globais a situação de grupos raciais historicamente discriminados não é diferente. Europa tem sido palco de casos de xenofobia no contexto da questão migratória.2A Relatora Especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre formas contemporâneas de racismo – uma das autoras neste número da Revista Sur – tem reportado sobre racismo em países tão diversos como Austrália, Mauritânia, Hungria e Colômbia.3

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Juíza comemora liberação de armas incitando assassinato de Guilherme Boulos

O coordenador do MTST, Guilherme Boulos, indicou que irá processar a desembargadora Marília Castro Neves, por ela ter publicado conteúdo incitando o assassinato dele; em uma de suas postagens, a desembargadora comemora o decreto da liberação posse de armas e diz que a partir de agora “Boulos será recebido com balas”; o ativista expôs que irá processar a desembargadora; “Um magistrado não pode incitar ao crime. Agora responderá mais uma ação judicial”; eleitora declarada de Bolsonaro, a desembargadora já afirmou anteriormente que “Marielle Franco era engajada com bandidos”

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Armas matam mulheres

Se há casos em que elas sobrevivem à tentativa de feminicídio é, em larga medida, porque o instrumento de violência foi de mais baixa letalidade

Por Debora Diniz e Giselle Carino, no El País

Arma de fogo é um objeto de desejo dos homens. Há gênero na política de armas: em quem ambiciona sua posse e em quem a utiliza para matar. É, particularmente, um instrumento de guerra e de poder dos homens latino-americanos. Brasil, Colômbia, México e Venezuela juntos somam um quarto de todos os homicídios do planeta.

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Padre Amaro: “Eu não quero morrer, mas estou pronto para enfrentar o que for pela luta que eu acredito”

Considerado o sucessor da missionária Dorothy Stang, assassinada em 12 de fevereiro, aos 73 anos, José Amaro Lopes da Silva, vive uma hoje uma vida de ameaça e resistência

Por Maura Silva, na Página do MST 

Considerado o sucessor da missionária Dorothy Stang, assassinada em 12 de fevereiro, aos 73 anos, José Amaro Lopes da Silva, mais conhecido como padre Amaro, vive uma hoje uma vida de ameaça e resistência.

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Criação de Coordenação de Assuntos Religiosos no governo do DF preocupa especialistas

Medida do governador Ibaneis Rocha (MDB) permite a participação de igrejas no governo e desafia a laicidade do Estado

Cristiane Sampaio, Brasil de Fato

Uma decisão anunciada pelo novo governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB), logo no início do mandato chamou a atenção de quem acompanha as políticas públicas no âmbito distrital: no último dia 7, o emedebista anunciou a criação de uma Coordenação de Assuntos Religiosos, que atuará no enfrentamento de problemas como “a violência familiar, o combate às drogas e a evasão escolar”.  

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Michael Löwy: “Rosa Luxemburgo e Marielle Franco foram assassinadas porque incomodavam”

Em entrevista inédita, o sociólogo franco-brasileiro fala sobre a ascensão do conservadorismo e da extrema direita na Europa e no mundo e procura interpretar o fenômeno da eleição de Jair Bolsonaro

Blog da Boitempo

No dia 15 de janeiro de 1919 era assassinada a pensadora e militante revolucionária Rosa Luxemburgo. Hoje, exatamente cem anos após, publicamos esta entrevista especial com o sociólogo franco-brasileiro Michael Löwy, luxemburguista de carteirinha. Conduzida por Paolo Colosso e Daniela Mussi para o Blog da Boitempo e para a revista Outubro a entrevista foi realizada no dia 11 de janeiro de 2019, em Paris.  Boa leitura!

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