O eterno vale a pena ver de novo das remoções no Rio de Janeiro

Cabe silenciar sobre o caráter suspeito de licitações em que concorre um único consórcio? Os cariocas vão cair uma vez mais no surrado “conto do legado”?

Por Carlos Vainer *, no El País Brasil

Se a história recente do Rio de Janeiro fosse uma novela, o costumeiro resumo dos capítulos anteriores teria que incluir uma narrativa sobre os megaeventos esportivos acolhidos pela cidade — Jogos Pan-americanos 2017, Jogos Mundiais Militares 2011, Copa das Confederações 2013, Copa do Mundo 2014, Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016. Apareceriam meios de comunicação de massa, grandes empreiteiras, políticos de todos os partidos, experts contratados a peso de ouro, governantes aprovando favores fiscais, os presidentes da CBF e do Comitê Olímpico Brasileiro, todos entusiasmados, em uníssono, repetindo promessas mirabolantes: graças ao empreendedorismo dos governos — federal, estadual e municipal — e da coalizão dos grupos econômicos interessados, o Rio de Janeiro finalmente ingressaria no clube seleto das “global cities”, competitivo, (pós)moderno, distribuindo emprego e renda de maneira sustentável até o fim dos tempos.

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A atual política nacional para o meio ambiente e o incentivo ao crime ambiental. Entrevista especial com Antonio Oviedo

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

Apesar de a agenda ambiental não estar entre as prioridades do Estado brasileiro, desde a década de 1990, com a criação do Ministério do Meio Ambiente e do Sistema Nacional de Meio Ambiente, os governos vêm “somando esforços para a implementação de uma política nacional”, que se manifesta na criação de políticas públicas sobre “temas estratégicos”, menciona Antonio Oviedo na entrevista a seguir, concedida por e-mail para a IHU On-Line. Entre as políticas implementadas, ele menciona a política nacional de resíduos sólidos, a política nacional de biodiversidade e a política nacional de mudanças climáticas e a criação do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama. Entretanto, adverte, o governo dá sinais de que a abrangência da política nacional será reduzida. “O atual governo se distancia desta agenda uma vez que desestrutura o Ministério do Meio Ambiente, altera os procedimentos do Conama, transfere a Agência Nacional de Águas para que suas competências tratem apenas de irrigação e saneamento (eliminando o importante princípio de uso múltiplo dos recursos hídricos construído pela política nacional) e desidrata a política nacional de mudanças climáticas”, afirma.

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Comunidade Xokleng é admitida como parte em processo de repercussão geral no STF

Processo de repercussão geral pode definir futuro das terras indígenas no Brasil. No despacho, Cimi também foi admitido como amigo da corte

Cimi

O povo Xokleng terá voz no processo do Supremo Tribunal Federal (STF) que poderá definir o futuro das demarcações de terras indígenas no Brasil. A comunidade da Terra Indígena (TI) Ibirama-La Klãnõ, em Santa Catarina, foi admitida como parte no processo que discute a posse de sua terra tradicional e que, em fevereiro de 2019, teve sua repercussão geral reconhecida pelo STF – o que significa que o caso servirá de referência para todos os demais processos que discutem a temática das terras indígenas.

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Agroecología: futuro alimentario del mundo

La agroecología es una de las muchas aportaciones que México ha hecho al mundo.

Por Francisco J. Rosado May, en Servindi

La Jornada Maya – Entre el 12 y el 17 de mayo del año en curso, San Cristóbal de las Casas fue testigo del primer Congreso Mexicano de Agroecología organizado por 53 instituciones nacionales e internacionales, con la participación de más de mil personas de México, Estados Unidos, Inglaterra, Francia, España, Colombia, Uruguay, Ecuador, Guatemala y Brasil.

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Assembleia Guarani reúne recorde de 540 líderes indígenas em Santa Catarina

Oitava edição do encontro acontece na Terra Indígena Morro dos Cavalos, que já foi alvo dos ruralistas na CPI da Funai; reunião fortalece a luta pela demarcação de terras em meio à falta de comprometimento do governo com o assunto

Por Priscilla Arroyo, em De Olho nos Ruralistas

Yvyrupa é a expressão guarani para designar a estrutura que sustenta o mundo terrestre, ou o manto da Terra. Da Terra e da terra. É o solo que provê os alimentos, as medicinas, que abriga a água. Isso significa espaço para que as comunidades indígenas possam manter a sua cultura. Para defender esse direito, 540 líderes Guarani se reuniram esta semana (20 a 24) na Tekoa Itaty, Terra Indígena Morro dos Cavalos, em Santa Catarina, para a 8ª Assembleia Geral da Comissão Guarani Yvyrupa (CVY). Foi um recorde.

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Genebra abraça causa indígena brasileira

Por Jamil Chade, em Genebra, na SwissInfo

Líderes indígenas brasileiros estão trabalhando nos bastidores para convencer alguns dos principais atores políticos na Suíça e no restante da Europa a pressionar o governo brasileiro. O objetivo: garantir a proteção dos povos indígenas e das florestas.

Nas últimas semanas, cidades suíças receberam vários caciques em busca de visibilidade para suas causas, mas também, e principalmente, de um apoio real nos bastidores.

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Assustador é não ouvir mais os zumbidos das abelhas

Por Sucena Shkrada Resk*, do Blog Cidadãos do Mundo

Ouvir os zumbidos das abelhas para muitos pode ser algo assustador, mas ao contrário do que você possa pensar, mais assustador é justamente não ouvir esses zumbidos. A resposta é simples: esses agentes da natureza responsáveis pela maior parte da polinização no planeta estão sendo literalmente exterminados. Por consequência, foi colocada em risco a conservação da biodiversidade e da nossa segurança alimentar. Este é o presente para o futuro que queremos? Vale a pena a reflexão, não é? Este é o tema desse sexto podcast do Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk (ouça aqui), também no formato para leitura.

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Sitiados pelo progresso

Acusadas de “anti-desenvolvimsnto”, comunidades no Maranhão resistem a um porto chinês enquanto seus direitos são atropelados

Por Aldem Bourscheit, da InfoAmazonia, em Dialogo Chino

A terra treme na comunidade do Cajueiro. O maquinário pesado avança sobre onde havia pessoas e floresta amazônica. O vermelho do chão escorre com as chuvas, soterra manguezais e a esperança de quem não vê mais futuro onde a vida seguia com ritmos e sons tão diferentes. Em São Luís, capital do estado do Maranhão, a obra de um porto para transporte de grãos, combustíveis e minérios une Brasil e China a casos de violência contra populações rurais, dribles na legislação e suspeita de grilagem de terras.

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