Construída na Ditadura, rodovia promoveu “apartheid” no Litoral Norte de SP e deslizamentos são “tragédia anunciada”
Por Paulo Motoryn, no Brasil de Fato
“A Rio-Santos é um corte que atravessa um território. É como uma cicatriz que nunca cura.” É dessa forma que Marina Fontanelli define a construção da rodovia que virou notícia no Brasil e no mundo no Carnaval, depois da tragédia que já matou mais de 50 pessoas no Litoral Norte de São Paulo. A pesquisadora é autora da dissertação “A rodovia e os caiçaras: a construção da Rio-Santos e suas consequências pra as comunidades locais em Ubatuba” (clique aqui para ler na íntegra), produzida durante o curso de mestrado na Fundação Getúlio Vargas, em 2019. Continue lendo “‘Cicatriz que nunca cura’: 50 anos depois, Rio-Santos segue fazendo vítimas no litoral”










