Em 2022, intensificação da violência contra povos indígenas refletiu ciclo de violações sistemáticas e ataques a direitos

Relatório anual do Cimi retrata violência contra povos indígenas e apresenta balanço do governo Bolsonaro, marcado por violações e desmonte dos órgãos de proteção e assistência

Cimi

O ano de 2022 representou o fim de um ciclo governamental marcado por violações e pela intensificação da violência contra os povos indígenas no Brasil. Como nos três anos anteriores, os conflitos e a grande quantidade de invasões e danos aos territórios indígenas avançaram lado a lado com o desmonte das políticas públicas voltadas aos povos originários, como a assistência em saúde e educação, e com o desmantelamento dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pela proteção destes territórios. Esta é a realidade retratada pelo relatório Violência Contra os Povos Indígenas do Brasil – dados de 2022, publicação anual do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Continue lendo “Em 2022, intensificação da violência contra povos indígenas refletiu ciclo de violações sistemáticas e ataques a direitos”

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A roda gigante da violência. Por Luiz Marques

Como enfrentar a violência quando quase metade da população, de acordo com as pesquisas, se espelha na ultradireita

Em A Terra é Redonda

Grosso modo, a agressão se divide em dois campos: (i) por parte do Estado, que detém o monopólio da repressão policial-militar, é denominada “um ato de força” e; (ii) por parte do cidadão, que atenta contra a propriedade privada, a liberdade ou a vida é chamada de “violência”. Ambas as definições se referem à legitimidade moral e legal de uma ação. Continue lendo “A roda gigante da violência. Por Luiz Marques”

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Quase 800 indígenas foram assassinados durante governo Bolsonaro, aponta relatório

Documento do Conselho Indigenista Missionário pede Comissão da Verdade para investigar mortes, saúde e conflitos armados

Por Bruna Bronoski, Agência Pública

Ao sair para buscar lenha numa fazenda vizinha à reserva de Taquaperi, no Mato Grosso do Sul, um jovem indígena Guarani-Kaiowá de 18 anos foi morto por cinco disparos de arma de fogo. No Amazonas, a cacique do povo Kulina denunciou o assassinato de ao menos sete indígenas das aldeias da região, entre eles o de um adolescente de 15 anos, decapitado. Em Roraima, a tentativa de assassinato de um grupo de cinco indígenas Xirixana por garimpeiros resultou na morte de uma liderança. Para fugir dos disparos, as vítimas se jogaram no rio Uraricoera. Todos os crimes ocorreram em 2022. Ao todo, quase 800 indígenas foram assassinados entre 2019 e 2022. Continue lendo “Quase 800 indígenas foram assassinados durante governo Bolsonaro, aponta relatório”

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Em defesa de Márcio Pochmann: Nota da Associação Brasileira de Economistas pela Democracia

Além da ABED, vários outras entidades, economistas e jornalistas, entre eles Luiz Nassif, José Carlos Assis e Adroaldo Quintela, manifestaram-se em defesa de Pochmann

No Fórum 21

Três matérias, ditas jornalísticas, foram publicadas em menos de 24 horas com tentativas de desqualificar o economista, professor e pesquisador Márcio Pochmann. Os textos, de cunho político indiscutível, pretendem disseminar a ideia de que seu percurso profissional e acadêmica não o habilita a ocupar a presidência do IBGE. Continue lendo “Em defesa de Márcio Pochmann: Nota da Associação Brasileira de Economistas pela Democracia”

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Incra reconhece terra quilombola em Angra dos Reis

Por Fabiola Sinimbu – Repórter da Agência Brasil

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) publicou, nesta quarta-feira (26), no Diário Oficial da União, a declaração de reconhecimento das terras da Comunidade Quilombola de Santa Rita do Bracuí, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. São 616 hectares no sul fluminense onde vivem 129 famílias descendentes de africanos escravizados para o trabalho na cafeicultura no século 19. Continue lendo “Incra reconhece terra quilombola em Angra dos Reis”

