Na última semana (19 e 20 de setembro), foram atacados por grileiros e jagunços as comunidades quilombola de Fortaleza, em Bom Jesus da Lapa, no Médio São Francisco baiano, e de fecho de pasto do Cupim, em Correntina, no Oeste Baiano.
Estes ataques vieram se somar aos sofridos por cinco fechos de pasto em Correntina, entre os dias 16 a 18, quase que de forma simultânea, e que continuam acontecendo. Ao todo são cerca de 500 famílias, de 25 comunidades que dependem destes cinco fechos para pastorear o gado, fazer extrativismo e disto viver. Ameaçadas estão também cerca de seis veredas que alimentam o Rio Correntina e três o Rio Santo Antônio. Estas áreas de uso comum destas comunidades centenárias estão sendo visadas para empreendimentos do agronegócio, com violência armada, derrubada de cercas, ranchos e casas e desmatamento com tratores de esteira, contando com a omissão e até conivência das autoridades. Continue lendo “Conflitos no campo se agravam no Oeste Baiano às vésperas das eleições”










