Sydney Possuelo diz que PF despreza indígenas

O sertanista Sydney Possuelo conhece a Terra Indígena Vale do Javari com a palma de sua mão, o território onde vivem povos de recente contato e isolados que ele trabalhou para demarcar e homologar, em 2001. Nesta entrevista exclusiva à agência Amazônia Real, Possuelo ajuda a esclarecer circunstâncias que levaram ao desaparecimento e mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, no dia 05-06-2022, além de ressaltar a importância do conhecimento e iniciativas da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) para os resultados obtidos até agora nas investigações sobre os assassinatos. Entre o território indígena e a sede de Atalaia do Norte, no oeste do Amazonas, existem várias comunidades ribeirinhas, muitas vezes habitadas por pessoas que contribuem com os crimes ambientais e até mesmo por narcotraficantes.

Por Cristina Ávila, publicada por Amazônia Real, no IHU

Para Possuelo, a Polícia Federal desconsiderou as informações dos indígenas e foi precipitada ao declarar o caso como encerrado antes da conclusão. “Poderiam (a Polícia Federal) ter feito referência à Univaja, que colocou tudo na mão dos policiais. E não fizeram nenhuma referência. Não disseram ao menos ‘obrigada’. Essa foi uma demonstração de desprezo e arrogância. Foi marcante”, diz.

Continue lendo “Sydney Possuelo diz que PF despreza indígenas”
Ler maisSydney Possuelo diz que PF despreza indígenas

Os desafios da democracia na era da desordem informacional. Entrevista especial com Taís Seibt

O usuário que dissemina informações falsas ou manipuladas não é programado algoritmicamente. Ele “é um ser pensante, embora tenha se desacostumado a pensar”, diz a jornalista

Por: Ricardo Machado, no IHU

Se, de um lado, a crise da democracia e seus limites são uma constatação, de outro, a sua afirmação e proteção continuam sendo uma necessidade, especialmente em momentos de desinformação e propagação de fake news. Os desafios para coadunar esses elementos são visíveis diariamente na circulação de informações que são verídicas, falsas, imprecisas, manipuladas e tendenciosas, seja na imprensa, seja nos grupos de WhatsApp ou nas redes sociais de modo geral. A democracia, nesse sentido, explica a jornalista Taís Seibt, “também possibilita a circulação de discursos manipulados, porque além da liberdade de imprensa, ela pressupõe liberdade de expressão. Como barrar discursos manipulados sem que isso configure censura a essas liberdades ou repressão a direitos democráticos? E quem teria esse ‘poder’? Isso é um grande desafio, porque há questões que claramente não são de mera expressão de opinião, são crimes até, mas há muitas outras situações em que essa linha é muito tênue, e o exagero pode enfraquecer ainda mais a democracia”.

Continue lendo “Os desafios da democracia na era da desordem informacional. Entrevista especial com Taís Seibt”
Ler maisOs desafios da democracia na era da desordem informacional. Entrevista especial com Taís Seibt

Brasil é denunciado na ONU por deficiências na investigação sobre os assassinatos de Bruno e Dom

em ClimaInfo

O Brasil foi denunciado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU nesta 4ª feira (22/6) pelas deficiências na investigação dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips.

Continue lendo “Brasil é denunciado na ONU por deficiências na investigação sobre os assassinatos de Bruno e Dom”
Ler maisBrasil é denunciado na ONU por deficiências na investigação sobre os assassinatos de Bruno e Dom

DPU propõe ao STF edição de súmula vinculante sobre insignificância

Por Karen Couto, na ConJur

A Defensoria Pública da União propôs, em petição enviada ao Supremo Tribunal Federal, a edição de uma súmula vinculante para que os tribunais do país parem de negar a aplicação do princípio da insignificância nos julgamentos de forma arbitrária.

Continue lendo “DPU propõe ao STF edição de súmula vinculante sobre insignificância”
Ler maisDPU propõe ao STF edição de súmula vinculante sobre insignificância

Funai de Brasília barrou Bruno durante a primeira fiscalização com indígenas no Javari

Em 2021, a entidade dos povos indígenas no Vale do Javari afirmou ao MPF que pessoas dentro da Funai queriam “acertar o Bruno e a Univaja” com medidas administrativas

Por Rubens Valente, José Medeiros, Agência Pública

Documentos da Funai (Fundação Nacional do Índio) e do MPF (Ministério Público Federal) obtidos pela Agência Pública com exclusividade mostram como o comando do órgão indigenista em Brasília dificultou uma ação de fiscalização na Terra Indígena Vale do Javari por causa da presença do indigenista Bruno Pereira entre os indígenas que fariam a vigilância no território. Ele foi assassinado no dia 5 de junho junto com o jornalista Dom Phillips.

