Para o professor, ainda não compreendemos plenamente o que levou uma multidão às ruas, e se não olharmos urgentemente além de uma maquiada recuperação econômica viveremos traumas que golpearão a já frágil democracia
Por: João Vitor Santos, em IHU
O cenário econômico e social do Brasil de 2012 e 2013 era muito diferente do atual. Programas sociais galgavam conquistas que levavam à emancipação de muitas famílias, vivíamos praticamente em estado de pleno emprego, PIB lá em cima e inflação controlada, mais acessos a universidades, facilidades para aquisição de imóveis e até para comprar ou trocar de carro. Ainda assim, em junho de 2013 uma legião se levantou para protestar contra aquilo que não era dito nos bons indicadores, mas que perturbava. Isso fez com que muitas pessoas, inclusive em setores da esquerda, não compreendessem essa explosão. Para o urbanista e professor Roberto Andrés, é preciso fazer memória àquele junho porque ainda não compreendemos o que passou e suas consequências. “Esse enigma de 2013 segue nos desafiando até hoje e talvez ele talvez ele diga respeito a como nossa sociedade enxerga e analisa seu próprio funcionamento”, aponta.
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