Diálogos para a política externa: enfrentamento ao racismo como tarefa coletiva

Diálogos e instituições contribuem para agendas e debate global sobre o racismo e a discriminação racial

Por Wania Sant’Anna, Brasil de Fato

Da perspectiva das organizações do movimento negro e de mulheres negras, talvez o primeiro aspecto que devemos destacar sobre a política externa brasileira é que a Coalizão Negra por Direitos está de acordo com a defesa reiterada do Ministério das Relações Exteriores em relação ao diálogo multilateral e das instituições multilaterais sob a coordenação das Nações Unidas. (mais…)

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ICMBio não vê racismo em derrubada de terreiro de jarê e punição de agente será ver vídeos

Fiscal de ação que derrubou terreiro de Jarê em Lençóis assinou termo de ajuste de conduta e fará curso EAD de 182h

Por Ed Wanderley, Agência Pública

Quase um ano após a destruição do terreiro de jarê do Peji Pedra Branca de Oxóssi, em Lençóis (BA), em 21 de julho do ano passado, o servidor responsável pela operação que levou à demolição do local sagrado, na mata do Vale do Curupati, foi responsabilizado pela ação. O desfecho, no entanto, foi recebido com surpresa por profissionais que acompanharam o caso e denunciaram a necessidade de uma investigação sobre racismo religioso. Lideranças locais agora se mobilizam para realizar ação em protesto contra o que classificam ser uma impunidade quanto à ação. (mais…)

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A população negra não pode seguir invisível na diplomacia climática

A omissão institucional reforça desigualdades históricas e compromete a efetividade das respostas à crise climática e à desigualdade social

Por Ester Sena, Fernanda Pinheiro da Silva, Gabriel Dantas, Iradj Eghrari, Letícia Leobet e Mariana Belmont, Le Monde Diplomatique Brasil

Os escravizados africanos e os afrodescendentes desempenharam um papel central na construção histórica, cultural, social e também no capital econômico estrutural do Brasil. Desde os tempos coloniais, a contribuição das populações negras foi essencial para o desenvolvimento do país e constituição da identidade cultural, no qual apesar da condição violenta e desumana, se forjou as raízes dos saberes ancestrais negros nesse território, tornando a população negra uma “pretalhada inextinguível” nas palavras de Monteiro Lobato. (mais…)

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Sobre Herus e caveiras. Por Hugo Souza

“Eu vigiei meu filho, tomei conta, fui atrás para ele não entrar para essa vida, porque eu não queria perder meu filho, não queria enterrá-lo”. Não adiantou. O Bope matou o filho dela mesmo assim

em Come Ananás

O símbolo do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro é um crânio trespassado por uma faca que entra pela mandíbula e perfura o osso frontal, com duas garruchas cruzadas ao fundo. A faca na caveira representaria “a vitória da vida sobre a morte”. (mais…)

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DNA não explica o racismo, mas revela a violência. Por Marjorie Chaves

Ao sequenciar o genoma da população, uma verdade indigesta: Brasil nasceu de mães pretas e indígenas e pais brancos, indício de violência sexual sistemática. Nova pesquisa ajuda a explicar sobre a saúde negra – mas também pode contribuir com luta antirracista

por Marjorie Chaves*, em Outra Saúde

O Ministério da Saúde financiou um estudo inédito do Programa Genomas Brasil, que sequenciou o genoma completo de mais de 2,7 mil brasileiras/os, identificando cerca de 8,7 milhões de variantes genéticas inéditas, entre as quais 37 mil estão potencialmente associadas a doenças como problemas cardíacos e obesidade. Realizado em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e publicado na revista Science, sob o título “Admixture’s impact on Brazilian population evolutionand health”, o estudo destaca a enorme diversidade genética da população brasileira, oferecendo bases importantes para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes na área da saúde. (mais…)

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A pedido do MPF, humorista é condenado a oito anos de prisão por falas preconceituosas

Vídeo com comentários discriminatórios contra diversas minorias teve mais de 3 milhões de visualizações no YouTube

MPF

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal condenou um comediante a oito anos e três meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por proferir discursos preconceituosos contra diversos grupos minoritários em uma apresentação divulgada no YouTube. O réu terá também que pagar multa equivalente a 1.170 salários mínimos, em valores da época da gravação, e indenização de R$ 303,6 mil por danos morais coletivos. Cabe recurso contra a sentença. (mais…)

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