Cúpula dos Povos traz demandas e reivindicações da sociedade à COP30

Barqueata será primeiro ato político de extensa programação

Fabíola Sinimbú – Enviada especial* , Brasil de Fato

Movimentos sociais, redes e organizações populares de todo o mundo ser reúnem nesta quarta-feira (12), às margens do Rio Guamá, em Belém (PA), para a abertura da Cúpula dos Povos. Em uma agenda que se estende até o dia 16 de novembro, o encontro deve reunir, na Universidade Federal do Pará, milhares de pessoas com o objetivo de trazer perspectivas sociais e ambientais em encontros paralelos à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). (mais…)

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Saúde mental na democracia das chacinas

Os serviços de atendimento são precários e muitas vezes violentos. As queixas não são legitimadas. Frequentemente, resultam em diagnósticos superficiais e prescrição de remédios psiquiátricos. Como responder ao sofrimento dos que sobreviveram à barbárie?

Por Rachel Gouveia Passos e Deivisson Vianna Dantas dos Santos, em Outra Saúde

Eu fico parindo a dor do meu filho morto todos os dias, porque é a dor de um ser humano que não volta mais”: essa frase poderia ser proferida por uma das diversas mães da última chacina no Rio de Janeiro, mas aparece no livro “Na mira do fuzil: a saúde mental das mulheres negras em questão” 1. No decorrer dos capítulos desta obra é possível ler diferentes depoimentos que narram a dor e a dilaceração ocasionada pelo estado permanente de guerra, tendo a “Guerra às Drogas” a sua principal justificativa, revelando uma certa autorização social, política e econômica para o extermínio, demonstrando que o vivido no mês passado retrata mais um estado permanente de guerra do que algo pontual. (mais…)

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Segurança: o medo como projeto político. Por Ricardo Queiroz Pinheiro

Quando ele vinga, não é preciso oferecer um futuro; basta prometer proteção contra um presente caótico. O político se apresenta como um escudo, não como alternativa. O voto se reduz a um gesto de autopreservação, marcando o triunfo da política como reflexo condicionado

Em Outras Palavras

O medo é o principal ativo político da extrema direita e o motor da distinção que Carl Schmitt, o jurista artífice do nazismo, definiu como fundadora da política: a separação entre amigo e inimigo. Longe de ser um mero subproduto da crise, o medo é um deliberado instrumento de governo. Onde o Estado se retira das garantias sociais, ele preenche o vácuo, oferecendo um inimigo no lugar de um direito. É a emoção que substitui o debate e converte a insegurança cotidiana em poder. (mais…)

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Mulheres do Cerrado constroem Protocolos de Segurança de Gênero nas Comunidades e Territórios Tradicionais

“O medo não pode nos calar. Estamos aqui para nos fortalecer, trocar experiências e construir saídas que nos mantenham em segurança, vivas e firmes na luta pelo nosso pedaço de chão, pelo direito de permanecer nos nossos territórios”
(Dona Graça Lima, P.A Remansão – Nova Olinda -TO)

Por Teresinha Menezes, em CPT Piauí

A construção coletiva do protocolo de segurança de gênero de comunidades e territórios tradicionais, liderada por mulheres do Cerrado, representa um marco na luta pela garantia de seus direitos, na proteção e fortalecimento dos modos de vida ancestrais. Em um contexto de crescente ameaças aos direitos humanos, territoriais, ambientais e culturais, as mulheres assumem o protagonismo na formulação de estratégias que garantam não apenas sua integridade física, mas também a continuidade das suas tradições, saberes e relações com a terra e o território em que vivem. (mais…)

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Os indígenas na centralidade da COP 30: mas, até onde é para valer!

No artigo, Clovis Brighenti, missionário do Cimie Profº Dr. de História da Unila, chama a atenção para “impressão de que os povos indígenas são o centro da COP30, sendo referências, anunciando uma nova relação com o meio ambiente”

Por Clovis Antonio Brighenti, do Cimi

A capital paraense respira COP30 com a imagem dos povos indígenas no centro das atenções. Aparecem como os guardiões das florestas, os que melhor sabem conviver com o meio ambiente, os que mantém profundo respeito pela natureza. Quem chega pelo aeroporto ou pela rodoviária e até mesmo pelos rios, se depara com rostos indígenas estampados em painéis, faixas, outdoor e tantas outras propagandas compondo um mosaico de diversidades, convidando para os debates no evento das Nações Unidas Para o Meio Ambiente. Quem caminha pela cidade se depara com rostos e corpos de pessoas indígenas de todas as regiões da América Latina. É uma multiplicidade de povos, uma diversidade de jeitos de ser, estar e pensar o mundo.  São adornos, pinturas, cocares, epistemes, culturas, jeitos e manifestos que marcam profundamente a distintividade desses povos no grande encontro sobre o clima. Para um desavisado, fica a impressão de que os povos indígenas são o centro da COP30, sendo referências, anunciando uma nova relação com o meio ambiente. (mais…)

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Avá Guarani Paranaense denunciam Itaipu e cobram justiça climática com protagonismo indígena na COP30

Povo indígena cobra reparação histórica, restituição territorial e protagonismo na governança climática internacional

Reunidos em Assunção (Paraguai), no dia 30 de outubro de 2025, representantes do Povo Avá Guarani Paranaense divulgaram um pronunciamento internacional às vésperas da COP30, que ocorre em Belém do Pará. O documento é resultado do encontro preparatório “Os povos Avá Guarani Paranaenses rumo à COP30: participação, incidência e defesa do território”. (mais…)

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O Kufiyeh, a Oliveira, a Chave e a Melancia: símbolos que o tempo não pode apagar

Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL

Existem povos que se revestem de memória, e a Palestina é um deles. Em cada fio do kufiyeh, na sombra perpétua da oliveira, em cada chave de retorno que pende nas paredes do exílio e em cada listra vermelha e verde de uma melancia, pulsa uma história que o esquecimento não conseguiu vencer. Esses são símbolos que não são meros adornos: são a linguagem silenciosa da resistência, da identidade e da esperança. (mais…)

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