De Fernando Henrique a Fernando Haddad, país trocou a ideia de um projeto nacional pelo atendimento aos dogmas do mercado – em especial os “ajustes fiscais”. Resultados são pobreza, atraso, fragilidade militar, desindustrialização. A página tarda a ser virada
Por Manoel Casado*, em Outras Palavras
Demos para nos gabar de nossas profundas vulnerabilidades. Pressionados por um mundo cada vez mais ávido por nossas riquezas, mercado doméstico e localização estratégica, batemos no peito: não mexam conosco, ninguém é mais humilde que o Brasil. Essa parece ser a tônica adotada pelo presidente Lula e por parte de seus ministros, notadamente Fernando Haddad. Sair do Mapa da Fome, reiterar que não nos preparamos para guerra alguma e apostar sobretudo nas vantagens naturais do país são apresentados como grandes trunfos nacionais. Seria cômico, não fosse trágico.
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