Operação conjunta resgata 17 trabalhadores submetidos a condições análogas às de escravo em fazendas de café no Sul de Minas

Entre eles, foi encontrado um adolescente em situação de trabalho proibido a menores de idade

Por Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais

Varginha (MG) – Um grupo de 17 trabalhadores, que trabalhavam em situação análoga à escravidão, foi resgatado de fazendas de café nas zonas rurais das cidades de Ilicínea/MG e Boa Esperança/MG, região Sul de Minas Gerais. Em uma das fazendas, foi encontrado um adolescente de 17 anos executando trabalho proibido a menores de idade. A fiscalização foi realizada entre os dias 10 e 20 de julho. A ação integra a Operação Resgate 2022, promovida pela Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e outras instituições, como a Defensoria Pública da União (DPU), a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Ministério do Trabalho e Previdência, com atuação de diversas equipes em vários pontos do território nacional.

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Operação Resgate II retira 337 trabalhadores de condições análogas à escravidão

Pelo menos 149 dos resgatados foram também vítimas de tráfico de pessoas

Procuradoria-Geral da República

A segunda edição da Operação Resgate já retirou da condição de trabalho análogo ao de escravo no Brasil 337 trabalhadores. Resultado do esforço de seis órgãos públicos, é a maior ação conjunta com foco no combate ao trabalho análogo ao escravo e tráfico de pessoas no país. Começou no dia 4 de julho e segue em andamento. Quase 50 equipes de fiscalização estiveram diretamente envolvidas nas inspeções ocorridas em 22 estados e no Distrito Federal durante este mês.

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Carta da CPT nos 25 anos da Campanha nacional de prevenção e combate ao Trabalho Escravo

Em seus 25 anos de existência, a Campanha Nacional de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo, lança carta à sociedade, à CPT e também à histórica Carta de Pedro Casaldáliga. 

CPT

Em comemoração aos seus 25 anos, a Campanha Nacional de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo, da CPT, lança carta para a sociedade, rememorando o seu longo histórico de caminhada e luta no enfrentamento ao trabalho escravo no Brasil. “De volta a São Félix do Araguaia, entre 13 e 15 de julho de 2022, para comemorar estes 25 anos, lembramos aqui perto, em Vila Rica, a primeira pedra daquilo que se tornou a “Campanha Nacional da CPT contra o Trabalho Escravo”, alcunhada com esse lema hoje tão atual quanto naquela época: “De Olho Aberto Para Não Virar Escravo!”.

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A Mulher da Casa Abandonada: estamos falando sobre o que realmente importa?

Repercussão sensacionalista deixa debate sobre escravidão moderna e racismo crônico da elite brasileira em segundo plano

por Nara Lacerda, em Brasil de Fato

herdeira paulistana Margarida Bonetti está em evidência, mas menos por causa do crime de escravidão pelo qual foi acusada nos Estados Unidos no final do século 20. Investigada pelo FBI por submeter uma mulher à servidão, nos últimos anos ela viveu foragida, em anonimato, em uma velha mansão do bairro de Higienópolis, um dos mais caros da capital São Paulo.  

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Fiscalização resgata quilombolas em situação análoga à escravidão

Eram 23 trabalhadores em uma fazenda, sendo dois menores

Por Redação RBA*

Um total de 23 quilombolas foi resgatado de trabalho análogo à escravidão em uma fazenda no interior de Minas Gerais. Segundo os auditores-fiscais do Trabalho, 18 deles vinham dos municípios de São Francisco e Chapada Gaúcha e cinco, do interior da Bahia. Dois eram menores de idade.

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Volkswagen: pois eles sabiam o que estavam fazendo

Após 50 anos, a montadora alemã será responsabilizada pelas condições de trabalho desumanas numa fazenda da Amazônia. Embora o atraso seja enorme, é melhor do que nada, afirma o colunista Alexander Busch.

por Alexander Busch, em DW

A VW se depara novamente com seu passado sombrio no Brasil. Mais uma vez, a montadora alemã é alvo do Ministério Público por violações de direitos humanos. Concretamente trata-se de violações de leis trabalhistas, que no Brasil são classificadas como como trabalho análogo ao de escravo. Elas ocorreram numa fazenda de gado que a empresa possuía na Amazônia entre 1974 e 1986.

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Chacina de Unaí: Tribunal do Júri Federal condena novamente Antério Mânica, desta vez a 64 anos de prisão

Jurados chegaram ao mesmo entendimento do julgamento anterior, realizado em 2015, de que o ex-prefeito foi um dos mandantes do quádruplo assassinato

Ministério Público Federal em Minas Gerais

Na última sexta-feira (27/05), o Tribunal do Júri Federal condenou o ex-prefeito de Unaí Antério Mânica a 64 anos de prisão como mandante do assassinato de quatro servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), naquela que ficou conhecida como Chacina de Unaí.

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