Sociólogo aponta alastramento do trabalho precário em plataformas, que avançam sobre novas categorias profissionais. Quais são. Como se organizam. As derrotas recentes das corporações. A luta contra a distopia do despotismo algorítmico
Felipe Moda* em entrevista a Rôney Rodrigues, em Outras Palavras
Eles se articulam por grupos de WhatsApp e associações de trabalhadores, recém-formadas e que, cada vez mais, ganham protagonismo nas disputas contra as empresas-aplicativo. Como protestos, suas armas são bloquear temporariamente o funcionamento dos serviços das plataformas – e incidir sobre a opinião pública. Por vezes, estreitam laços com sindicatos. Os motoristas uberizados são, em sua maioria, homens, entre 20 e 50 anos, desempregados, que já rodaram por diversas outras atividades profissionais, inclusive na informalidade. Já os entregadores são mais jovens, negros, da periferia, e estão se inserindo pela primeira vez no mercado de trabalho.
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