MPF recomenda ação conjunta para combater ações criminosas em manifestações políticas no DF

Órgão teme que protestos violentos possam se estender até a posse do novo presidente

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou, nessa segunda-feira (19), que as Polícias Federal e Militar do Distrito Federal, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) e o Comando Militar do Planalto planejem, em conjunto, uma atuação para prevenir e combater atos criminosos nas manifestações que ocorrem no Quartel General (QG) do Exército e em outras áreas de Brasília. A intenção é evitar que novos fatos com significado político possam causar outros protestos, como os que ocorreram no dia 12 de dezembro, na área central da cidade. As instituições terão 72 horas para responder à recomendação. Continue lendo “MPF recomenda ação conjunta para combater ações criminosas em manifestações políticas no DF”

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Para interromper as descosturas socioambientais e minar as fontes do fascismo territorial na Amazônia

Por Luis Fernando Novoa Garzon, Paula Stolerman Araújo, Maíra Silva Ribeiro e Daniele Severo da Silva, na Amazônia Real

O que está em questão hoje, na Amazônia, e particularmente em Rondônia, é a criação paraestatal e paramilitar de dispositivos perpetradores de genocídios e de ecocídios continuados. Não se trata aqui de eventos isolados, mas de um método que reorganiza os processos produtivos sob impulso da máxima rentabilização, apelando para a sintetização de povos e territórios na forma de custos e riscos financeiros. Continue lendo “Para interromper as descosturas socioambientais e minar as fontes do fascismo territorial na Amazônia”

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Por que é preciso nomear Nísia Trindade à Saúde

Chantagens dos partidos fisiológicos não cessarão. Mas Lula se comprometeu com a reconstrução do SUS, com a participação popular nas decisões e com o combate ao negacionismo. A presidenta da Fiocruz tem todas as credenciais

Por Gabriel Brito, no Outra Saúde

Enquanto a mídia comercial transforma o silêncio golpista do atual presidente em “crises de tristeza”, aqueles que sustentaram seu governo de corrupção e incompetência não param de fazer suas chantagens. Por isso Lula segura o quanto pode as nomeações para diversos ministérios, entre eles o da Saúde, carro-chefe da política pública em 2023. Continue lendo “Por que é preciso nomear Nísia Trindade à Saúde”

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Piketty: um imposto global, por favor

Para economista francês, já chega de conversa fiada. Somente taxando em 80% a 90% riqueza dos mais ricos será possível transformar de fato o mundo, inclusive no combate ao aquecimento global. E isso é viável, tanto técnica como politicamente

Por Thomas Piketty, no Le Monde/Outras Palavras

Digamos com toda a franqueza: é impossível combater seriamente o aquecimento global sem uma profunda redistribuição da riqueza, tanto internamente a cada país quanto internacionalmente. Aqueles que afirmam o contrário estão mentindo para o mundo. E aqueles que afirmam que a redistribuição é certamente desejável, simpática, etc., mas que por infelicidade é técnica ou politicamente impossível, estão mentindo também. Eles fariam melhor defendendo o que acreditam (se é que ainda acreditam em alguma coisa) em vez de se perderem em uma atitude conservadora. Continue lendo “Piketty: um imposto global, por favor”

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Brasil: Toda pessoa não-negra é racista; toda pessoa negra tem baixa autoestima. Por Nilma Bentes

Sim, até então acredito nisso; só o grau/percentual de racismo e baixa autoestima é que varia de pessoa para pessoa: umas não-negras estão sendo 10% e outras 90% racistas; umas negras estão com 10% e outras 90% de baixa autoestima. Assim, toda a população brasileira padece dessa mais grave doença social – racismo. É alta a probabilidade de que isso se aplique também ao machismo/sexismo, ao classismo, à aporofobia, ao capacitismo, à LGBTQIA+fobia, à violência – embora todas as citadas sejam violência, aqui destaco-a, pois existe a violência decorrente de outras violências. Continue lendo “Brasil: Toda pessoa não-negra é racista; toda pessoa negra tem baixa autoestima. Por Nilma Bentes”

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O heterogêneo campo da extrema-direita brasileira. Recusa à Constituição de 1988 e de lógicas democráticas pós-1945 une campos distintos. Entrevista especial com Jorge Chaloub

Professor lança luz em setores que não aceitaram os “acordos” e “transições” pós-ditadura e nem os princípios da Constituição de 1988 que, apesar de distintos, se aglutinaram nas radicalidades à direita

