Transferência de Bolsonaro: Papuda tem condições ruins para idosos, mas não para políticos

Ala de idosos de penitenciária é superlotada, mas ex-presidente vai ficar em “área VIP”

Por Amanda Audi | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (15) a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal (PF) no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, que fica dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. Continue lendo “Transferência de Bolsonaro: Papuda tem condições ruins para idosos, mas não para políticos”

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Justiça acolhe ação do MPF e condena advogado por racismo e discurso de ódio contra indígenas em Santarém (PA)

Condenado terá que pagar indenização de R$ 50 mil

Ministério Público Federal no Pará

A Justiça Federal acolheu pedidos do Ministério Público Federal (MPF) e condenou um advogado ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais coletivos em razão de atos de racismo e discurso de ódio praticados em Santarém (PA) contra lideranças indígenas da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). A decisão foi assinada na última segunda-feira (12). Continue lendo “Justiça acolhe ação do MPF e condena advogado por racismo e discurso de ódio contra indígenas em Santarém (PA)”

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Ministra da Mulher diz que há resistência para política nacional de combate à violência

Em entrevista, Márcia Lopes aponta que oito estados ainda não assinaram Pacto Nacional de 2023

Por Mariama Correia | Edição: Bruno Fonseca, em Agência Pública

Em 2026, ser mulher no Brasil ainda é um risco. Quatro mulheres são assassinadas todos os dias, em média, no nosso país. No ano passado, mergulhamos em uma espiral de violência de gênero, ultrapassando a marca de mil feminicídios no ano. Foram 1.350 ocorrências, segundo o Ministério das Mulheres, com casos que chocam pelos requintes de crueldade. Continue lendo “Ministra da Mulher diz que há resistência para política nacional de combate à violência”

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Terras Indígenas: o inferno que o bolsonarismo legou

Atos do ex-presidente preso infernizam os povos e a Amazônia. Em Rondônia, invasores reabrem disputa por território reconhecido, usando atalhos criados no governo anterior. Documentos produzidos no ciclo de desmonte munem ruralistas. Lula luta para recompor o básico

Por Daniel Camargos, na CartaCapital

Bolsonaro está preso há mais de 50 dias. Mas o bolsonarismo segue vivo na sociedade brasileira e assombra, sobretudo, os povos indígenas e a floresta amazônica. A prisão do ex-presidente não aniquilou a política que ele espalhou. A doutrina continua rondando as Terras Indígenas como uma autorização tácita para invadir, ameaçar, garimpar, grilar, queimar e matar. Continue lendo “Terras Indígenas: o inferno que o bolsonarismo legou”

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Lei Rouanet, debate sequestrado

Direita faz cena contra a lei como parte de sua guerra cultural – mas está muito à vontade com o privatismo da ferramenta. Esquerda entrincheira-se em sua defesa, e ao fazê-lo abandona a luta por políticas públicas. Há alternativas a este nó

Por Ricardo Queiroz Pinheiro, em Outras Palavras

Nota do Autor: Este texto expande a análise iniciada em meu artigo “Lei Rouanet: das origens ao desastre”, publicado no portal Outras Palavras em 1º de abril de 2025. Naquele ensaio, demonstro como a legislação, concebida por Celso Furtado como uma tática emergencial e complementar, sofreu uma metástase institucional. De ferramenta auxiliar, ela converteu-se na espinha dorsal da política cultural, subordinando o interesse público à lógica do marketing empresarial e privatizando, na prática, a decisão sobre o que é ou não cultura no Brasil. Aqui, retomo essas premissas para apontar a saída desse labirinto. Continue lendo “Lei Rouanet, debate sequestrado”

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Quando a política tem o que dizer ao cuidado

Para fortalecer o SUS, não basta melhorar a técnica ou a gestão. É preciso reaprender a fazer política – analisar conflitos, atores, poder e projetos de sociedade – usando as ferramentas teóricas que a própria Saúde Coletiva criou, mas que foram esquecidas ou diluídas

Por Liane Beatriz Righi e Sandra Maria Sales Fagundes, em Outra Saúde

artigo “Estratégia de Saúde da Família aos 30 anos: quando o cuidado tem o que dizer à política”, de autoria do professor Jairnilson Paim, foi recentemente divulgado pela revista Ciência e Saúde Coletiva. Ele integra discussão referente à Atenção Primária em Saúde1. Uma síntese possível do texto – já incorporando manifestações do autor no 14º Congresso de Saúde Coletiva – é a convocação à repolitização do campo da saúde. Esperamos contribuir com essa perspectiva. Continue lendo “Quando a política tem o que dizer ao cuidado”

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Doutrina Donroe ou Frankenstein neoliberal?

