América Latina: ultradireita degola a saúde

Na Argentina, cortes de Milei aumentam índices de HIV. No Equador, ajuste de Noboa leva a crise no acesso a remédios. Em El Salvador, Bukele demite milhares de trabalhadores da saúde. Casos são alerta para o Brasil: derrotar o fascismo é defender o SUS

Por Guilherme Arruda, em Outra Saúde

A passagem de Flávio Bolsonaro (PL) ao segundo turno da eleição presidencial gera crescentes temores de uma grande onda de cortes no orçamento público da Saúde, caso o candidato de extrema-direita seja eleito. Já circula publicamente uma proposta em que a equipe do candidato avalia acabar com o piso de investimento na Saúde e retirar dos gastos sociais (Saúde, Educação, Previdência) o equivalente a 2% do PIB, ou R$250 bilhões.

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Nove teses em busca da vitória

Onda gigante de mobilizações superou desânimo pós-1ºturno. Há chance real de virada, mas obstáculo: existem duas esquerdas, nenhuma delas portadora de um projeto de transformação do País. Oxalá as lutas de agora ajudem a superar o déficit

Por Carlos Veiner*, em Outras Palavras

Tese 1 – Um fantasma ronda a América… e o Brasil

As eleições brasileiras de 2026 estão sendo disputadas num cenário marcado pelas vitórias recentes da direita e extrema direita na América Latina, sendo México e Uruguai as duas únicas exceções dignas de nota. A agressiva política de Donald Trump para o continente aponta para uma crescente pressão direta do grande irmão do norte – econômica e política, mas não apenas. A Venezuela foi vítima de uma intervenção militar aberta e Cuba padece de um absurdo enrijecimento do bloqueio econômico. A política do porrete (big stick policy) ficou consagrada em uma frase do presidente estadunidense Theodor Rossevelt (1901-1909): “Fale suavemente e carregue um grande porrete; você irá longe”. Trump parece inovador apenas pelo fato de não falar suavemente.

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Escuta e linguagem política nas eleições brasileiras. Por Katia Sento Sé Mello*

Além do emprego, escola, remédio e vida digna, as pessoas querem ser reconhecidas, pertencer, compartilhar valores. Querem vínculo. Excesso de certezas afasta esquerda dos territórios, de reconhecer contradições e de produzir linguagem política a partir delas

Em Outras Palavras

O resultado das eleições de 4 de outubro de 2026 parece exigir de nós uma reflexão que vá além das explicações econômicas mais imediatas. Não creio que possamos compreender o que aconteceu apenas pela distribuição de renda, pelo acesso ao consumo ou pelas políticas sociais realizadas durante o governo Lula. Tampouco parece suficiente recorrer às agendas que consideramos fundamentais, como a preservação do meio ambiente, e imaginar que sua importância objetiva necessariamente produziria adesão política.

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Banquetaço: Para a democracia não sair da mesa brasileira

Coletivos, movimentos populares e cozinhas solidárias se mobilizam, nesta sexta, contra o risco de volta do bolsonarismo, que levou o Brasil ao Mapa da Fome. Apontam: com Lula, há horizontes para aprofundar o direito a uma alimentação saudável, saborosa e sustentável

Por Susana Prizendt*, em Outras Palavras

Quem atua há alguns anos nas organizações sociais ligadas à busca da Soberania Alimentar jamais se esquece de duas datas que representaram guinadas no setor. Uma delas é lembrada com indignação e pesar; a outra, com satisfação e esperança. Acredito que, em seu chocante contraste, elas podem expressar a encruzilhada em que nos encontramos neste momento histórico do país. 

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Quilombolas expulsos por mineradora buscam reparação depois de 20 anos

MPF atua com objetivo de firmar acordo para cerca de 1,3 mil famílias

por Luiz Claudio Ferreira, da Agência Brasil

A imagem da avó Antônia na plantação de algodão está na memória da autônoma Claudinês Lopes, de 32 anos. “Ela adorava plantar para fazer linha de costura”, lembra. A matriarca, nascida e criada na comunidade quilombola do Machadinho, em Paracatu (MG), morreu aos 99 anos de idade sem ter a reparação que tanto esperava. Ela ficou arrasada depois que teve que deixar sua terra por causa da instalação de uma mineradora na cidade.