Por: Patricia Fachin, no IHU Online

Compreender a extrema-direita requer reflexões de cunho global e local. É nessa perspectiva que vai a análise do professor Jorge Chaloub. Segundo ele, “após a II Guerra Mundial, a extrema-direita remete de forma frequente ao imaginário fascista, derrotado no confronto e, em parte por isso, limitado às margens do debate público e da política institucional”. Nesse sentido, quem ocupa esse papel de flerte com o fascismo no cenário brasileiro é o integralismo. Mas não se pode apressar a análise. Chaloub gosta de pensar as respostas que culminam na eclosão da extrema-direita muito próximas com a ascensão do neoliberalismo. “Autores como Wendy Brown constroem interessante relação entre os resultados de décadas de políticas neoliberais e a ascensão do fascismo, em interpretação fortemente inspirada nas reflexões de Karl Polanyi”, observa, em entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. Continue lendo “O heterogêneo campo da extrema-direita brasileira. Recusa à Constituição de 1988 e de lógicas democráticas pós-1945 une campos distintos. Entrevista especial com Jorge Chaloub”

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MPF diz que frigoríficos podem sim identificar todas as fazendas em que gado passou antes do abate

Maior parte do desmatamento na cadeia do gado está associada a propriedades que vendem indiretamente para abatedouros; Procuradoria da República no Pará planeja cobrar monitoramento desses fornecedores

Por Catarina Barbosa, no Repórter Brasil

Doze anos após a assinatura do primeiro Termo de Ajustamento de Conduta da cadeia da pecuária no Brasil (TAC da Carne), em 2009, o instrumento criado pelo Ministério Público do Pará ainda não conseguiu garantir, totalmente, que os frigoríficos brasileiros não comprem animais criados em fazendas desmatadas ou com outras irregularidades socioambientais. Continue lendo “MPF diz que frigoríficos podem sim identificar todas as fazendas em que gado passou antes do abate”

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O financismo em estado bruto. Por Paulo Kliass

Uma entrevista revela o clima de catastrofismo (e ameaças) da banca. Após ascensão meteórica no Estado, economista do “mercado” mostra, entre a análise e o agouro, que rentismo fará de tudo para manter seus privilégios intocados

No Outras Palavras

A atualidade da questão das relações incestuosas existentes entre a alta tecnocracia do setor público e seus correspondentes no setor privado não é exatamente uma novidade para quem se interessa pelo tema em nossa História. As classes dominantes brasileiras sempre mantiveram um pé no interior do Estado, buscando tirar o maior proveito econômico e financeiro de tal capacidade de influência. Sim, nunca deixaram de atuar exatamente no interior deste ente que tanto criticam e desmoralizam, por ser supostamente corrupto, ineficiente e gigante. Continue lendo “O financismo em estado bruto. Por Paulo Kliass”

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Privatização das águas: o fracasso da Inglaterra

Há 33 anos, Thatcher vendia os serviços de água e saneamento do país. Hoje, britânicos enfrentam aumentos abusivos de tarifa, danos ao meio ambiente, rios e mares sujos e má gestão. OMS recomenda “aumento drástico” de investimentos públicos

Por Alessandra Monterastelli, no Outra Saúde

Na semana passada, quando o grupo de Cidades da equipe de transição de Lula propôs rever a privatização das águas e do saneamento no Brasil, começou a gritaria. Em manchete, o Estadão queixou-se: entre as ideias da equipe está a de não vender as empresas estaduais que abastecem a população, nem oferecer dinheiro público aos privatizadores. Nessas condições, prosseguiu o jornal, será difícil executar os planos construídos no governo Bolsonaro e transformar a água em mercadoria… Continue lendo “Privatização das águas: o fracasso da Inglaterra”

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MPF exige que prefeituras encerrem apoio a não indígenas dentro da Terra Indígena Alto Rio Guamá (PA)

Objetivo é facilitar trabalho de retirada de não indígenas, já determinado pela Justiça Federal

O Ministério Público Federal (MPF) está atuando para que prefeituras encerrem o apoio dado a famílias não indígenas dentro da Terra Indígena (TI) Alto Rio Guamá, no nordeste do Pará. O objetivo é proteger os direitos indígenas e facilitar o trabalho de retirada de não indígenas da área. A retirada – chamada de desintrusão – já foi determinada pela Justiça Federal. Continue lendo “MPF exige que prefeituras encerrem apoio a não indígenas dentro da Terra Indígena Alto Rio Guamá (PA)”

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