Desintrusão de garimpos na TI Yanomami é o primeiro desafio de Lula na Amazônia

Vazamento de operação federal por coronel da PM mostra alinhamento da classe política bolsonarista de Roraima com a atividade clandestina do garimpo dentro do território indígena

Por Fabio Pontes, em O Eco

A retirada de ao menos 20 mil pessoas da Terra Indígena (TI) Yanomami que exploram direta e indiretamente a atividade garimpeira se apresenta como um dos principais e maiores desafios do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em sua política de reconstrução da agenda ambiental e indígena do país. Continue lendo “Desintrusão de garimpos na TI Yanomami é o primeiro desafio de Lula na Amazônia”

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Oito ruralistas querem a terra do “Índio do Buraco”

Amazônia Real obtém, pela Lei de Acesso à Informação, os nomes dos fazendeiros de Rondônia que reivindicam a terra indígena onde viveu o último indígena do território Tanaru; na semana passada, o Ministério Público Federal notificou esses “vizinhos” para que não invadam a terra

Por Josi Gonçalves, na Amazônia Real

Porto Velho (RO) – A Terra Indígena (TI) Tanaru, onde se isolou, morou e morreu o “Índio do Buraco”, está sob ataque. Na semana passada, o Ministério Público Federal (MPF) notificou fazendeiros vizinhos da TI para que não entrem nela. As notificações, entregues em mãos, foram uma nova tentativa para impedir o ingresso de pessoas no território, como vem ocorrendo desde que o indígena foi encontrado morto. E na Justiça, em outra frente, pecuaristas que afirmam ter antigos títulos de propriedade na TI, afetados juridicamente pela criação da área de proteção, já entraram com uma petição de retomada das terras. Continue lendo “Oito ruralistas querem a terra do “Índio do Buraco””

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Agrotóxicos: órgãos públicos fazem ‘operação abafa’ após intoxicação em escola de Sinop (MT)

Na cidade conhecida como ‘berço da soja’, prefeitura e órgão estadual se recusam a fornecer informações e prejudicam o tratamento de crianças de 4 a 11 anos que foram vítimas de intoxicação por agrotóxico

Por Hélen Freitas e Fernando Martinho, no Repórter BRasil

A aula ainda não havia começado, e Maria Eduarda Silva, de 6 anos, brincava no pátio com uma amiga quando seus olhos começaram a arder. Em poucos segundos, ela sentia dor de cabeça e tontura. A colega falou que também não estava se sentindo bem, e as duas foram ao encontro da professora, que já chamava para começar a aula. Neste momento, outro colega, Guilherme de Oliveira, sentia dores na cabeça e, ao ir ao banheiro, se assustou ao ver uma menina do 5º ano desmaiar. Continue lendo “Agrotóxicos: órgãos públicos fazem ‘operação abafa’ após intoxicação em escola de Sinop (MT)”

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ONU lança plano de 10 anos para apoiar línguas indígenas ameaçadas

ONU

Na sessão de lançamento da Década Internacional das Línguas Indígenas, na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Paris, o presidente da Assembleia Geral, Csaba Kőrösi, fez um discurso em prol da preservação das culturas indígenas como ato fundamental para proteção da biodiversidade.

Kőrösi lembrou que os povos indígenas são 6% da população global e falam mais de quatro mil das 6,7 mil línguas do mundo. No entanto, estima-se que mais da metade de todas as línguas serão extintas até o final deste século.
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Brasil tem 42 milhões de hectares de imóveis rurais privados cadastrados em terras públicas, indígenas, quilombolas, florestas e assentamentos

Dados inéditos são do Termômetro do Código Florestal, plataforma que  lançada sexta-feira (16) pelo Observatório do Código Florestal

Observatório do Código Florestal

Mais de 42 milhões de hectares de terras cadastradas como imóveis rurais privados em todo o território brasileiro apresentam sobreposição com unidades de conservação, terras indígenas, florestas públicas, áreas quilombolas e assentamentos. A sobreposição indica um grave problema nos registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma vez que essas terras não são passíveis de cadastro. Somadas, essas áreas equivalem ao território dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, juntos. Continue lendo “Brasil tem 42 milhões de hectares de imóveis rurais privados cadastrados em terras públicas, indígenas, quilombolas, florestas e assentamentos”

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As lágrimas de Lula e o riso de Bolsonaro

Àqueles a quem é negado o luto, em geral, se dirige também o riso de escárnio, a violência zombeteira que nega a humanidade dos humilhados e agredidos