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49ª Romaria da Terra do RS traduz em sua identidade visual a defesa da vida no território

Por Melissa Maciel*, em CPT

A 49ª Romaria da Terra do Rio Grande do Sul retorna ao Litoral Norte gaúcho, nove anos depois da primeira edição realizada na Diocese de Osório. Em 2027, será o município de Itati que acolherá a Romaria, no dia 09 de fevereiro, com o tema “Água, Terra e Alimento” e o lema “Quem tem sede vem à água, come o que é bom” (cf. Is 55,1-3). A iniciativa é promovida pelo Regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

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Contra o fim da escala 6×1 e das demarcações: os aliados de Flávio Bolsonaro servem às elites

Levantamento da Plataforma Congresso Anti-Indígena mostra que parlamentares bolsonaristas que se opuseram ao fim da escala 6×1 também atuam de forma sistemática contra os direitos dos povos indígenas

Por Luis Ventura Fernández, secretário executivo do Cimi

O fim da escala 6×1 é uma das principais discussões dentro do Congresso Nacional nos últimos tempos. Ontem (14) a proposta foi aprovada por 75 votos a favor e apenas um contrário. O senador Hamilton Mourão (PL), ex vice-presidente de Jair Bolsonaro, foi o único senador a votar contra e revelou que colegas do PL votaram a favor por ‘pressão popular’, não por convicção de que o texto é um direito a ser reconhecido. A pauta também está presente na disputa eleitoral entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobretudo agora no segundo turno que decide o futuro da democracia no Brasil. Para os candidatos à presidência, o debate se apresenta como um tema estratégico, visto que afeta de maneira direta a vida de aproximadamente 37 milhões de trabalhadores e trabalhadoras brasileiras.

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Amazônia Real tem um lado: defesa das populações, da liberdade e da democracia

A Amazônia Real divulga seu posicionamento nestas eleições presidenciais. Diante de sério risco de retrocessos e ameaças à liberdade de imprensa, à democracia e às populações amazônicas com uma eventual vitória de um candidato da extrema-direita, a agência manifesta apoio à reeleição de Lula. A Amazônia Real é uma mídia que nasceu há 13 anos e produz jornalismo ouvindo as lideranças amazônicas, influenciando e pautando outros veículos da imprensa. Nosso compromisso ético é com estes grupos sociais. Não aceitamos interferências, imposições de interesses políticos e econômicos e qualquer espécie de censura

Por Amazônia Real

Em um momento climático crítico vivenciado pelas populações amazônicas e pelo risco de ascensão de um candidato à presidência da República declaradamente anti-indígena, anti-ambiental e anti-liberdade de expressão, a agência de jornalismo independente e investigativo Amazônia Real vem reafirmar seu posicionamento de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

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Chefe da campanha de Flávio Bolsonaro esteve no Senado mas não votou na 6×1

Rogério Marinho (PL-RN) fez uma reunião de 3h, se encontrou com aliados e saiu sem falar com a imprensa

Por Dyepeson Martins | Edição: Thiago Domenici, em Agência Pública

Enquanto governistas discursavam a favor do projeto que estabelecia o fim da escala de trabalho 6×1, parlamentares da oposição se reuniam para debater estratégias e discursos da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A reunião durou mais de três horas e aconteceu no gabinete do líder do PL no Senado Federal e chefe da campanha de Flávio, Rogério Marinho (RN), que não compareceu ao plenário nem participou da votação da proposta — aprovada na noite de quarta-feira (14), como mostrou a Agência Pública. Procurado pela reportagem, Marinho não retornou até a publicação. 

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A misoginia de diálogos de Vorcaro e CEO que expôs atrizes: “Mulher não pode fazer isso”

CEO da Globo demitido hoje fez comentários machistas sobre Deborah Secco e Sabrina Sato, e chamou prefeita de vaca

Por Ed Wanderley, Thiago Domenici, em Agência Pública

Com a boca vermelha e a pele totalmente pintada de verde, Deborah Secco adentrou o Baile da Vogue de 2024, no Copacabana Palace, alternando entre sorrisos fartos e carão carregado nos olhares sensuais, um combo recorrente que já virou tradição no evento, no qual é convidada de destaque. A atriz encarnava um ser extraterrestre de roupas curtas, brancas, com direito a um bebê alien a tiracolo, no estilo carnavalesco típico da celebração, uma das grandes apostas publicitárias da Vogue Brasil e da Editora Globo nas semanas que antecedem o Carnaval.

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