Continue lendo “Funai de Brasília barrou Bruno durante a primeira fiscalização com indígenas no Javari”
Ler maisFunai de Brasília barrou Bruno durante a primeira fiscalização com indígenas no Javari

Saúde – o mito dos dois sistemas

A Constituição de 1988 criou o SUS como o único sistema de saúde do país. Apenas isso dá sentido aos qualificativos “complementar” e “suplementar”

Por Paulo Capel Narvai, Outra Saúde

Frustrou-se a expectativa de que em 8 de junho de 2022 o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiria a favor das pessoas que necessitam cuidados de saúde, contra as empresas que comercializam apólices indevidamente denominadas “planos privados de assistência à saúde”. A corte aprovou, por 6×3, o “rol taxativo” segundo o qual as empresas obrigam-se perante seus clientes a realizar apenas os procedimentos aprovados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Continue lendo “Saúde – o mito dos dois sistemas”
Ler maisSaúde – o mito dos dois sistemas

Os novos ricos da Funai: as empresas recém-abertas que ficaram milionárias da noite para o dia no governo Bolsonaro

Por Lúcio de Castro, Agência Sportlight

A política de destruição da Funai no governo Bolsonaro tem suas exceções. Sob a presidência do policial federal Marcelo Xavier, homem de confiança do presidente, há uma categoria emergente: são os novos milionários. Ganhos de milhões em meses para alguns e um mesmo padrão: empresas abertas pouco tempo antes de assinarem com a instituição; dispensa de licitação, valendo-se da lei 14.217 para enfrentamento da covid assinada em outubro de 2021. E mais: o representante que responde por um dos fornecedores aparece no Diário Oficial da União em cargo de chefia do órgão.

Continue lendo “Os novos ricos da Funai: as empresas recém-abertas que ficaram milionárias da noite para o dia no governo Bolsonaro”
Ler maisOs novos ricos da Funai: as empresas recém-abertas que ficaram milionárias da noite para o dia no governo Bolsonaro

Pobreza e aguda desigualdade social são causas da indiferença pela democracia, diz cientista política

José Tadeu Arantes, Agência FAPESP

A pouco mais de três meses das eleições, a preservação das regras do jogo tornou-se uma motivação central para as pessoas que conseguem entender a importância da democracia para a convivência humana. A 11ª Conferência FAPESP 60 Anos reuniu dois grandes especialistas para tratar do tema “Riscos à Democracia”: Maria Hermínia Tavares de Almeida, pesquisadora sênior do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e professora titular aposentada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP); e Oscar Vilhena, diretor da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Direito-SP).

Continue lendo “Pobreza e aguda desigualdade social são causas da indiferença pela democracia, diz cientista política”
Ler maisPobreza e aguda desigualdade social são causas da indiferença pela democracia, diz cientista política

Ao falar que “A Amazônia é nossa”, Bolsonaro diz que “A Amazônia é do crime”, afirma jornalista britânica

Samarone Lima, no Marco Zero

A jornalista inglesa Jan Rocha veio ao Brasil pela primeira vez em 1964, após assistir uma palestra em seu país sobre a Amazônia. Tinha 24 anos e voltou pra casa sabendo que voltaria, e que acabaria  morando aqui. Em 1969, retornou, para sempre. Casou com o gaúcho Plauto Rocha e teve três filhos: Camilo, Ali e Bruna, que tiveram que dividir a mãe com a sua grande paixão: o jornalismo, e suas intermináveis viagens por todo o território brasileiro, especialmente pela Amazônia.

Continue lendo “Ao falar que “A Amazônia é nossa”, Bolsonaro diz que “A Amazônia é do crime”, afirma jornalista britânica”
Ler maisAo falar que “A Amazônia é nossa”, Bolsonaro diz que “A Amazônia é do crime”, afirma jornalista britânica