Por André Rodrigues e Andrés Del Río, no A Terra é Redonda

O riso e o choro são expressões humanas repletas de conteúdo moral. O que é motivo de riso e o que é digno de luto e lágrimas são mais que produto do juízo ou das paixões, são assunto de vida e morte. Dos sentidos da vida e da morte. O riso é festa, mas pode ser instrumento de morte. Em todos os processos de extermínio, há quadros específicos do riso e do choro. Àqueles a quem é negado o luto, em geral, se dirige também o riso de escárnio, a violência zombeteira que nega a humanidade dos humilhados e agredidos. Nas memórias mais dolorosas, muitas vezes reside o riso debochado dos que olham de cima, dos que espoliam, ultrajam, violam, exploram, escravizam. O riso que é festa é sempre coletivo. O riso que violenta é narcísico ou bajulador. O violento é, salvo raras exceções caricatas, um risonho. Continue lendo “As lágrimas de Lula e o riso de Bolsonaro”

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DPU recomenda que IN sobre exploração madeireira em terras indígenas seja revogada: “Inconstitucional”

Brasília – É inconstitucional a instrução normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e da Fundação Nacional do Índio (Funai) que permite a exploração madeireira em terras indígenas. Essa é a análise da nota técnica da Defensoria Pública da União (DPU), que recomenda a revogação da normativa.

De acordo com o documento, todas as riquezas do solo, dos rios, dos lagos existentes nas terras tradicionalmente ocupadas pelas comunidades indígenas não podem ser exploradas por não indígenas. “Para atividade de exploração de recursos madeireiros por não indígenas, não há qualquer possibilidade de autorização prevista no texto constitucional, ainda que excepcionalíssima”, afirma parte do texto. Continue lendo “DPU recomenda que IN sobre exploração madeireira em terras indígenas seja revogada: “Inconstitucional””

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Educação para prática de libertação. Por frei Gilvander Moreira

Em 1967, sob as agruras dos Anos de Chumbo da ditadura militar-civil-empresarial no Brasil, diante do terror do autoritarismo político que exilava, reprimia, torturava e matava os “cérebros da sociedade”, Paulo Freire escreve Educação como prática da liberdade. Apaixonado pelo potencial transformador do ser humano e indignado com todo e qualquer tipo de opressão, Freire advoga que a educação precisa ser prática de liberdade e de libertação. Passados cinquenta e cinco anos, a classe trabalhadora e o campesinato continuam sob uma brutal superexploração econômica, política e social. A liberdade preconizada pelo sistema do capital é palavra vazia, liberdade abstrata. Há grades invisíveis por todo lado nos transpassando, inclusive. Controle que beneficia quem está no poder econômico e político é o que não falta. A mãe terra continua em cativeiro.

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Pajés não morrem

Por Pedro Paz*, no Marco Zero 

O corpo do pajé Chico tombou subitamente no epílogo de 10 de maio deste ano, por volta das 23h30. Fora vítima de um infarto do miocárdio, que é quando um coágulo bloqueia o fluxo sanguíneo para o coração. – “Pajé Chico não morreu, ele foi plantado”, advertiu-me Alcides, ex-cacique, braço direito da liderança e auxiliar indígena de mobilização de políticas sociais.

Com a voz embargada e em meio a silêncios que revelavam seu desalento, contou-me que o dia seguinte ao ataque cardíaco foi de luto sagrado em Baía da Traição, onde fica a casa de taipa do pajé, na aldeia São Francisco, a mais populosa povoação do litoral morte paraibano, com mais de três mil famílias. Nenhuma escola abriu. Não houve atendimentos nas unidades de saúde da região. Continue lendo “Pajés não morrem”

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Tirem as mãos do SUS. Por Túlio Batista Franco

“Ampliar a participação popular e comunitária na definição da política de saúde, é condição para a construção do SUS 100% público e de direito universal”

No Outra Saúde

No dia 14 deste mês o site de notícias UOL publicou reportagem do jornalista Tales Faria, que informava a intenção do atual presidente da Câmara dos Deputados, em indicar o novo ministro da saúde para a gestão 2023-2027. Este parlamentar é um dos principais aliados do presidente da república atual, e, portanto, conivente com suas ações na Pandemia de Covid-19, que contribuíram para produzir a tragédia que vimos acontecer. Um saldo de quase 700 mil mortos, dos quais 2/3 seriam evitadas se o governo brasileiro tivesse seguido as recomendações da ciência e da Organização Mundial da Saúde para a proteção da população.  Negacionista, este governo tomou decisões que levaram a uma maior difusão do vírus, aumentando o tamanho da tragédia, conforme comprovou a CPI do Senado Federal, que investigou as ações do governo federal neste triste episódio. Continue lendo “Tirem as mãos do SUS. Por Túlio Batista Franco”

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