Ilan Pappé: O possível tombo de Israel

Pensador israelense fala com exclusividade ao Outras Palavras. Expõe as fissuras do projeto sionista. Os caminhos, inclusive digitais, para enfrentar o apagamento de Gaza. E as razões do Sul global, sem a “culpa pelo Holocausto”, liderar o movimento de solidariedade

Ilan Pappé em entrevista a Thiago Gama, em Outras Palavras

Ao observarmos as ruínas de Gaza e a reconfiguração brutal da Palestina entre os anos de 2024 e 2026, a sensação é de que a gramática política tradicional já não dá conta da escala do horror. Para compreender se estamos diante de uma repetição ou de uma mutação definitiva da tragédia, é preciso recorrer a quem dedicou a vida a escavar as fundações do Estado de Israel. Ilan Pappé, o historiador que rompeu o consenso acadêmico com sua obra seminal sobre a limpeza étnica de 1948, apresenta um diagnóstico terminal nesta conversa: o projeto sionista entrou em uma fase de “apagamento” total, movido pelo desespero de um colonialismo de povoamento que percebeu que o nativo não se curvará. (mais…)

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O retorno à política de força e o fim da ilusão multilateral: como um mundo conflagrado abre caminho para a política da extrema direita. Por Estevão Rafael Fernandes

No Blog da Boitempo

Há alguns acontecimentos capazes de revelar transformações já em curso antes mesmo de serem percebidas. Tratar as declarações e ameaças de Trump meramente como bravatas de um mandatário excêntrico já se provou um erro de leitura; estamos, na verdade, diante de sintomas de uma reconfiguração estrutural da ordem internacional.

Em janeiro de 2026, reportagens do periódico canadense Globe and Mail revelaram que as Forças Armadas daquele país vinham desenvolvendo cenários de contingência para tensões com os Estados Unidos, incluindo a modelagem de resposta a uma hipotética invasão americana. A informação passou quase despercebida fora do Canadá, talvez porque já tenhamos nos acostumado a ouvir um presidente dos Estados Unidos tratar países soberanos como imóveis à venda e alianças históricas como contratos rescindíveis. É assim que funciona normalização do impensável, como uma erosão gradual, perceptível apenas quando o terreno já cedeu. (mais…)

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Fórum Social Mundial, 25 anos: O que mudou

Há um quarto de século, começava em Porto Alegre um processo inédito de articulação das lutas por “outro mundo possível”. O que aquela experiência diz a um mundo em que o capitalismo assumiu sua face mais feroz, mas a resistência parece fragmentada?

Por Mauri Cruz*, em Outras Palavras

Neste janeiro de 2026 celebramos os 25 anos da primeira edição do Fórum Social Mundial realizada em Porto Alegre[i] e que se lançou como um espaço de resistência e luta pela construção de um outro mundo possível, anticapitalista, anti-imperialista e radicalmente democrático. (mais…)

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Soberania energética na Venezuela

Boletim Venezuela em Foco #19

Da Página do MST

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou nesta quinta-feira (29), a reforma da Lei Orgânica de Hidrocarbonetos, definida pelo governo como um passo histórico para reafirmar a soberania energética do país. A nova legislação reorganiza o marco jurídico do setor, amplia mecanismos de investimento e busca converter as vastas reservas de petróleo e gás em base para desenvolvimento econômico e bem-estar social. Em movimento semelhante, o Tesouro dos Estados Unidos autorizou transações de entidades norte-americanas com o petróleo venezuelano, inclusive com a estatal PDVSA. (mais…)

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Cuba em perigo. Por Valerio Arcary

Após o assalto à Venezuela, a situação da ilha caribenha, já castigada, piorou muito. Um golpe pode se concretizar até final de 2026. Defendê-la é questão de princípios. Pois Cuba não é prova de que o socialismo não dá certo – é exatamente o contrário

Por Valerio Arcary, em Outras Palavras

O que significa dizer defesa “incondicional” da URSS? (…) Quer dizer que, independentemente do motivo (…) defendemos as bases sociais da URSS, se esta for ameaçada pelo imperialismo.[1]
                                                                                                                      Leon Trotsky (mais…)

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Os “acordos de paz” de Trump

O “pacifista” já bombardeou sete países, só no segundo mandato. Tentativas fracassadas de resolução na Faixa de Gaza, no sudeste asiático e na África Central expõem o rebaixamento dos EUA. Enquanto sequestra um presidente e cobiça territórios, Casa Branca constrói seu “Conselho de Paz”

Por Wagner Sousa, em Outras Palavras

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem se jactado em muitos de seus discursos como o sendo o “líder da paz” que “terminou oito guerras”, desde o início deste segundo mandato, o que claramente não procede. Algumas das “guerras” mencionadas não estavam em curso, como entre Sérvia e Kosovo ou entre Egito e Etiópia, tratando- se de tensões entre vizinhos. Outros conflitos como entre Paquistão e Índia, que cessaram, não têm o reconhecimento das duas partes sobre um suposto papel decisivo dos EUA como intermediador. Mas na habitual autocongratulação do republicano, estes “feitos” e outros supostos o credenciariam a tornar-se merecedor do Prêmio Nobel da Paz. (mais…)

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A importância da união latino-americana

Boletim Venezuela em Foco #18

Da Página do MST

Em discurso no Fórum Econômico Internacional da América Latina, no Panamá, o presidente Lula defendeu a união dos países latino-americanos contra intervenções militares ilegais, em uma crítica direta à ação dos Estados Unidos, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. A posição brasileira reforça o debate sobre a soberania e legalidade internacional diante da ofensiva norte-americana. (mais…)

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