Qualquer análise sobre a explosiva cena no Leste europeu que não leve em conta a expansão da OTAN não pode ser levada a sério.
1. Movimento arriscado
Vladimir Putin realizou movimento de altíssimo risco na madrugada de 24 de fevereiro, ao comandar um ataque militar unilateral à Ucrânia. Numa situação defensiva, aposta na força. Embora o porta-voz do Departamento de Defesa russo alegasse, no mesmo dia, que a “operação especial” em defesa das regiões de Donetsk e Lugansk não lançaria ataques contra a população civil, a mídia internacional não se cansa de mostrar cenas de habitantes de Kiev e de outras cidades em desespero. É provável que Moscou vença rapidamente o contencioso, dada sua imensa superioridade militar. No entanto, diante da opinião pública global, o presidente russo colhe desgaste, reprovação e isolamento. Tornou-se o bandido da hora, num enfrentamento no qual não há bons e maus.
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