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Análise de documentos sigilosos da Abin e Coaf devem indicar rumo da CPMI do 8 de janeiro

Quebras de sigilo também devem engrossar investigações sobre financiadores; entenda os próximos passos

Por Laura Scofield, Agência Pública

Depois de dois meses de funcionamento, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro fez uma pausa durante o recesso parlamentar informal, que termina em 1º de agosto. Para o segundo semestre, a expectativa do governo e da oposição é que os documentos requeridos indiquem os rumos da investigação. Continue lendo “Análise de documentos sigilosos da Abin e Coaf devem indicar rumo da CPMI do 8 de janeiro”

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A Ilha do Bananal está desaparecendo?

No entorno, rios que formam a Ilha vêm perdendo volume e extensão; no interior dela, água já diminuiu em cerca de um terço, aponta estudo

Por Gihane Scaravonatti, em O Eco

“A maior ilha fluvial do mundo”: um título monumental, não é mesmo? Esta é a Ilha do Bananal, uma obra-prima da biodiversidade brasileira, localizada no sudoeste do Tocantins, um dos estados da Amazônia Legal, na divisa com Mato Grosso e Goiás. Continue lendo “A Ilha do Bananal está desaparecendo?”

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“Big Brother” Amazônico: NASA oferece ao Brasil satélites mais poderosos para monitorar floresta

ClimaInfo

No Brasil para costurar acordos entre o país e os Estados Unidos, o diretor da NASA, Bill Nelson, afirma que o governo de Joe Biden quer pôr a Amazônia no centro da cooperação entre as duas nações. Contudo, até o momento, nenhum centavo da doação de US$ 500 milhões em cinco anos anunciada pelos EUA ao Fundo Amazônia foi transferido. Continue lendo ““Big Brother” Amazônico: NASA oferece ao Brasil satélites mais poderosos para monitorar floresta”

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Mineração, mudanças climáticas e o círculo vicioso de destruição amazônica

ClimaInfo

A mineração pode causar a extinção de espécies raras e até desconhecidas pela ciência em regiões da Amazônia brasileira. Isso porque entre as áreas-alvo da atividade minerária na Amazônia estão regiões das mais ricas em espécies de plantas frutíferas (angiospermas), que também possuem maior endemismo [ocorrem exclusivamente em uma região], além de artrópodes, como insetos e aracnídeos. Continue lendo “Mineração, mudanças climáticas e o círculo vicioso de destruição amazônica”

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Parque Harmonia em Porto Alegre revela que parques são “bola da vez” na transformação do verde em espaço de consumo. Entrevista especial com Paulo Brack

O professor ainda chama atenção que lugares estabilidade climática nas grandes cidades são “reformados” para se tirar árvores, construir prédios e se arrancar gramas para instalação de tapetes sintéticos

Por: João Vitor Santos, em IHU

Derrubar mais de 400 árvores quase na beira do lago Guaíba. Sim, foi isso que o poder público municipal de Porto Alegre autorizou à empresa que arrendou um dos seus espaços públicos, o Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, conhecido também por Parque Harmonia. A empresa alega que não precisará derrubar todas as árvores liberadas e brada que no projeto, chamado de revitalização, a grama e as áreas de terra batida serão arrancadas para darem lugar a pistas de concreto e ambientes com tapetes sintéticos que imigram grama. “As áreas verdes da cidade que promovem uma maior estabilidade climática estão sendo agora transformados em espaços com expansão, sem limites, de concreto, pavimentação, lojas, bares, restaurantes, estacionamentos para veículos particulares que liberam gases de efeito estufa e outras atividades que estão associadas a um evidente aumento de consumo”, observa Paulo Brack. Continue lendo “Parque Harmonia em Porto Alegre revela que parques são “bola da vez” na transformação do verde em espaço de consumo. Entrevista especial com Paulo Brack”

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