Exame da nova Doutrina de Segurança Nacional dos EUA. Crítica às elites, ao globalismo e às instituições internacionais “usurpadoras” não esconde o essencial: aposta na força, ideia de que não há alternativas e crença na primazia dos mercados

Por Claudia Henschel de Lima e Antonio José Alves Junior, em Outras Palavras

Estamos longe de ser especialistas em Venezuela e em relações internacionais. Mas os acontecimentos que atravessaram a América Latina — porque é de América Latina que se trata neste momento em que assistimos ao sequestro do presidente Nicolás Maduro — no quadro da governamentalidade Trump 2.0, nos colocaram, mais uma vez, diante da relação entre neoliberalismo e crise; e de uma pergunta: ainda é neoliberalismo? O ataque militar Trump 2.0 à Venezuela é orientado pelo espectro do neoliberalismo, classicamente entendido como globalismo? Continue lendo “Doutrina Donroe ou Frankenstein neoliberal?”

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Trump ataca. Há saída democrática?

Em resposta à guerra de Trump, Conferência Internacional Antifascista e pela Soberania ocorrerá em Porto Alegre, em março. Reunirá partidos, organizações e movimentos para dialogar sobre as estratégias e iniciativas em cada um de nossos países

Por Mauri Cruz, em Outras Palavras

A invasão da América Latina através do bombardeiro do território venezuelano, com o sequestro de seu presidente e da primeira combatente, é a senha do governo norte-americano dizendo ao mundo que nunca teve qualquer apreço pela democracia. Logo depois, vieram as ameaças contra Colômbia, Cuba, Groelândia e agora, a saída de todos os espaços de diálogos multilaterais das Nações Unidas. É, inequivocamente, uma declaração de guerra contra toda América Latina. Continue lendo “Trump ataca. Há saída democrática?”

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Protagonistas de um processo revolucionário

Protagonismo das mulheres se faz presente neste momento histórico, de lutas massivas em Caracas, reivindicando a libertação de Cília Flores e Nicolás Maduro. Confira na coluna Aromas de Março deste mês!

Por Rosana Fernandes*, da Página do MST

Lucharemos por nuestros derechos y por los de nuestra Patria,
Porque el problema de la igualdad de la mujer es el problema
De la liberación de los pueblos.

(Argelia Laya, 1926-1997)

Compartilhamos elementos de uma missão internacionalista, como testemunhas das vivências na bella Venezuela. Uma beleza extraordinária que espanta os olhos, arrepia a pele e faz pulsar mais forte o coração. O encanto pelas e através das simbologias, com as cores vibrantes, as luzes florescentes que resplandecem a grandiosidade de uma Revolução pulsante, contagiante e de base popular. O povo está presente! O povo escolheu o Presidente! O povo constrói o poder, desde sua participação efetiva! É um povo que conhece a sua história e defende os seus lutadores e lutadoras! Continue lendo “Protagonistas de um processo revolucionário”

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Negociar sob fogo

Boletim Venezuela em Foco #9

Da Página do MST

 A conversa entre Donald Trump e Delcy Rodríguez, confirmada oficialmente pelo governo venezuelano, marca o que pode ser o início formal de um processo de negociação entre os dois países. O diálogo, porém, nasce envolto em contradição: como negociar com um governo responsável por uma operação militar que deixou mortos, desaparecidos e um presidente sequestrado em território estrangeiro? A resposta não passa por afinidades políticas ou concessões morais, mas por uma escolha tática imposta pela correlação de forças e pelas lições da história. Continue lendo “Negociar sob fogo”

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