Debate educacional brasileiro não pode depender de “rankings” importados. Modelos de referência pelo mundo mostram: reformas partiram da busca por transformações sociais profundas, de coesão nacional e do acúmulo de confiança por décadas
Por Celso Pinto de Melo, em Outras Palavras
“Os sistemas educacionais mais bem-sucedidos são aqueles que combinam qualidade com equidade, assegurando que as circunstâncias sociais não se transformem em destino”
-Andreas Schleicher [1]
O equívoco recorrente do debate educacional
Boa parte do debate educacional começa pelo lugar errado. Em vez de perguntar em que condições históricas reformas educacionais profundas se tornam possíveis, insiste em perguntar quais modelos funcionam. O resultado é uma circulação quase ritual de exemplos – Finlândia, Coreia do Sul, ‘rankings’ internacionais – tratados como “boas práticas” prontas para exportação. Continue lendo “Educação: O risco das analogias apressadas”










