O supremacismo branco, segundo bell hooks

Pensadora vê nesta ideologia a síntese das opressões de raça, gênero e classe. E provoca, em livro recém-lançado no Brasil: antirracismo e feminismo podem ser capturados se, mais que transformar o mundo, buscarem ser reconhecidos*

Por bell hooks, no Outras Palavras

Nos últimos anos, meu trabalho tem se debruçado sobre o papel do amor no combate à dominação. Contemplar os fatores que levam as pessoas a lutar por justiça e a se empenhar em construir uma comunidade me instigou a pensar criticamente sobre o lugar do amor. Não importa se a questão é acabar com o racismo, o machismo, a homofobia ou o elitismo de classe — quando entrevisto pessoas sobre o que as leva a superar o pensamento e a ação dominadores, elas invariavelmente falam de amor, de aprender a aceitar as diferenças em alguém com quem se importam. Falam do enorme desafio de desejar a conexão e a união com alguém radicalmente diferente ou que tenha convicções e opiniões tão distintas que represente uma fonte de estranhamento e conflito, a tal ponto que apenas uma contínua vigilância crítica e cuidadosa pode garantir o contato duradouro. Para muitos desses indivíduos, o que os tem impulsionado na direção do pensamento crítico e da mudança é o envolvimento ativo com movimentos que lutam pelo fim da dominação.

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A culpa. Por Julio Pompeu

Na Terapia Política

O sangue ainda estava quente e viscoso no chão, há pouco os cadáveres foram levados. Jean imaginou que aquele sangue permaneceria ali, viscoso e quente, para sempre. Ao menos, na sua mente. Nas suas piores lembranças. Em 12 anos como policial, nunca tinha visto uma cena assim, tão quente. Tão logo após. Tão perto do momento em que o caos e a barbaridade tomam conta. Não confessaria, mas ficou chocado.

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Beto Marubo exalta os heróis das buscas por Bruno e Dom

Por Cicero Pedrosa Neto, na Amazônia Real

Belém (PA) – Na audiência pública realizada pela Comissão Externa da Câmara Federal, no dia 12 de julho, que acompanha as investigações sobre os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dominic Phillips, o indígena Beto Marubo, membro da coordenação da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), prestou homenagem aos indígenas, indigenistas e policiais militares do Amazonas que participaram das buscas aos restos mortais  do indigenista e do jornalista. Foram citados Higson Kanamari, Salomão Mayoruna, Benin Matis, Tomin Matis, Oseas Kanamari, Marki Mayoruna, José Kanamari, Benin Carlos Matis, além de Orlando Possuelo e os militares Valcicley Freitas, Dario Viana, Raiane Rocha e Ismael Costa, do 8º Batalhão da Polícia Militar de Atalaia do Norte. 

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Violência contra mulher no Brasil coloca comércio internacional de armas em questão

Armas de fogo são a principal causa de homicídios femininos no país. Exportadores europeus devem assumir sua responsabilidade

Por Kristina Hinz, na openDemocracy

Na madrugada do dia 24 de maio, a cabeleireira Gabriella Ferreira, de 41 anos, foi despertada pelo som de tiros. Uma operação policial estava em andamento a alguns quilômetros de distância, na comunidade Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Cinco horas depois, um tiro de fuzil matou Gabriella dentro de sua casa. 

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Agentes de pastorais concluem Especialização em Direito Agrário

Entre os dias 11 e 13 de julho em Luziânia (GO), no Centro de Formação Vicente Cañas, 29 alunos apresentaram seus trabalhos de conclusão de curso em formato híbrido.

 Por Assessoria de Comunicação da Articulação das Pastorais do Campo

O ato de concluir nem sempre acompanha um ponto final, para os alunos que encerram a segunda edição do curso de Especialização de Direito Agrário, parceria das Pastorais do Campo e a Universidade Federal de Goiás (UFG), a conclusão do curso é uma continuidade do conhecimento. Entre os dias 11 e 13 de julho em Luziânia (GO), no Centro de Formação Vicente Cañas (CIMI), 29 alunos das cinco regiões do país, participaram em formato híbrido do seminário de trabalhos de conclusão de curso. O objetivo da especialização é capacitar agentes das pastorais do campo para fortalecer as lutas e mobilizações, sobretudo as comunidades tradicionais.  A segunda edição teve início em 2019 com aulas presenciais e em razão da pandemia da Covid-19, finalizou este ano. “Estes dias aqui são de celebração, porque a viagem foi difícil até aqui, mas chegamos” manifestou Ivanilda Torres ao apresentar sua pesquisa final sobre o contexto migratório e territorialidade do Povo Warao. 

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Abrasco na imprensa: confira entrevistas do GT Racismo e Saúde

 Hara Flaeschen, na Abrasco

“No campo da saúde, o racismo de base institucional aparece situado dialeticamente entre a insuficiência sentida na invisibilidade institucional e o excesso materializado na discriminação racial”: a declaração é de Diana Anunciação, vice-presidente da Abrasco e integrante do GT Racismo e Saúde da entidade, em entrevista ao Brasil de Fato.

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Cadeia para os executivos da água-mercadoria

Relatório revela o desastre da privatização do saneamento na Inglaterra. Águas estão com níveis chocantes de contaminação. Fiscalização e multas já não intimidam as empresas — e o governo faz vista grossa. Cresce a pressão pública para puni-las

Por Marcos Helano Montenegro, no Outras Palavras

Foi divulgado hoje, 14 de julho, o relatório anual 2021 sobre a poluição por esgotos causadas pelas empresas privadas proprietárias dos serviços de água e esgoto da Inglaterra. Na ocasião, a Agência do Meio Ambiente (EA) informou que as empresas de água inglesas apresentaram níveis chocantes de poluição no ano passado.

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Serenata da fome

Por Inês Campelo*, no Marco Zero

Após três anos de governo Bolsonaro, um a cada três brasileiros enfrentaram algum tipo de insegurança alimentar. Os dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o país ultrapassou a marca de 60 milhões de pessoas nessa condição. Os números são chocantes, mas a realidade é ainda mais. Nesta quinta-feira, 14 de junho, me deparei com uma cena que retrata de forma muito triste a volta do Brasil ao mapa da fome.

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Violência política leva a ação pela proibição do porte de armas nos dias de eleições

Diante do aumento da violência política, deputados questionam TSE. Brasil tem explosão no número de registro de armas, de vendas de munição e de licenças expiradas. Os chamados caçadores, atiradores, colecionadores e outros têm quatro vezes mais armas que as forças de segurança

Por Cida de Oliveira, da RBA

A escalada da violência política no país levou parlamentares do PT, PCdoB, PSB, Psol, Rede, PV e PDT a consultar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a proibição do porte de armas nos dias das eleições neste ano. Em documento entregue ao ministro Alexandre de Moraes, que presidirá o Tribunal a partir de agosto, os deputados questionam a Corte sobre a permissão para o porte de armas apenas para membros das forças de segurança nos dias 2 de 30 de outubro, primeiro e segundo turnos respectivamente. E que o porte seja proibido para as demais pessoas.

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Sentido desfigurado. Por Eugênio Bucci

Bolsonaro é o maior estimulador da tensão que se alastra e que tende a desaguar em atos de agressão física

No A Terra é Redonda

“Você sabe o que é sentido figurado? Você sabe o que é? Você estudou português na faculdade ou não?” Assim ralhou o presidente da República, no Palácio do Planalto, ao ouvir uma pergunta de que não gostou. Entendamos o contexto.

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