Entrevista especial Pulsar: Qual o papel da mídia na crise política brasileira?

Pulsar

A crise política enfrentada pelo Brasil a cada dia atinge novos patamares, deixando à tona a fragilidade do regime democrático do país. Os noticiários e as manchetes dos jornais estampam  crimes de corrupção cometidos por políticos e empresários brasileiros. A mídia expõe e fala de todos, mas quem fala da mídia? Como entender o papel desempenhado pelos grandes grupos de comunicação na maior crise política da história recente do país? (mais…)

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Triste fim da imprensa? O embate entre Lula e Moro “em revista”

O modelo de negócio no qual estão assentadas Istoé e Veja agoniza em virtude das receitas que minguam. Temos contraditoriamente, por um lado, uma queda vertiginosa das tiragens de jornais e revistas e, por outro, um aumento exponencial de conteúdos jornalísticos nas plataformas digitais. Donde podemos concluir que a crise é desse modelo de negócio que estruturou a imprensa monopolista e não do jornalismo. Faz-se urgente o exercício do jornalismo para além das fronteiras de um negócio que, para manter-se a todo o custo, atenta contra os princípios da própria imprensa.

Por Rosane Borges, no blog da Boitempo (mais…)

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A construção de um embate: imagens e representações de Lula e Moro nos jornais impressos

Por Patricia Bandeira de Melo e Marcia Rangel Candido, no Manchetômetro

Há alguns meses o cenário político brasileiro é tomado por uma instabilidade aguda: inúmeras denúncias de corrupção afetam os cargos executivos mais altos do país e são mobilizadas em um espetáculo midiático que, mais do que fomentar a contestação do sistema e a expansão da democracia, inspira a ampla descrença na política e incide de maneira desigual sobre os atores envolvidos. (mais…)

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Os números não mentem: rolo compressor midiático trabalha em favor das reformas

Por João Filho, no The Intercept Brasil

Em junho do ano passado, Otávio Frias Filho, diretor editorial e um dos herdeiros da Folha de S.Paulo, participou de uma conferência em Londres em que se discutiu o papel da mídia na crise política brasileira. Uma das convidadas era a jornalista britânica Sue Branford, que criticou a falta de pluralidade da imprensa e apontou o maciço apoio dos grandes veículos de comunicação ao processo de impeachment de Dilma. Irritado, Frias tentou desqualificá-la ao dizer que sua visão correspondia à da “militância do PT” e completou dizendo que a “mídia não manipula ninguém”. Em outro momento da conferência, defendeu a Folha ao dizer que a empresa tratou de forma igualmente crítica os governos FHC, Lula e Dilma – e que o mesmo aconteceria com Temer. (mais…)

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Informação, comunicação e democracia, por Cândido Grzybowski*

A liberdade de expressão e de informação é um direito civil e político fundamental, condição  para a ação cidadã e para construir democracias substantivas. Controlar a informação e interferir na liberdade de expressão são as primeiras medidas de qualquer regime antidemocrático. Mas onde se situa a linha entre liberdade e controle? A censura como política de poder e com agentes censores atuando é a negação por excelência da liberdade de expressão. Mas quando não aparece como tal, se mascara e pratica a simulação entre o fato e o relato, podemos considerar isto como a linha da agressão ao direito de informação? Neste segundo caso, trata-se simplesmente do direito de informar de quem é o dono do meio e de seu “privilégio” garantido pela concessão pública, que lhe dá o poder de decidir o que informar e o que censurar, o que manipular e o que destacar. A liberdade de expressão e de informação e o direito à comunicação, na prática, podem ser cerceados, manipulados e negados, com regime explicitamente autoritário ou na democracia de baixa intensidade, como temos atualmente. (mais…)

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Perfil de Mídia Comunitária: Girasol Comunicações na Babilônia e Além

Mikayla Ribeiro – RioOnWatch

Marlon Gangazumba e sua companheira chilena Natalia Urbina são cinegrafistas, fotógrafos, ativistas e instrutores de capoeira. A Girasol Comunicações nasceu em 2012 quando o casal decidiu organizar um centro de comunicação após inúmeros pedidos para filmar eventos comunitários. Eles começaram com um blog–em português e espanhol–sobre debates e eventos que ocorriam na comunidade de Marlon, a favela Jorge Turco na Zona Norte do Rio, com assuntos que vão desde capoeira, passando pela Copa do Mundo, poesia, reparações pela escravidão até, mais recentemente, mídia comunitária e ativismo local no cenário das Olimpíadas. O casal, junto com os três filhos, publicou mais de 50 vídeos no canal deles no YouTube e facilitou vários debates comunitários. Eles também mantiveram um canal de rádio durante a Copa do Mundo. (mais…)

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Papa compara consumo de notícias falsas com comer fezes

Pontífice pede aos meios de comunicação a deixar os conteúdos sem valor informativo

No El País Brasil

O papa Francisco comparou os meios de comunicação que divulgam rumores sem fundamento e escândalos falsos com as pessoas que têm uma fixação sexual com os excrementos. Jorge Mario Bergoglio acrescentou que consumir notícias falsas é como comer fezes e lamentou o aumento da “desinformação” e sua possível influência nas eleições presidenciais dos EUA. (mais…)

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Quem inventou a “Pós-verdade”?

Depois de distorcer sistematicamente os fatos, velha mídia queixa-se da enxurrada de mentiras difundidas nas redes sociais. Faz sentido: os oligopólios não toleram concorrência

Por Neil Clark* | Tradução: Vila Vudu – Outras Palavras

“Querem me dizer que esse gás sarín não existe?!”
(General Collin Powells, exibindo uma “prova” na ONU)

Os Dicionários Oxford escolheram “pós-verdade” como a palavra do ano. “Notícias falsas” e política “pós-verdade” foram declaradas culpadas pelo resultado a favor de o Reino Unido separar-se da UE, e pela vitória de Donald Trump nos EUA. (mais…)

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