Nota de Solidariedade ao Pe. Júlio Lancelotti

CPT

“BEM-AVENTURADOS SOIS VÓS QUANDO VOS INJURIAREM E, MENTINDO, DISSEREM TODO MAL CONTRA VÓS POR CAUSA DE MIM!” (Mt 5, 11)

Querido Padre Júlio,

Neste momento de acirramento de confrontos em vários campos da vida do país e do planeta, de enfrentamento à forças políticas e econômicas, que fere a vida e dignidade dos empobrecidos, seu testemunho radicalmente evangélico junto ao povo da rua nos comove e nos convoca. (mais…)

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Crédito de carbono para florestas: – 3. vazamento, não permanência e contagem dupla

Em novo texto da série, os autores abordam sobre conceitos que fazem parte dos debates e dinâmica do REDD+ e como eles interferem nos processos do mercado de crédito de carbono

Por Thales A.P. West, Kelsey Alford-Jones, Philippe Delacote, Philip M. Fearnside, Ben Filewod, Ben Groom, Clemens Kaupa, Andreas Kontoleon, Tara L’Horty, Benedict S. Probst, Federico Riva, Claudia Romero, Erin O. Sills, Britaldo Soares-Filho, Da Zhang, Sven Wunder e Francis E. Putz, em Amazônia Real

Vazamento

Outro conceito-chave relacionado ao REDD+ é o vazamento — o deslocamento, e não a redução, do desmatamento ou da degradação florestal. O vazamento frequentemente decorre de dinâmicas de mercado, como mudanças na oferta de madeira ou produtos agrícolas (ou seja, vazamento de mercado; [1]), ou da realocação de atividades para outras áreas (ou seja, vazamento que transfere atividades [2]). Embora o vazamento seja frequentemente associado a resultados indesejáveis, pode haver repercussões benéficas além dos limites do projeto (por exemplo, [3]) Quantificar o vazamento é desafiador, e especialistas discordam sobre as melhores abordagens. Por exemplo, enquanto Groom et al. [4] estimaram um vazamento insignificante da moratória da Indonésia sobre a concessão de novas concessões florestais, Leijten et al. [5] sugeriram que ele potencialmente excedeu e, portanto, anulou os benefícios pretendidos da intervenção. Embora não haja consenso sobre as melhores maneiras de estimar ou avaliar o vazamento, é claro que os métodos simplificados, muitas vezes subjetivos, para estimar o vazamento adotados por projetos REDD+, carecem de rigor científico [6], sofrendo de problemas semelhantes aos das metodologias de linha de base dos projetos. Como resultado, as estimativas de vazamento assumidas por projetos REDD+ são frequentemente irrealistas e, mais preocupante, tendem a não ser conservadoras. Incentivos financeiros recompensam diretamente a subestimação do vazamento nesses projetos, o que agrava o problema. (mais…)

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Peixes deformados expõem o colapso do pulso do Xingu após Belo Monte

por Tiago da Mota e Silva, em Mongabay

  • Monitoramento independente registra incidência de deformidades em pescadas e corvinas na Volta Grande do Xingu; relatos locais falam em até quatro peixes afetados a cada dez capturados, proporção que ainda precisa ser confirmada por estudos.
  • Uma combinação de fatores ligados à usina podem explicar o problema, como alteração do pulso de inundação, poluição, aquecimento das águas e escassez de alimento; o Ministério Público Federal passou a falar em “colapso ecossistêmico” na COP30.
  • O chamado Hidrograma de Consenso, que define quanta água chega à Volta Grande, é criticado por indígenas, ribeirinhos e cientistas por não reproduzir o regime natural do rio, prolongar a seca extrema e reduzir o alagamento de igapós e sarobais, habitats cruciais para a reprodução dos peixes.
  • Lideranças indígenas e ribeirinhas defendem um novo modelo de operação, o Hidrograma Piracema, com maior vazão ecológica para manter a vida nesse trecho do rio.

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Publicado relatório técnico do território quilombola baiano Cândido Mariano

No Incra

O território quilombola Cândido Mariano teve o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) tornado público por meio do Edital nº 2892/2025, publicado pelo Incra no Diário Oficial da União (DOU) de 16 de novembro de 2025 (terça-feira). A comunidade está localizada no município de Nova Viçosa, no Extremo Sul da Bahia, a 863 quilômetros da capital, Salvador. (mais…)

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Atingidos por granizo no Rio Grande do Sul pressionam por soluções

Assembleia regional dos atingidos do Alto Uruguai (RS) une campo e cidade na luta por reparação

por Grasiele Berticelli / MAB

Na tarde de ontem (15) foi realizada, em Erechim, uma assembleia com participação de atingidos das áreas urbanas e rurais dos municípios da região Alto Uruguai, no Rio Grande do Sul, que ainda sofrem com a destruição causada pela chuva de granizo do dia 23 de novembro. O encontro foi organizado pelo Sindicato Unificado dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Alto Uruguai (SUTRAF-AU) e pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). (mais…)

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Ameaçada de desertificação, Caatinga terá área recuperada

Plano lançado pelo governo visa atenuar efeitos da seca no país

Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

Importante sumidouro de gás carbônico e com enorme capacidade de infiltrar água no solo e garantir a recarga de aquíferos no semiárido brasileiro, a Caatinga é o bioma mais ameaçado pela desertificação. A recuperação de 10 milhões de hectares de terras degradadas do bioma é uma das principais metas Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB-Brasil), lançado na terça-feira (16), em Brasília. (mais…)

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